Análise: Digimon Story: Cyber Sleuth Hacker’s Memory apresenta a história do outro escolhido

Anderson Mussulino

12 de fevereiro de 2018

Digimon Story: Cyber Sleuth é um saudoso título que marca o retorno das localizações da franquia dos monstrinhos digitais sendo um RPG de turno com combate viciante possuidor de características clássicas e um enredo mais maduro. O jogo conseguiu agradar tantos fãs de Digimon quanto aqueles que apenas apreciam um bom RPG. Como esperado, a Bandai Namco não tardou em lançar mais um título desta história. Porém, desde o inicio deixo claro que Hacker’s Memory não é um “Cyber Sleuth 2”, mas sim uma side story, onde veremos acontecimentos que ocorrem ao mesmo tempo que aqueles apresentados na vida do detetive virtual.

O Episódio Hacker’s Memory

Enquanto o primeiro game mostrava a vida de um garoto que se tornou detetive virtual para descobrir o mistério envolvendo as empresas Kamishiro e o acidente com o seu corpo, o Digimon Story: Cyber Sleuth Hacker’s Memory nos apresenta Keisuke (nome padrão no qual pode ser modificado) que é um jovem estudante no qual teve a sua ID Virtual hackeada e isto complicou totalmente a sua vida. Em busca de recuperar aquilo que lhe foi roubado, o garoto entra num time hacker chamado Hudie.

É interessante como Keisuke se envolve no mundo dos hackers e como isto acaba envolvendo de alguma forma na história central na qual é mostrada no Cyber Sleuth pioneiro, pois em vários momentos nos deparamos com eventos conhecidos, porém, num ponto de vista diferente. Além disso, também tomamos conhecimentos aprofundados sobre alguns personagens tendo como exemplo o Sanada Arata que é de suma importância para a história central. Enquanto Cyber Sleuth tinha inúmeras referências a cultura pop, Hacker’s Memory consegue manter esse ritmo e acrescentar referências ao seu antecessor.

Por fim, os personagens novos conseguem facilmente se encaixar na história e conviver com os antigos. A personalidade deles também são agradáveis.

Um detalhe importante a citar é que o inicio da história é extremamente lenta, mas ao menos os diálogos não estão exageradamente longos iguais do anterior.

Batalhas, Jogabilidade e Novidades

Mantendo muitas coisas similares ao primeiro game, em Hacker’s Memory teremos cenários simples e com pouca interação e, da mesma forma, o sistema de batalha acaba sendo o mesmo onde será batalhas de 3 vs 3, onde tem opção de atacar, usar skill, guard, item e mudar de Digimon. As maiores mudanças são as batalhas de time (Domination Battle) e algumas características que levam o jogo a ser mais caracterizado para “hackers”, como o mercado virtual onde faz venda de digimons. De resto, é tudo igual como as questões evolutivas, a farm island e etc.

Mencionei sobre batalhas de time, não foi? Mas o que seriam elas? Chamadas de Domination Battle aqui temos o confronto de três personagens contra outros três num espaço que mais parece um tabuleiro. Em cada “casa” tem um valor que varia entre 1, 5 e 10 pontos. Dependendo da regra da partida, você terá que conseguir um determinado número de pontos ao ir dominando esses espaços. Todavia, tanto você quanto seus oponentes têm a possibilidade se iniciar uma batalha para dominar a “casa” em que o outro está acomodado. Deste modo inicia um confronto entre os digimons, contudo, cada um tem apenas um turno para realizar seu movimento e vence aquele que conseguir acabar seu inimigo. Se acaso não houver um vencedor, nada mudará. No final, se você vencer conseguirá uma ótima quantidade de EXP.

Batalhas Online ainda tem seu espaço

Continuando com o que fez considerável sucesso entre os jogadores, o modo online foi mantido e bastante melhorado. Antes você apenas o acessava e buscava batalha, não? Agora tem uma área bem mais trabalhada onde vemos opção de avatar (podendo utilizar a aparência de outros personagens), customização do avatar e de seus digimons. Porém, o que brilha são os eventos que estão disponíveis e vão mudando periodicamente, pois eles adicionam regras especiais para as batalhas e dão recompensas agradáveis para os jogadores que varia de itens simples até avatares exclusivos. Também vale citar que a busca por oponente foi bastante melhorada, porém, aconselho acessar o online apenas quando já tiver digimons realmente fortes, já que a busca por batalha é totalmente aleatória e não coloca nenhum do seu nível.

Conclusão

Digimon Story Cyber Sleuth Hacker’s Memory não chega nem perto de ser um “Cyber Sleuth 2”, porém, consegue trazer algumas novidades. Não o jogue querendo vê-lo como uma sequência, mas sim como um spinoff ou uma side story. Ele terá muitos dos mesmos problemas apresentados no seu antecessor como questões envolvendo o cenário e a sua facilidade (joguei no hard e achei fácil). Porém, é um ótimo JRPG não somente para amantes dos bichinhos digitais, mas também para quem gosta de um bom RPG. Digimon Story Cyber Sleuth Hacker’s Memory certamente vai agradá-lo.

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