Análise: após longo hiato Soulcalibur volta em grande estilo com Soulcalibur VI

Longos 6 anos se passaram sem que tivéssemos um novo jogo da série Soulcalibur. Uma nostalgia pairava sobre o mundo das lutas 3D, já que o gigante do gênero estava dormindo em seu longo sono. Mas, isso acabou! Soulcalibur retorna em grandíssima e agressiva forma com o título Soulcalibur 6, o sétimo da franquia desde sua estréia. A Bandai trouxe neste lançamento os principais elementos que fizeram a série ter tanta popularidade, cenário e personagens 3D bem modelados, lutas com diversos tipos de armamentos, personagens marcantes (Oie, Geralt!) e antigas e novas (e muito bem vindas) mecânicas de lutas.

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Confesso que o último Soulcalibur que eu joguei por horas e horas foi o 3, lá do PlayStation 2. Os outros todos não me encheram os olhos, joguei apenas na casa de amigos, demos, etc. Logo, foi animador ter contato com este jogo, pois o mesmo me teletransportou para anos atrás, sentado no chão da sala do meu vizinho, com várias “de fora” e muita gritaria a cada combo (sem dedo no cool, ok?).

MECÂNICA DE JOGO

Se a série te encantou por conta de sua mecânica, volte a jogá-la. SC6 é balanceado, poder usar 8 posições para direcionar seus combos (a.k.a. 8-way-run), arsenal de armas diferentes, leque de opções de personagens onde cada um tem suas habilidades, especialidades, distâncias de combate, armas e por aí vai.

Uma novidade para a série é o Reversal Edge, onde você acumula a “energia” dos golpes usados contra você antes de soltar seu poder em cima do inimigo. Isso acontece na forma de um minigame, onde o perdedor se dá bem mal.

De uma forma geral a mecânica que consagrou a série foi refinada, não substituída. Mas não ache que isso é ruim, que não é inovador, pelo contrário. Manteve-se o que era bom, melhorou-se e acrescentou-se coisas pontuais a mecânica.

GRÁFICOS / PERSONAGENS / CENÁRIOS

SCIV continua com aquela pegada 3D única dele. Os personagens são completamente diferentes um dos outros, cada um com o seu físico diferente (não somente no quesito músculo, mas também raças, espécies, seres possuídos, etc), suas armas, suas habilidades, seus estilos de combate, combos únicos e roupas. Os cenários, 3D também, permitem uma movimentação completamente diferente de Mortal Kombat, por exemplo. Eles não são grandes, talvez para que a luta seja mais presente e dinâmica e para que não haja fujões/amarelões.

Contemplando personagens, efeitos e cenários posso dizer que os gráficos são bons. Incríveis? Não. Acho que alguns jogos de luta me chamam mais a atenção (invoco novamente a citação de Mortal Kombat). Isso pode ser questão de gosto, já que Soulcalibur tem uma pegada de design mais oriental e eu curto mais uma pegada ocidental. Mas, o gráfico é muito bom, condiz com a atual geração de consoles.

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MODO(S) HISTÓRIA

Existem dois modos diferentes caso você curta um longo modo história: Libra of Souls e Soul Chronicle. Eles basicamente seguem a mesma linha do tempo, mas em ambientações e modos a serem jogados bem diferentes.

O Libra of Souls é um RPG, basicamente. Neste modo você cria um personagem próprio, onde existem diversas opções de personalização, desde raças, cabelos, armas, roupas, cor de pele (por exemplo um lagarto branco, vermelho, preto, azul, etc) e por aí vai. Você certamente vai perder uns bons minutos criando uma aberração genética neste modo. Sendo um RPG você vai evoluir seu personagem ao longo da história, comprar novos itens, viajar pelo mapa, que contempla Europa e Ásia basicamente, e ir aos poucos conquistando as vitórias necessárias.

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Já o modo Soul Chronicle segue separado de Libra of Souls. Neste modo existem bem mais diálogos (puláveis). Ele segue o tradicional modo história já conhecido da série Soulcalibur. Dentro deste modo você pode jogar pequenas campanhas à parte dependendo do personagem que você selecionar, aumentando ainda mais a profundidade deste modo história.

VALE RESSALTAR

Os diálogos, historinhas e falas são todos “puláveis”. Ou seja, se você quer só porradaria sem perder tempo com embromation obrigatório, fique tranquilo.

O jogo está completamente ambientado em PT-BR. Menus e legendas em todos os lugares. Só não temos dublagem.

notas

Publicado
Formado em Administração e em GunZ: The Duel. Nogueira une estas duas formações para administrar de forma única suas skills em jogos de tiro, adquiridas em anos jogados fora jogando The Duel. Além da supremacia em jogos de tiro, Nogueira é fã de jogos com história bem trabalhada e tem no sangue as habilidades de Dominic Toretto para jogos de corrida.

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