Resonance – The Lost Score é uma divertida aventura que lhe deixará sem voz

O jogo independente (indie) é uma das grandes fontes de ideias para o mercado de jogos. Graças a eles, temos ótimas ideias, superação artística, mecânicas inovadoras e muito mais. E Resonance – The Lost Score é um desses jogos que irá lhe desafiar de muitas formas inesperadas.

Antes de mais nada temos que frisar que essa pequena pérola é 100% verde e amarela. Sim, Resonance – The Lost Score é um jogo feito por brasileiros através do estúdio Demerara Games, localizado em Natal, no Rio Grande do Norte.

Na teoria ele é um jogo muito simples de plataforma que envolve somente 3 comandos: Andar para os lados, o clássico pulo e sua voz! Sim, você terá que se esgoelar para chegar ao tom correto e conseguir resolver os puzzles e coletar as notas musicais. Embora isso seja simplório na teoria, o jogo é sádico extremamente complexo e desafiador. Cada bloco, plataforma, espinho, nota musical tem um tom específico. Não basta somente você gritar que nem um louco (tipo eu nas primeiras fases). É necessário “saber gritar”. O grande desafio é que o bloco tem um tom, e o espinho outro, assim como a plataforma. E é necessário saber usar o tom certo na hora certa para passar dos desafios. Sei que a explicação parece confusa, mas olhe o gameplay abaixo que entenderá muito bem o que estou falando.

A ideia de fazer o Resonance – The Lost Score, surgiu na Global Game Jam 2017 – na edição desse ano o tema foi “ondas” – e a equipe decidiu fazer um jogo que utilizasse ondas sonoras de alguma maneira, daí veio a ideia de criar a mecânica principal inspirada no efeito de ressonância sonora, o mesmo efeito que torna possível quebrar uma taça de cristal com a voz por exemplo.

O jogo está a venda a módicos U$1,99 na loja digital itch.io e encontra-se em processo de aprovação do Greenlight, para entrar na Steam. Eu posso afirmar que esse preço está de graça para a diversão. E claro, cuidado com sua voz…

Publicado
Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.