Análise: Darksiders Warmastered Edition é a oportunidade de jogar um divertido clássico

Darksiders foi originalmente lançado no ano de 2010 para a antiga geração e trazia um jogo nos moldes de God of War, Bayonetta, Castlevania, etc, onde você assumia a pele de Guerra, um dos 4 cavaleiros do apocalipse. Ele ganhou um remaster para 2016 que chamará a atenção dos nostálgicos ao jogo, assim como dos que nunca o jogaram.

Perseguição ao destruidor

O mundo de Darksiders tem os três grandes reinos que vivem em equilibro: O Céu, a Terra (reino dos homens) e o Inferno. A promessa era que após os sete selos serem quebrados, os três reinos iriam entrar em guerra até que houvesse um novo equilíbrio nas forças.

Com isso em mente, Guerra, um dos 4 cavaleiros do apocalipse, é invocado a Terra para entrar em combate. Porém, ele não encontra nenhum de seus irmãos. E as estranhezas não param por aí, pois Guerra logo descobre que os sete selos ainda não foram quebrados. Depois de ser derrotado em batalha, ele é submetido ao conselho e é acusado por crimes que não cometeu.

Agora passando por provação do conselho, cabe a Guerra limpar seu nome procurando pelo Destruidor que tomou conta da Terra e erradicou sua vida.

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Mecânicas redondas e conhecidas

Algo que me surpreendeu positivamente (sinceramente não me lembro de como era o gameplay há seis anos atrás), foi o quão responsivo são os comandos. Darksiders certamente não reinventa a roda e herda muita coisa dos jogos que já definiram esse gênero com armas diferenciadas, combos, itens escondidos, upgrades e muito mais. Contudo, ele executa tudo de forma perfeita. Inclusive, é possível sentir o peso de Guerra no gameplay. Ele não é tão ágil quanto poderia ser, mas tem boa resistência e força.

Apesar de Darksiders ser um jogo linear, é difícil se perder nele. Ao longo da aventura, você irá encontrar portas que somente poderão ser abertas no futuro. Com o avanço do jogo você terá novas armas e até direito ao modo fúria.

Vale a pena destacar que você irá encontrar personagens interessantes ao longo de sua jornada, em especial os chefões, que além de ter suas motivações, eles normalmente vão precisar de alguma estratégia para serem derrotados.

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Um Remaster nem tão necessário

Quando se fala de um remaster, você espera um jogo com mais conteúdo, imagens melhores, mais estável e outras melhorias em geral. Sinceramente, não vi nada demais… Não me entenda mal, o jogo está em sua melhor forma com FPS estável e roda completamente liso nos consoles, mas não consegui enxergar nenhuma melhoria para justificar uma nova compra do jogo.

Visualmente, o jogo não se destaca e isso acaba sendo um problema, pois a “maior” motivação de um remaster é a melhoria gráfica do jogo. O mundo de Darksiders é bem legal e possui algumas ideias muito interessantes, porém, suas texturas e os detalhes são muito simplistas.

Claro, se você nunca o jogou, vale muito a pena adquirí-lo. Ainda mais porque rodará no bom e velho 60 FPS e a Full HD.

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Conclusão

Darksiders Warmastered Edition é a versão definitiva de um jogo que é muito bom. Entretanto, ele não causa nenhum grande impacto em seu remaster. Caso nunca o tenha jogado, vale muito a pena comprar o jogo e se divertir por mais de 10 horas. Todavia, se você já jogou no passado, não existe nenhuma melhora técnica para que compre novamente (salvo a nostalgia).

notas

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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