Análise: Light Fall é para os fortes

Os jogos de plataforma 2D são uma grande referência para todos quem pensam em vídeo-game, ouso dizer que é maior referência que existe. Depois de sumir por um breve momento dos consoles (e quando eu digo sumir, falo de jogos de qualidade) os jogos de plataforma 2D vem ganhando um espaço muito grande, não só da velha-guarda mas também de gamers mais novos que procuram testar sua agilidade e destreza com os joysticks e teclados.

Tudo isso se dá ao fato do grande crescimento da industria indie e da grande importância e oportunidade que as grandes distribuidoras tem enxergado nesse nicho do mercado. E como mais uma aposta, temos Light Fall.

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Salve seu mundo

Em Light Fall somos apresentados a Numbra, um mundo que foi condenado a noite eterna desde que suas divindades foram aprisionadas por uma força maligna.

Para isso você irá contar com a ajuda de uma coruja rabugenta que irá te guiar e contar a história de como Numbra se tornou um lugar tão obscuro (apesar de eu achar bonitão do jeito que tá haha). A coruja também ajudará você, aqui no corpo de Nox, a se reencontrar e lembrar qual é seu papel em Numbra e sua importância para reverter a situação deste mundo mágico.

Gameplay e Desafios elevados

A jogabilidade e objetivo de Light Fall lembra muito jogos de desafio plataforma, como Super Meat Boy. Aqui, apesar de uma história que se esforça para ser contada, seu objetivo é simplesmente testar sua agilidade com os comandos do jogo e passar dos desafios propostos.

No início os comandos podem parecer um poucos soltos graças a animação da movimentação do personagem. Porém, em um curto espaço de tempo você já irá entender que os controles tem uma boa resposta e que você não deve se apegar à animação do personagem.

O grande diferencial do jogo para não ser apenas mais um jogo de desafio plataforma é a introdução dos Shadow Cores ou Centro da Sombra, que é habilidade de materializar cubos para lhe auxiliar durante as fases. Os cubos servem para criar a plataforma necessária para você superar os obstáculos ou correr por cima deles quando possível.

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Light Fall ganhou o prêmio de jogo prêmio de “Melhor Jogo Hardcore” no Game Connection Development Awards e não foi a toa. Com quase 1 hora de jogo, suas habilidade já serão exigidas e vai começar aquela repetição frenética para tentar passar dos desafios.

Aquele mantra do “morre e volta, morre e volta, morre e volta.. vou tentar só mais uma vez..” será recorrente e você acabará passando 4 horas no jogo depois disso.

Um dos pontos negativos mais fortes de Ligh Fall são os locais de checkpoint que parecem ter sido escolhidos mais para facilitar o loading do que a vida do jogador. As vezes temos checkpoints seguidos com vários nadas entre um e outro e quando chega na hora daquele desafio que você não pisca o olho por 7 dias e 7 noites não existe o save e você fica extremamente frustrado.

Um jogo fofo que não é para todos

Graças aos seus gráficos bonitinhos e takes de gameplay, Light Fall pode chamar atenção dos desavisados e acabar frustrando com força os que não curtem desafios hardcore logo no início do jogo.

Por mais que a história existe e queira ser contada, seu dedo segurando o botão de correr e a adrenalina após conseguir passar daquela parte difícil, não te auxiliam para parar e prestar atenção numa história sem um grande clímax.

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Para os que sempre procuram o fator replay (principalmente em jogos mais curtos), Light Fall possui um Speed mode onde você ignora a história e segue no Time-Attack buscando melhorar seu tempo de um checkpoint até o outro. Uma adição que eu realmente não acho atrativa já que alguns dos desafios podem ser bem puxados e, pelo menos comigo, bate uma preguiça de ter que passar por tudo de novo sem ganhar nada por isso.

Para os demais, Light fall possui cerca de 11 horas de desafios e repetições para ser concluído. Chefes que seguem o mesmo padrão de puzzle dos desafios e uma trilha sonora que a maioria nem irá saber que existe graças a atenção que você precisa ter para ter sucesso.

notas

 

 

Publicado
Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.