Análise: All-Star Fruit Racing tenta renovar a fórmula de Kart com erros e acertos

Leonardo Coimbra

11 de julho de 2018

Durante o SNES Mario Kart inciou um estilo próprio de corrida que perdura até os dias de hoje. Muitos tentaram ao longo do tempo imitar ou modificar a fórmula criada no início da década de 90 com alguns tendo sucesso e outros fracassando. O mais novo jogo que embarca nesse estilo é o All-Star Fruit Racing que bem como o nome já diz, sua temática é focada em frutas.

Confira abaixo nossa análise.

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5 mundos de fruta com muitas corridas

Algo que me impressionou positivamente no jogo é que em geral as pistas/mundos são bem vivos e sempre com alguma coisa acontecendo. Partindo da temática de frutas, sempre podemos ver algo no background, o que deixa o jogo sempre muito vivo.

Não somente isso, mas o jogo possui bastante variedades de pista. Além das pistas clássicas de dar 3 ou 5 voltas, ele conta com pistas de sprint, ou seja, do ponto A ao ponto B. Isso é muito interessante de se ver ainda mais em um jogo de Kart que é extremamente raro. Não somente existem tipos de corridas, mas é possível ter configurações diferentes.

Por exemplo, a mesma corrida pode ter os poderes prontos ou “por fazer” (explicarei a frente). Pode ser uma corrida normal, de eliminação, eliminação aleatória e mais. Ou seja, existe uma dinâmica diferente que se pode dar para uma mesma corrida. No geral existem 5 mundos no jogo e cada um dele tem cerca de 6 pistas e, como mencionei, são bem variados e contento os amados atalhos.

Por fim falarei do kart. No caso de All-Star Fruit Racing o kart é decorativo, ou seja, ele serve somente para ser o seu carro, mas não tem nenhum tipo de status. Ao longo dos campeonatos e corridas você ganhará novas peças e poderá estilizar seu kart. O que realmente influencia é na hora de escolher a corredora (somente mulheres). Cada uma delas possui uma habilidade suprema diferente que pode ser ativada ao longo da corrida e deixar uma armadilha na pista ou perseguir os adversários.

Jogabilidade ok e falta de balanceamento

Como All-Star Fruit Racing é um jogo de corrida, temos que falar de como é correr nele, certo? Bem, devo dizer que ele segue o básico de um jogo de kart e temos os bônus ao longo da corrida, atalhos, podemos fazer drift e mais. Inclusive o drift tem algo bem interessante que ele pode super aquecer, ou seja, será necessário gerenciar o tempo do seu drift para que ele não passe do limite e te faça perder tempo.

Uma outra coisa interessante são os poderes. Embora exista a possibilidade em algumas corridas de pegar o poder “pronto”, em outras você terá que “fazê-lo”. Cada kart tem um compartimento de 4 frutas e você poderá coletar frutas diversas ao longo da corrida. Por exemplo, a melancia, aumenta o reservatório vermelho. A uva o roxo e por ai vai. Ao encher cada reservatório, você ganhará uma habilidade específica, e é possível desconectar um desses tanques para que tenha uma nova habilidade. Ou seja, é possível fazer um mix das habilidades e utilizá-las a bel prazer. Seja para atacar o adversário a frente, ou atrás.

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Infelizmente, nem tudo é perfeito e por mais que All-Star Fruit Racing tenha ideias bem interessantes e  que ele acerta nos fundamentos de um jogo de kart, o feeling de corrida não é tão bom quanto deveria ser. Não só isso, em algumas corridas eu simplesmente não via a possibilidade de chegar no primeiro lugar ou de alguém chegar em mim mesmo utilizando todos os poderes. Após jogar muitos modos, utilizar os poderes e muito mais, eu cheguei a conclusão que o jogo está desbalanceado. Seja nos personagens, nos atalhos que dão uma vantagem absurda ou nos poderes, falta ainda um trabalho sério e intenso de equilíbrio no jogo.

Switch sofre com downgrade

Uma das grandes realidade de hoje, é que um mesmo jogo para o Nintendo Switch necessita de um review separado. Felizmente sua desenvolvedora nos deu um segundo código para Nintendo Switch e podemos ver as diferenças.

Tudo o que falei sobre o jogo se aplica a versão de Switch. Porém, o Switch infelizmente sofre com uma má otimização do jogo para ele. Com uma resolução inferior e FPS inferior, o jogo simplesmente não roda bem no híbrido da Nintendo. Não somente nesses aspectos que falei, mas o jogo sofre com texturas bem pioradas, serrilhados, um loading mais longo e demora no carregamento das sombras.

Em suma, All-Star Fruit Racing para Nintendo Switch é uma versão muito mais capada do que deveria ser e atualmente eu não recomendo ela.

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Conclusão

All-Star Fruit Racing é um jogo que diverte sim e que tenta trazer muitas novidades ao gênero de kart que é tão consolidado no mercado. Por mais que ele tenha boas ideias, cenários muito vivo e ricos e possa jogar com os amigos (cooperativo no sofá ou online), ele acaba sofrendo com problemas de balanceamento e não tem um feeling muito bom para um jogo de kart.

No caso específico da versão de Nintendo Switch, o jogo sofre muito com o downgrade no quesito de FPS, resolução e carregamento de texturas e por isso não recomendo esta versão do jeito que ela está.

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