Análise: Resident Evil Revelations Collection para Switch

Como já é do conhecimento de todos, o Switch começou a receber seus ports e versões de jogos que combinam com sua portabilidade e praticidade. A Capcom prometeu suporte ao console e vem cumprindo isso aos poucos, trazendo jogos de sucesso e franquias aclamadas até o novo console da Nintendo.

Esta análise visa falar, demonstrar e pontuar a qualidade dessa versão e não de sua história ou importância para a série Resident Evil. A seguir, você verá de forma objetiva o que achamos do port de Resident Evil Revelations 1 e 2 para o Nintendo Switch!

Apesar de essa ser uma análise “dupla” os jogos podem ser comprados separadamente na EShop. Já a versão física vem com o primeiro jogo em cartucho e um código para baixar Revelations 2.

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Para quem não lembra…

Resident Evil Revelations foi lançado em 2012 para para 3DS e no ano seguinte para os consoles da geração passada e PC. O jogo é considerado uma das melhores experiências para o 3DS e uma forte e densa experiência para a franquia. O jogo possui os corredores claustrofóbicos conhecidos pelos fãs e enigmas que precisam ser desvendados para seguir pelo jogo. Isso tudo dentro de um cenário novo na franquia ao se passar dentro de um grande navio cargueiro, o Queen Zenobia. Eu diria que esse seria uma experiência mais ligada aos jogos clássicos da franquia Resident Evil, inclusive por trazer Chris Redfield e Jill Valentine mais uma vez para um jogo da franquia.

Já Resident Evil Revelations 2, apesar de seguir com o mesmo nome, é bem diferente de seu predecessor. O jogo foi pensado para ser jogado em modo cooperativo, como visto em Resident Evil 5 e 6, e possui uma história mais trabalhada, com muitas cutscenes e reviravoltas. Nele teremos como protagonistas a Claire Redfield e Barry Burton (um personagem querido por muitos fãs, mas que pouco aparece na série). Este está mais ligado aos jogos mais atuais e com mais ação do que suspense.

Resident Evil Revelations

Este é um jogo mais leve que funciona bem no Nintendo Switch, tanto no modo portátil quanto no dock. Temos poucas  quedas de FPS. A crítica fica por conta de não ter nenhuma novidade na versão, nenhuma adição às versões anteriores além da oportunidade de jogar enquanto está sentado na privada de maneira livre com o modo portátil. Os controles funcionam bem e são confortáveis para o ritmo do jogo. Resident Evil Revelations é uma ótima pedida para quem nunca o jogou em outra plataforma.

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Os gráficos datados podem incomodar jogadores mais exigentes (afinal era um jogo de 3DS originalmente), para esses eu recomendo usar o console no modo portátil já que sua resoluçao de 720p otimiza bastante os gráficos e esconde imperfeições que ficariam claras na TV.

Vale lembrar que, apesar de você ter um companheiro controlado por I.A. por todo o jogo, ele não pode ser jogado de maneira cooperativa. Possuindo somente um modo “Raid” online com suporte à outro jogador.

Resident Evil Revelations 2

A sequencia da série Revelations tem mais a cara do Nintendo Switch. Possibilitando terminar o jogo inteiro jogando com um amigo ou com a I.A., se preferir. Ele se aproxima mais dos jogos atuais da série (excluindo o recente Resident Evil 7) e com isso pode agradar mais quem começou a acompanhar a série na geração passada ou os que preferem jogos cooperativos de ação.

Como o jogo foi criado para a geração atual de consoles, ao contrário do jogo anterior, este teve de ser capado minimamente para ficar confortável no Nintendo Switch.

Uma coisa que incomoda nas duas versões foi a escolha de não travar o jogo em 30fps, já que o console não consegue manter 60 fps constantemente. Isso faz com quem as variações (principalmente as quedas) de frame sejam muito perceptíveis e atrapalham a jogatina em alguns momentos. Se tivéssemos os 30fps estáticos, o jogo ficaria muito mais estável e fluido.

Resident Evil Revelations 2 também fica melhor no modo portátil, porém, neste título, isso não chega a ser uma ótima saída como no primeiro. Com uma estrutura voltada para o modo cooperativo, jogar para duas pessoas no modo portátil é bem desconfortável e confuso. O jogo é escuro e cheio de detalhes que se perdem em uma tela do tamanho do Switch reduzida a uma metade para cada jogador.

Não me entenda de forma errada, os jogos divertem e tem uma qualidade próxima a de suas versões originais (Ps4 e Xbox One), porém sofrem mais com os problemas técnicos no Nintendo Switch.

notas

 

Publicado
Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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