E3 2017: Destiny 2 traz boa jogabilidade e promete consertar erros do primeiro jogo. Jogamos e demos nossa opinião

Quando foi anunciado em 2012, Destiny se tornou o centro das atenções de muitos gamers. Com um dos maiores orçamentos já gastos em uma obra de entretenimento, o jogo prometia bastante, sendo programado para ter vida útil até 2020. Seu lançamento correspondeu às expectativas em muitos pontos, mas no geral, muitos criticaram a falta de conteúdo em comparação ao que fora prometido pela Bungie. Após três anos e muitos DLCs, a Bungie, então, resolveu pegar todas as críticas ao primeiro jogo, trabalhar em cima e anunciar o segundo jogo da série. Tivemos a oportunidade de jogar Destiny 2 na E3 2017 e tirar nossas opiniões sobre o jogo. Leia abaixo o que achamos:

Finalmente uma história

A primeira grande mudança anunciada pela Bungie, e talvez o seu maior foco, se trata da campanha do jogo. O modo história do primeiro título da franquia era divertida e prendia principalmente por fazer com que os jogadores quisessem itens cada vez melhores. Entretanto, o roteiro em si era bastante fraco. Muitos (eu, inclusive) jogaram Destiny simplesmente ignorando sua história e focando nas batalhas, no PvP e nas raids. Com Destiny 2, a promessa é que isso não será mais dessa forma. Diferentemente do primeiro jogo, onde batalhas não tinham muita conexão com a história, Destiny 2 fará com que a narrativa seja mesclada completamente com as batalhas. O enredo do novo jogo pode ser visto no trailer abaixo.

Basicamente, toda a campanha do jogo consistirá nos três guardiões sobreviventes do ataque de Ghaul tentando recuperar seus poderes para retornar à Terra e retomar a Última Ficha Cidade. Não se sabe exatamente como a trama se dará, mas com todo o investimento da Bungie no modo história, espero algo que pelo menos me faça jogá-lo não somente pelas batalhas, mas também para saber o que acontece nos capítulos seguintes.

Mais áreas de exploração

Além dos planetas que já figuravam no primeiro jogo da série, Destiny 2 trará quatro áreas inéditas, sendo que a maior delas, “The European Deadzone”, será duas vezes maior do que a maior do último jogo. Grande parte da trama do jogo se dará nesse mapa, visto a enorme quantidade de pequenas regiões diferentes dentro da mesma. A maior lua de Saturno, Titã, também irá figurar como um dos principais novos locais do jogo, sendo o refúgio do Comandante Zavala após a destruição da Torre. Io, lua sulfúrica de Júpiter será o refúgio de Ikora, trazendo arquiteturas anciãs e áreas brilhantes em suas vistas que serão parte importante da história. Por fim, a última região será Nessus, lugar colonizado pelos Vex. O planeta consistirá em uma mistura interessante entre regiões de vegetação densa, construções, e muitas máquinas. Cayde-6 é o guardião que habitará Nessus após sua fuga da Terra.

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Novas habilidades e classes

Com relação às classes do jogo, teremos de volta as três existentes no primeiro jogo, Titans, Warlocks e Hunters. Cada classe terá novas subclasses, essas que darão um novo toque ao gameplay do jogo. São elas as seguintes:

Sentinel – Nova subclasse Titã que tem o poder de invocar um escudo durável que ricocheteia tiros e pode ser lançado contra inimigos.

Dawnblade – Nova subclasse Warlock focada no combate à distância. Seu ultimate fará com que o jogador voe momentaneamente, lançando várias lâminas flamejantes em direção ao inimigos (alô, Pharah?).

Arcstriker – Nova subclasse Hunter que possuirá um cajado luminoso para combate corpo-a-corpo.

Essa nova gama de skills e classes fará com que o jogo se torne ainda mais dinâmico, já que as estratégias de combate serão ainda mais variadas do que no primeiro jogo. Se as batalhas já eram intensas e relativamente rápidas antes, espere algo ainda mais rápido agora, com pulos triplos e uma jogabilidade levemente mais fluida.

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A boa e velha jogabilidade

Aliás, no quesito jogabilidade, tenho muitos elogios a fazer. Nosso gameplay durante a E3 2017 foi restrito ao combate PvP, mas que satisfação que foi jogá-lo. Infelizmente não pudemos colocar as mãos na campanha, algo que estou muito ansioso para fazer, mas só de jogar o Crisol já me deu vontade de fazer a reserva do jogo.

Por enquanto, falemos do que eu pude ver e jogar, o novo modo 4×4 à la Counter Strike de plantar bomba, Countdown. Sua ideia é muito simples e direta. Assim como no jogo da Valve, os times alternam turnos. Enquanto um deve plantar a bomba na base adversária, o outro deve protegê-la de todas as formas. Veja abaixo nosso hands-on do novo modo.

Devo confessar que todo esse tempo sem jogar Destiny (não toco no jogo há dois anos) me fizeram esquecer o quão satisfatória é a jogabilidade dele. Com as novas subclasses, pulos triplos e modos mais rápidos, tudo ficou ainda melhor. Conforme pode-se ver no nosso gameplay (e que surra que eu dei, modéstia parte), as mudanças são poucas entre o antigo Crisol e o que jogamos em Destiny 2, mas algumas sutilezas são mais perceptíveis que outras. Por exemplo, o pulo triplo afeta bastante no gameplay, já que praticamente temos que estar sempre ligados nos inimigos que podem vir de cima. Mesmo muros altos não querem dizer muita coisa, já que é possível pulá-los por muitas vezes.

A diminuição na quantidade de jogadores por partida foi uma decisão acertada da Bungie, em minha opinião. Claro que há muitas pessoas que gostavam de um pouco mais de caos, com 6×6 em ambientes mais apertados e tiroteio vindo de todos os lados, mas sempre achei que tudo ficasse um pouco confuso demais em alguns momentos. 4×4 parece o tamanho ideal para o que o jogo se propõe. Fiquei muito feliz com a experiência da partida que joguei e tenho certeza que muitos jogadores irão sentir o mesmo. Só para lembrar, queria reforçar o quão bem feita é a jogabilidade de Destiny 2 no controle. Ainda não me decidi se comprarei o jogo para mim para PC ou consoles. A assistência de mira do jogo no controle é suficiente para evitar que se atire no nada, mas também não ajuda muito a ponto de prejudicar a experiência. Parece que a Bungie conseguiu encontrar esse equilíbrio tênue muito bem.

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Resumindo

No geral, o que jogamos de Destiny 2 foi muito bom. A fórmula do primeiro jogo foi transportada para sua sequência e todos as críticas relativas à história e falta de conteúdo parecem estar sendo bem trabalhadas. As mudanças relativas ao PvP, que já era excelente, também me parecem uma ação acertada. A diminuição na quantidade de jogadores e o acréscimo do modo Countdown tornaram o Crisol uma experiência mais competitiva. Se o que vimos e jogamos, e o que foi prometido pela Bungie de fato acontecerem na versão final do jogo, certamente teremos Destiny 2 na lista de melhores jogos de 2017.

Para os ansiosos, Destiny 2 lança no dia 6 de setembro deste ano, mas seu Beta começa no dia 18 de julho para os compradores do Pre-order de PS4 e no dia 19 de julho para os que o fizeram no Xbox One. Dia 21 de julho será a vez do Beta aberto para todos. Os testes no PC, entretanto, ficaram somente para agosto.

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Publicado
Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.