Análise: Nioh chega com o pé na porta e entrega um dos melhores jogos que você verá em 2017

Nioh chegou ao mercado com tanta expectativa que nem uma cartela de rivotril conseguiria segurar tanta ansiedade dos fãs. Grupos de redes sociais, fóruns e até no bar, o assunto Nioh sempre gerava um brilho no olhar. Após as primeiras demos, então, o hype train acelerou e muitas, mas muitas pessoas, embarcaram nele em busca de um jogo incrível, passível de entrar na disputa para jogo do ano. Felizmente a espera valeu a pena e Nioh se mostrou um jogo magnífico, cheio de personalidade e ávido por vôos mais altos.

Para começo de conversa, Nioh é baseado em fatos reais. Sim, “abigos”. Aquela loucura toda tem fundamento histórico (ok, os demônios ficam por conta do imaginário japonês, mas os NPC’s, o enredo e o próprio William existiram sim). Em uma carta escrita por Alexandre, O Grande, descobriu-se que pedras místicas foram responsáveis por virar uma batalha praticamente perdida. Não precisa nem dizer que essa informação interessa a muitos reis e soberanos que lutam incessantemente para ampliar seus reinados. Em Nioh, um conterrâneo de William já está em busca desse poder e fará de tudo para obtê-lo. Custe o que custar.

O jogo começa em uma prisão na Europa. Você é William Adams, um habilidoso piloto inglês de embarcações marítimas, que está preso em uma das celas. Fugindo de uma prisão na Europa, você consegue partir em uma aventura improvável na Terra do Sol Nascente (me limitarei para evitar spoilers).

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Este comecinho de jogo já nos dá uma amostra do que está por vir. A Team Ninja fez um trabalho incrível em Nioh. Os efeitos de iluminação, de chuva e as texturas resultantes disso são incríveis. Os cenários são bem detalhados e nos dão uma imersão deliciosa.

As primeras lutas também mostram que os controles foram aprimorados desde as primeiras demos e temos um sistema de combate muito bem feito. Fãs da série Souls irão se sentir em casa em Nioh, dado que o jogo bebeu bastante na fonte de títulos como Dark Souls e Bloodborne.

As armas são um capítulo à parte. Você pode escolher entre a katana, as katanas duplas, a foice, lanças e o machado de batalha. Cada arma tem características próprias e se adaptará ao seu estilo de jogo. Personagens mais fortes provavelmente gostarão do machado, pois ele é a arma que impõe mais dano, mas nada impede que você seja forte e use uma katana para aliar velocidade e força. Aliás, dependendo da situação, você precisará alternar suas armas para que possa se sair melhor em lutas contra determinados monstros.

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Uma inovação muito legal de Nioh é a questão da postura no uso das armas. A postura alta causa mais dano, mas os golpes são mais lentos. A postura media é a mais balanceada, gerando dano e mantendo uma velocidade intermediária. Já a postura baixa é a que desfere golpes mais rápidos, mas o dano é reduzido. Tudo isso, aliado às características das armas do jogo, criam quase que infinitas possibilidades de se jogar Nioh.

Por falar em características, seu personagem pode ter vários estilos. Você pode criar desde um brucutu que terá um ótimo dano até um ninja clássico que preferirá lutar à distância ou usando contra-ataques. Tudo dependerá de como você usará as aramitas (uma espécie de experiência do jogo para gastar nos atributos do personagem).

Suas armas também podem evoluir. Ao longo do jogo, você encontrará armas cada vez mais poderosas, que são deixadas pelos inimigos ou encontradas em baús. Além disso, você ganhará equipamentos muito melhores ao completar as missões do jogo (falarei sobre isso abaixo).

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Portanto, como você encontrará equipamentos (armas, armaduras, acessórios) realmente especiais ao longo do jogo, seria uma pena ter que descartá-los logo após encontrar outros que tenham atributos um pouco melhores dos que os da sua gear favorita. Para isso, há uma Ferreira muito habilidosa que permitirá que você melhore sua arma favorita fundindo-a com uma de menor qualidade.

A ferreira fica em uma espécie de hub do jogo. Logo após finalizar a segunda missão do jogo, você terá acesso a essa área. Nela é possível subir de nível, melhorar equipamentos (como explicado acima), ajudar outros jogadores on-line e, o mais legal, você pode revisitar não apenas os cenários das missões anteriores, mas também realizar missões secundárias que lhe renderão muita Aramita (experiência) e itens especiais. Além, é claro, de poder curtir o cenário em outros formatos, como o cenário da Praia, este que na primeira vez em que se joga se passa tarde da noite e, na segunda vez, acontece em um entardecer lindíssimo.

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Nioh pode ser considerado um jogo difícil sim para quem não estiver acostumado à série Souls ou jogos mais desafiadores. As fases nem são tão difíceis, mas os chefões… Mano do céu. Fiquei horas tentando matar os primeiros bosses até entender que você precisa realmente se preparar para eles equipando itens e amuletos que lhe ajudem na batalha. Claro, dê um desconto também por termos jogado ele quase que inteiramente offline, pois recebemos a cópia antecipadamente. Nunca hesite em chamar um companheiro para lhe ajudar a avançar nas fases e, principalmente, a encarar os chefões.

A ambientação de Nioh merece um capítulo à parte. Cenários clássicos dessa época sangrenta, mas irremediavelmente encantadora do país, trazem ícones culturais como as praias japonesas, cavernas infestadas de demônios, castelos e muito mais. Tudo isso feito com um trabalho de design level incrível. A opção de jogar novamente as fases em missões secundárias e, consequentemente, horários do dia diferentes é incrível. O que poderia ser cansativo se torna uma experiência prazerosa.

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Conclusão

Nioh entrega tudo aquilo que prometia e ainda vai além. Com o jogo completo em mãos, é possível ver claramente que Nioh não é um “Dark Souls japonês”. E apesar de beber sim em algumas fontes da famosa franquia Souls, ele traz elementos novos e toda a magia do Japão feudal.

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