Análise: Flipping Death mostra que até mortos se divertem

A primeira vez que ouvi falar da desenvolvedora Zoink, foi logo após a PS Plus de Maio de 2014 quando foi dado o jogo Stick to it Man! Certamente olhei ele com um certo preconceito por ser algo bobo de longe, mas depois de jogá-lo me apaixonei na hora pelo seu estilo único de gráficos “corte e colagem” e por ter um ótimo humor. Agora em 2018, a Zoink lança mais um novo jogo no mesmo estilo chamado de Flipping Death. Confiram nossa análise abaixo.

A morte sai de férias

A nossa história começa com a jovem Penny que é muito entusiasta com seu trabalho. Tamanho entusiasmo acabou levando a sua demissão e quando ela está retornando para casa com seu namorado, eles fazem um desvio nada medonho pelo cemitério que está com uma névoa muito densa.

Como todos vocês já adivinharam, Penny morre neste cemitério e vai para o além, porém, ela não vai nem para o céu e nem o inferno, mas ela fica no limbo com espíritos que ainda não conseguiram fazer a transição por completo. Depois de entrar em um estado de negação ela se depara com ninguém menos do que a temida Morte! Após um rápido bate papo, a morte se engana achando que a Penny era a substituta temporária que ele pediu há milênios e sai de férias na Lua, afinal a Lua é o único lugar onde ainda não possuem almas penadas. Ou seja, no meio de encontros e desencontros, nossa heroína sai de uma demissão para substituta da Morte.

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E é ai onde o jogo efetivamente começa. Com suas novas habilidades, Penny consegue entrar no corpo dos vivos e controlá-los assim como pode falar com eles dentro de suas cabeças e entender seus anseios. No geral a função de Penny acaba sendo ajudar essas almas com suas pendências na Terra para poderem fazer a travessia completa para o outro mundo. E para resolver esses problemas, ela deverá possuir diversas pessoas que trará diversas situações cômicas.

Um gameplay morno

Não é nenhuma novidade que o foco em Flipping Death é na sua história e a possibilidade de entrar nos corpos das pessoas e os guiarem para a solução de diversos puzzles. Porém, isso acaba sendo algo muito simplório. Inicialmente isso não me incomodaria, porém, em alguns momentos é necessário fazer alguns pulos muito precisos que acabam falhando muitas vezes.

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De um lado a Zoink deixa bem claro seu estilo único com esse gameplay solto e gráficos de “corte e colagem”, porém, do outro lado isso acaba influenciando o desenrolar do jogo que por mais que seja engraçado e interessante, ele não é tão prazeroso quanto poderia ser. Não somente isso, mas de vez em quando por mais que você saiba o que tem que fazer, fica complicado fazer por diversos motivos.

E não me entendam mal, não estou falando que ele não presta ou coisa parecida, muito pelo contrário, mas a Zoink poderia ter investido mais no gameplay para dar mais fluidez ao jogo mesmo mantendo seu estilo. No geral você tem que resolver diversos quebra cabeças que são bem simples, mas a falta de um gameplay minimamente preciso, faz com que o desafio seja muito maior do que deveria ser.

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Personagens hilários

Algo que se mantém muito forte durante toda a jornada de Flipping Death é seu humor. E para ajudar nesse ponto, os personagens são os mais loucos/depressivos possíveis. Por exemplo, um personagem que quer voltar a vida é uma Alpaca (parente da llama), pois sua grande decepção foi não ter cuspido em pessoas suficientes durante sua vida!

Um outro personagem que achei muito engraçado foi um outro espírito que estava em fogo e ela tinha uma coisa muito importante para te contar, mas como está pegando fogo, ela não consegue focar na história. Caberá a você apagar  o fogo para poder ouvir a história.

E essas são somente alguns dos personagens que irão encontrar ao longo do jogo e situações completamente curiosas. Um último destaque faço para a menina viciada em mastigar. Sim, ela tem uma compulsão por mastigar tudo que passa a frente e se mete em situações bem inusitadas.

Isso é apenas uma pequena amostra do que você encontrará ao jogar o jogo.

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Conclusão

Flipping Death é um jogo que segue o DNA de Sitck to it Man! e quem gostou do primeiro jogo, irá amar este. Além disso, quem quiser um jogo relaxante que te faça dar muitas risadas e tenha uma estética diferenciada, este é o seu jogo. Porém, caso esteja procurando algo com um gameplay bem polido e altos desafios, você não encontrará aqui.

Flipping Death acaba se destacando pelo seu humor, mas ele não é um jogo que irá agradar a todos.

notas

Publicado
Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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