Análise: YS: Origin é um clássico para o portátil da Sony

Desenvolvido pela Falcom, YS: Origin originalmente foi lançado para PC com a proposta de ser um prequel de 700 anos antes dos eventos do primeiro jogo e mostrar uma aventura que não envolva Adol Christin.

Sendo um JRPG de ação que envolve um mundo extenso para explorar e vários inimigos para derrotar, YS: Origin envolve uma aventura mais linear dentro de uma torre. Lembrando muito a proposta de um metroidvania, mas sendo com mapa tridimensional.

Será que esse relançamento de 11 anos atrás conseguiu envelhecer bem e ainda mostra-se divertido nos dias atuais?

 Dois protagonistas e uma aventura

Diferente de todos os outros YS, neste não tem a presença de Adol Christin. Agora com dois protagonistas diferentes, temos uma história envolvendo uma tenebrosa torre lotada de demônios e monstros.

Yunica é uma jovem sem nenhum talento para utilizar magia, mas possuidora de uma força sem precedentes. Querendo honrar seu pai, ela busca torna-se uma guerreira usuária de machado e não vê dificuldade alguma em manuseá-lo. Hugo por sua vez tem problemas familiares, já que seu pai é um dos maiores magos. Seu irmão recusou seguir o legado fraterno e, consequentemente, todo o peso e responsabilidade caiu sobre Hugo, que agora é um poderoso mago.

A história destes personagens tão distantes acaba se cruzando quando ambos entram na torre chamada Templo de Solomon. É interessante que independente de qual personagem você escolha para ver a história, ocorre exatamente os mesmos eventos, mas com adaptações para combinar com cada um deles. E, posteriormente na história ocorre encontros entre os protagonistas.

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Retro e divertido

Esta versão de Ys: Origin trás nenhuma adição relevante em relação ao seu lançamento original em 2006 no Japão, só a resolução atualizada para não ficar prejudicado no PS4 e PSVita. Não chega a ser um remaster de fato. Porém, é notável como a DotEmu teve cuidado com a produção do port para não prejudicar o desempenho do game (mesmo que em alguns momentos ele sofra de queda de fps no portátil da Sony).

O gráfico é uma mistura de 3D com 2.5D onde os personagens são desenhos com profundidade, mas os mapas e bosses são claramente tridimensionais. É notável a sua idade nesse momento, porém, levando em consideração a proposta do game, não é algo ruim. Por outro lado, a OST é simplesmente genial com boas músicas que combinam com o ambiente e não se tornam enjoativas. Elas chegam para auxiliar na imersão.

Levando em consideração que Ys VIII: Lacrimosa of Dana será lançado no ocidente neste ano, Ys: Origin pode ser uma oportunidade para saber como a série era há alguns anos atrás e criar um contraste entre o antigo e o atual.

Não basta apenas esmagar o quadrado

Ys por ser um action RPG tem um sistema de batalha em tempo real onde você deve sair batendo em seus inimigos, não tendo dó e nem piedade. Porém, isto não é o suficiente uma vez que o jogo te colocará em confrontos onde se deve usar a cabeça para tramar estratégias espertas para confrontar inimigos gigantescos ou extremamente ágeis.

Os comandos são fáceis de fixar na cabeça, pois com o quadrado você ataca, X serve para saltar e bola a habilidade especial. Com isso, o jogador deverá se virar para encarar o que vier pela frente.

Em certos momentos o jogo apresenta características de plataformas, principalmente por conta de seus puzzles e desafios envolvendo o mapa. Esta diversificação de estilos o deixa ainda mais atrativo para os amantes de RPG.

Quando derrotado para um boss, você pode retornar no inicio daquela luta. Porém, ao morrer em meio do mapa acontece de retornar para o último save point. O que acaba tornando-se um pouco frustrante, uma vez que estatua de save possui uma distancia mediana a da outra e você terá que refazer algumas coisas que podem ser consideravelmente chatas.

Conclusão

Ys: Origin foi uma boa adição para a biblioteca do PS4 e PSVita. Pode servir como uma forma de aguentar a espera pelo Lacrimosa of Dana, porém, também corre risco de sofrer efeito contrário e acabar se ofuscando diante do novo episódio que daqui alguns meses será lançado.

É um game que envelheceu consideravelmente bem, mesmo com algumas mecânicas já ultrapassadas devido aos Ys mais atuais. Entretanto, vale a pena jogá-lo com cada personagem e se adaptar aos seus diferentes tipos de gameplay.

Este port feito pela DotEmu mostra qualidade mesmo com algumas quedas de FPS e telas de load um pouquinho demoradas, mas são coisas que não conseguem diminuir o excelente trabalho feito.

Não é um jogo extraordinário, contudo, é um grande título que, mesmo carregando 10 anos em suas costas, ainda consegue surpreender quem for jogá-lo pela primeira vez ou quem deseja relembrar suas aventuras.

notas

Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.
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