Conheça o Museu de Fliperamas Soviéticos

Ao que parece, os fliperamas foram parte da infância e adolescência de quase todo povo soviético também. Arcades não foram uma exclusividade do “ocidente”. Na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas essas máquinas eram feitas em fábricas militares super secretas a partir dos anos 70 até a Perestroika, uma das políticas de reestruturação da União Soviética de 1986 que desencadearam no fim do regime comunista.

Recentemente (faz uns três anos) um grupo de idealizadores formado por Aleksandr Stakhanov (diretor), Aleksandr Wugman (diretor de arte) e Maxim Pinigin (supervisor) deram início a restauração de arcades esquecidos e quebrados e abriram um museu em Moscou (visite o site oficial clicando aqui) para que pessoas possam sentir toda a atmosfera da época e jogar os clássicos fliperamas do extinto país comunista.

Cerca de 20 de 37 tipos de máquias já estão em funcinamento no museu. Elas operam com as antigas moedas soviéticas de 15 kopek (15 “centavos” da época da URSS). Os visitantes podem jogar clássicos como “Morskoi Boi” (Espécie de batalha naval), onde os jogadores olham por um periscópio e ordenam ataques de torpedo como se fossem comandantes de um submarino de guerra; tem também “Tankodrom” (tipo um treinamento de tanque) onde os players devem destruir lança-mísseis e veículos inimigos com seus tanques.

Além desses bem específicos, a casa conta com os conhecidos Pinballs, Ice-Hockey, Tiro ao Alvo e protótipos de videogames. Confira abaixo algumas imagens e acesse a página oficial do Morskoi Boi clicando aqui.

Caso esteja passando por Moscou e queira conhecer o local, segue abaixo as coordenadas:

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Ricardo Carvalho

Ricardo Carvalho é escritor, desenhista, filósofo de sofá, cineasta frustrado e ativista pela aceitação mundial de que videogame é arte. Redes: twitter.com/perfilricardoc, instagram.com/perfilricardoc.
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