Análise: Black Clover: Quartet Knights – Diversão é a sua magia

Black Clover: Quartet Knights é o primeiro game do anime/mangá Black Clover que conta a história de Asta, um garoto aparentemente sem poder mágico, que vive num mundo repleto de magia onde as pessoas dependem dela para tudo. Mesmo com o seu problema, o garoto sonha em ser o poderoso Rei Mago. O game é realmente feito para fãs e busca apresentar uma proposta inédita para os jogos de anime, também carregando consigo uma história própria. Será que Black Clover: Quartet Knights é uma boa pedida para iniciar o ciclo de games desta série?

O PASSADO DE UM MITO

A história de Black Clover: Quartet Knights é totalmente original, mas encaixando vários elementos desenvolvidos e mostrados na história do anime/mangá. Aqui temos mais um dia comum na vida de Asta, porém, algo estranho ocorreu numa missão com o seu esquadrão. O poderoso capitão Yami sumiu e em seu lugar estava uma versão adolescente do mesmo. Sem saber o que fazer, restava para Asta e seus amigos descobrirem por que raios Yami rejuvenesceu e encarar um desafio ainda maior que estava por vir.

Na maior parte do tempo a história é contada com animações de anime, enquanto em outros momentos é apenas os bonecos parados conversando. Contudo, as cenas de anime conseguem agradar bastante pela qualidade apresentada. O modo história é curto, mesmo contendo uma rota do Asta, uma do Yami e dois episódios extras. Tecnicamente é como um pequenino filme.

BATALHAS EM EQUIPE VIROU MODA

Como o subtítulo acima já menciona Black Clover: Quartet Knights tem batalhas em trio fazendo com que o trabalho em equipe seja fundamental para a vitória independente de qual modo jogar. Felizmente isso é aliviado no modo história, onde podemos nos virar muito bem com o que temos. Os magos são separados naqueles que conseguem atacar a curta distância, os especialistas a longa distância e os suportes que tem o grande dever de curar e dar bônus aos seus companheiros, se o time é formado por um de cada e todos fazem a sua parte certamente é uma vitoria quase garantida.

A jogabilidade é divertida, pois o que temos aqui é o R2 e o L2 servindo para os ataques básicos, enquanto R1 e L1 tem a importante função de usar as magias mais poderosas na qual necessitam de tempo de recarga. O triangulo por sua vez lança o ataque especial, enquanto os outros botões estão encarregados da movimentação, salto e zoom. Diferente de Naruto to Boruto onde o lock da câmera ficava atrapalhando, neste jogo temos um “lock-on” automático que é muito mais pratico nos auxilia em momentos que estamos enfrentando mais um oponente ao mesmo tempo.

 OUTRAS QUESTÕES

Os gráficos estão aceitáveis, mas num mundo onde temos jogos de animes com gráficos que lembram as animações acaba sendo complicado considerar a engine gráfica utiliza em Black Clover: Quartet Knights como algo realmente bonito. Além disso, peca na fluidez dos personagens onde muitas vezes eles parecem um tanto estéticos a ponto de rivalizar o Arnold Schwarzenegger em seus filmes. Soundtrack? Passa totalmente despercebida, servindo apenas como detalhe.

O foco principal do game é o multiplayer, contudo, desde que comecei a jogá-lo para fazer o review não teve o prazer de testá-lo, pois todas as salas se encontram vazias. Isso pode obra da própria data de lançamento do game, pois é deveras próximo de Naruto to Boruto Shinobi Striker que também possui o cooperativo/competitivo online como o seu principal foco, fazendo com que os dois jogos da Bandai Namco tornem-se concorrentes indiretos e consequentemente deixe Black Clover na pior situação, já que este não tem a mesma fama que a história dos ninjas de Konoha.

CONCLUSÃO

Black Clover: Quartet Knights é um ótimo jogo que cumpre bem a sua proposta, contudo, as salas vazias até o momento tornam-se um fator negativo de peso, pois o foco principal do game são as partidas online. O modo história pode ser curto, mas é divertido e atende bem o que os fãs do anime querem. Com uma jogabilidade bacana e gráficos que deixam a desejar, o jogo se mostra um bom passatempo.

notas

Publicado
Futuro publicitário louco por toda a cultura nerd e geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos. Principalmente aqueles que vem da terra do sol nascente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *