O maior desafio de PES 2019 não são as licenças

A E3 está chegando. E, com ela, teremos muitas novidades sobre o aguardado Pro Evolution Soccer 2019. Estaremos lá, in loco, para trazer as principais novidades sobre o jogo para você. Entre uma conversa e uma testada na demo junto à equipe de produção, há muitas perguntas que queremos fazer para André Brozoni (gerente de PES para as Américas) e a equipe de produção.

Uma vez que a jogabilidade é quase um consenso positivo entre a comunidade, ultimamente os canhões estão virados para as licenças. Claro, eu me incluo nesse mar de pessoas que gostariam de ver a La Liga (Campeonato Espanhol) novamente licenciado no jogo e, quem sabe, sonhar com uma pouco provável vinda da Premier League (Campeonato Inglês). Porém, refletindo sobre o assunto, acho que o foco da Konami deveria ser outro neste momento.

PES 2019 já conta com ligas consideráveis. Aqui na América Latina ele tem direito sobre as ligas mais badaladas: brasileira, argentina, chilena etc. Na Europa ele já conta com campeonatos importantes, como o francês, italiano e, recentemente, divulgou a chegada do campeonato turco e do português. PES 2019 será o jogo com mais times licenciados e ligas de sua história.

Mas o que falta, afinal?

Se já temos ligas (nem todas que queríamos, mas temos bastante) e uma jogabilidade aprovadíssima pelos fãs, falta melhorar a imersão. E, na minha humilde opinião, a Konami só conseguirá isso se investir pesado na recriação dos campeonatos das ligas quais ele já tem as licença. Foi assim que FIFA explodiu junto à comunidade ao recriar fielmente a Premier League.

Mais estádios licenciados

Campeonatos com suas datas reais, nos mesmos horários em que aconteceram os jogos. Além disso, seria interessante ela recriar todos os estádios dos times licenciados. Ou, pelo menos, dos principais times. Se o Brasil é um dos países que mais vendem o jogo, porque não ter todos os nossos estádios no jogo?

Além disso, pegar essas ligas mais importantes para a Konami e recriar totalmente os rostos dos jogadores. Se não der para trazer o scan 3D para o Brasil, que se aumente a equipe de quem cria esses rostos dentro do jogo. Aqui no Brasil, inclusive, temos ótimos editores que poderiam perfeitamente serem aproveitados pela empresa.

Acredito que este seja um caminho muito mais curto (e mais barato) para alcançar o coração dos fãs da franquia do que queimar toneladas de grana em licenças pontuais ou de grandes ligas que ainda estão fora do alcance da Konami.

E você o que acha? Concorda? Discorda? Deixe sua opinião.

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Fundador do Última Ficha. Jornalista, nerd, marido, pai e gamer. Acredita fielmente que videogames são para divertir. #PAS