Análise: Not a Hero te fará rir e chorar de raiva

Not a Hero foi lançado originalmente em 2015 para PC e em 2016 para PS4 (o jogo saiu na PS PLUS de Fevereiro de 2017). Agora com o sucesso do Nintendo Switch (que já vendeu 20 milhões de unidades) a Devolver trabalhou para portar este jogo para o Híbrido da Big N. E Not a Hero se sustenta muito bem em dois pilares: Um humor sensacional e um desafio que te fará jogar o controle pra longe de tão frustrado que ficará.

Confira abaixo nossa análise do jogo.

Rindo sem parar do maravilhoso Bunnylord

A história de Not a Hero é minimamente curiosa. O politico Bunnylord vem do futuro para dizer que ele tem que ser eleito como prefeito da cidade ou então o mundo acabará em caos. E como é que poderemos trabalhar para ajudá-lo em sua eleição? A resposta é simples, como o povo odeia bandidos ele irá matar todos os grandes bandidos da cidade.

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Para colocar tal plano em ação ele contrata até 9 pessoas completamente distintas onde cada uma tem sua habilidade e tipo de tiro onde eles serão desbloqueados com o avanço e conclusão de cada fase. Esses personagens são pessoas “normais”  que já vem de um cunho cômico muito forte. O que mais me chamou a atenção é o Jesus, que não é o Jesus da bíblia, mas sim um Jesus Mexicano que usa um spandex rosa e que gosta de se roçar em tudo o que vê… Sim, eu decorei a frase! E a apresentação de cada personagem é sempre mais doida que a outra.

Por fim, temos as incríveis palestras e conversas motivacionais de Bunnylord. Antes de cada nova missão, ele faz uma palestra dizendo a motivação do que farão e porque matarão diversos bandidos e até uma pessoas inocentes de vez em quando. Muitas vezes Bunnylord estará com um gatinho na palestra, pois um gatinho é fofo não é? Ou então estará usando uma orelha de coelho para melhorar o ar dessa palestra. E bem, muitas outras variações de papos loucos que são hilários. Depois dessa palestra e da conclusão da missão, Bunnylord sempre se reúne em sua loja preferida onde toma um maravilhoso Milkshake e enaltece todas as gloriosas mortes feitas! Ou então fala que a morte foi desnecessária, mas dará um jeito de manipular a mídia para virar isso a seu favor.

Realmente é uma grande motivação para o jogador poder ver esses diálogos hilários. Vale pontuar que todos estão em inglês e é necessário conhecer a língua de Shakespeare.

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Chorando de raiva

Se um pilar de Not a Hero é sua incrível comédia e frases de efeito, o outro pilar é o completo oposto. Seu gameplay é extremamente simples: Você deverá escolher um personagem (onde cada um tem sua característica e arma específica) e deverá matar os inimigos até chegar no ponto de saída. Durante e troca de tiros é possível se esconder atrás de uma parede/porta/qualquer coisa, e evitar os tiros dando uma abertura para você atirar de volta e matar os inimigos. Também é possível utilizar uma rasteira que após dada com sucesso no inimigo, será possível executá-lo com um único tiro.

Aqui temos um gameplay muito frenético e a princípio simples. Porém o que vai te deixar maluco são os objetivos de cada fase. Além de chegar ao seu fim, normalmente é dado 3 sub objetivos para você cumprir e ter a pontuação máxima. E é ai que a insanidade começa. Muitos dos objetivos não são complexos como matar todos inimigos, achar X itens espalhados pela fase e outros. Alguns são mais complexos como chegar a um ponto em X segundos ou então concluir a fase em um tempo específico. E, por fim, existem objetivos maldosos como não dar mais do que Y tiros ou não levar dano.

Pois bem, se você pensar até que dá para cumprir os objetivos, mas sua sanidade acaba quando você tem que cumprir 3 objetivos na mesma fase e a combinação vai te tirar do sério. Imagina não poder dar mais do que X tiros, não poder levar um soco e ter que chegar em um ponto específico em 20 segundos? É necessário fazer aquela jogada perfeita para que tudo se encaixe e que você saia com a nota máxima. Isso sem contar que cada personagem tem um estilo único que se adaptará melhor a cada objetivo solicitado.

Conclusão

Fico muito feliz de ter podido jogar Not a Hero agora no Nintendo Switch já que nunca havia jogado para o PS4  ou no PC. No geral eu recomendo muito que se jogue Not a Hero, em especial para as pessoas que falem inglês e gostem de desafios. Caso não fale inglês, você certamente perderá muito do humor que o jogo proporciona, mas pelo menos poderá experimentar o gameplay desafiador.

notas

Publicado
Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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