Análise: Redeemer é a combinação de Beat ‘em Up e Hotline Miami

Meu primeiro contato com Redeemer foi através do trailer abaixo que mostra um jogo extremamente visceral e muito rápido. Logo em seguida vi que seu desenvolvedor, Sobáka Studio, era Russo e isso já animou de cara, afinal sou fã dos jogos indies russos que sempre carregam muita violência e diversão (pode parecer, mas não sou psicopata).

E ao jogar Redeemer eu tive muito mais surpresas positivas do que negativas.

Uma história sem pé nem cabeça

Ao iniciar Redeemer você é apresentado ao protagonista Vasily e ele brevemente conta sua história onde era um mercenário e hoje ele havia encontrado a paz em um mosteiro no alto de uma montanha. Com isso, ele havia controlado sua raiva e estava convivendo com seu pesado histórico de mortes e destruição. Porém, logo no início, seus antigos “amigos” o encontram e começam a matar todos seus amigos do mosteiro. Com isso ele tem que abraçar seus demônios e começar a caçar sua antiga turma.

Infelizmente, ao longo de suas mais de 17 fases, nenhum personagem marcante é apresentado na história e não só isso. O que começa com um ataque de antigos inimigos em um mosteiro com uma grande intriga, se perde a cada nova fase. Pretendo não dar nenhum spoiler, mas posso dizer que faz parte da história mutantes e instalações subterrâneas. E bem, isso torna a história mediana.

Felizmente no meio dessa bagunça sem muito nexo, posso elogiar os belos visuais. Devo dizer, seus excelentes visuais. Seja no mosteiro, com os mutantes, na base secreta ou em muitos outros lugares (um inclusive lembra uma fase de Diablo) tenho que aplaudir os belos visuais. Com sua visão isométrica, cada cenário é bem construído e tem uma ótima ambientação que acaba sendo colírio para os olhos.

redeemer game

Mecânica e finalizações lindas

Como mencionei, embora a história seja confusa, seus visuais são muito bem feitos e isso chega ao ápice em suas finalizações. Após deixar um inimigo em ponto de morte, é possível finaliza-lo das formas mais criativas e prazerosas. Que tal jogar seu inimigo contra a parede e socá-lo até a morte? Ou então pegá-lo e fincá-lo no tronco de uma árvore? Ou que tal chutá-lo para fora do precipício? Claro, também é possível fincar uma barra de ferro neles ou então jogá-los contra uma serra ligada e corta-lo ao meio. Essas são umas das muitas formas em que pode acabar com seus inimigos.

E como vamos fazer para deixar os inimigos no ponto de morte? Bem, o jogo conta com uma mecânica de jogos estilo Beat Them Up com a memorização de cenários e movimentação dos inimigos como Hotline Miami. Inicialmente Vasily tem que resolver tudo com seus punhos, mas ao decorrer do jogo será possível pegar diversas armas de fogo e/ou armas brancas como facas, machados, pistolas, escopetas e muito mais. Diferente de Hotline Miami, Redeemer é um pouco mais tolerante com relação aos inimigos e é possível sofrer um pouco de dano antes de perder a partida. Algo que pesa na estratégia, é que cada arma tem uma durabilidade (curta em geral). É necessário que você seja rápido nas mortes para poder correr para a nova arma que poderá pegar no chão. Mas não é só isso, matar o inimigo é como você recupera sua energia. Então é necessário fazer o balanço perfeito entre todos os pontos mencionados.

A realidade é que o jogo inicialmente é razoavelmente fácil, ainda mais quando você pega o jeito dele e consegue fluir muito bem entre os pontos. Porém, depois de um tempo o jogo será muito desafiador, até pelo fato de lhe jogar dezenas de inimigos a cada novo cenário. Ou seja, o desafio do jogo acaba sendo dado pela quantidade de inimigos e não por seu design. Mas é válido lembrar que, assim como Hotline Miami, é necessário ter paciência e aprender com seus erros para sempre melhorar e avançar um pouco mais em cada novo cenário e fase.

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Conclusão

Redeemer é uma bela junção dos estilos de Beat Them Up, com a necessidade de aprendizado de Hotline Miami. Embora sua história e personagens sejam medíocres, os visuais dos cenários, seu gameplay e suas finalizações prazerosas divertem por horas. Seus grandes destaques vão para suas finalizações viscerais e sua ambientação que dá uma grande beleza ao jogo.

E claro, o preço de R$ 29,99 ajuda muito e torna a experiência ainda melhor. Os fãs do gênero irão gostar muito e Redeemer é uma compra quase necessária por seu custo benefício.

notas

Publicado
Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.