Análise VR: Loading Human – Chapter 1 vive de altos e baixos

Antes de iniciar a análise, vale dizer que Loading Human – Chapter 1 tem suporte para o controle Move do PS4 (dois controles são necessários), mas caso não o tenha é possível usar o controle normal. Algo que é muito bom e surpreende no jogo, é que ele é completamente dublado. Por fim, após analisar a versão de PC na internet, vi que o port do controle do Move para o HTC Vive foi alvo de muitas críticas.

Agora vamos iniciar nossa análise da nossa viagem Sci fi na Antártida.

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Um início surpreendente

Ao iniciar Loading Human – Chapter 1, você, o jovem Prometheus, se surpreende com a ambientação logo de cara ao se encontrar na sua sala esperando o último dia de sua missão enquanto conversa com a Inteligência Artificial (IA) da base. Ao começar uma súbita tempestade na Antártida, cabe a você fechar a base e, posteriormente, recuperar a energia dela.

Após esses acontecimentos, você começa a reviver os acontecimentos que levaram a esse dia e é revelado os outros dois personagens do jogo. Seu pai Dorian Baarick, o homem mais inteligente do mundo que criou um sistema de energia revolucionário chamado “Motor de energia Negra”, e sua assistente Alice. Sua missão deverá ser ajudar seu pai a achar uma energia de poder incomensurável que irá reverter seu processo de envelhecimento graças ao processo Lazarus que ele criou.

Embora o início seja bem legal, é possível ver que o jogo tem falhas gráficas. Além de um downgrade gráfico para fazer o jogo rodar tranquilamente no PS VR, é possível que faltou melhorias técnicas como, por exemplo, um anti aliasing. Os gráficos ficam bastante serrilhados ao longo do jogo.

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Os puzzles e o péssimo game desing

Por Loading Human – Chapter 1 ser no estilo Adventure Game, seu passo é mais lento do que um jogo dinâmico. Ou seja, você acaba tendo uma interação menor do que poderia e é submetido a diversos puzzles. E ai chegamos no maior problema do jogo, seu game design.

Muito dos puzzles são simples, porém não é algo fácil de ser achado. Um exemplo que posso dar é quando o pai de Prometheus pede para ele ir em sua mesa e pegar as coordenadas para a tão desejada energia. Uma tarefa ridiculamente fácil que depois de 10 minutos estará te corroendo por dentro. Afinal, qual é a mesa de seu pai? Aonde estariam essas coordenadas? Após procurar por muitos minutos você acha um pequeno tablet escondido co as coordenadas. E isso foi somente um exemplo. Embora de um lado temos uma bela imersão, do outro temos tarefas que se tornam difíceis, pois você tem que investigar cada item toda vez.

Porém, nem tudo são trevas. Por possuir dois controles Move eu pude jogar com eles, e como isso foi incrível. Loading Human – Chapter 1 é o primeiro jogo que vi ser extremamente bem adaptado para esses controles. Além de não sentir nenhum enjoo por causa da movimentação, ela era extremamente natural. Mas, não quer dizer que o uso do VR não tenha problemas. É muito comum ter que se contorcer para ficar na posição exata para interagir com algo. Ou então é normal tem que resolver alguns puzzles com uma certa precisão que o jogo não lhe dá.

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Conclusão

Apesar do jogo lhe impressionar nos primeiros minutos e ser completamente dublado, ele peca em muitos outros aspectos. Os personagens não são memoráveis, os puzzles sofrem por causa do sistema de interação e game design do jogo chega a irritar em certos momentos. Pelo menos, esse foi o melhor uso do PS Move com o PS VR que já vi até hoje. Também é importante ressaltar o gráfico que foi comprometido para poder rodar bem no PS VR.

notas

Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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