Análise: Joggernauts é um couch-coop para os fortes e pode não agradar a todos

Bruno Degering

30 de outubro de 2018

O couch-coop cresceu muito nos últimos anos e grande parte desse sucesso se dá pelo lançamento do Nintendo Switch! Ficou mais fácil e divertido ter amigos ao redor de um mesmo console para passar horas em desafios de time ou ter um adversário a altura que você possa dar uns socos quando perde.

Joggernauts chega como uma grande adição a essa biblioteca, trazendo um jogo que mistura runner com uma comunicação rápida e precisa entre os (até) 4 jogadores. Aqui, quando eu falo comunicação rápida, é de uma maneira absurda mesmo!

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Dinâmica do jogo

Como dito, o jogo é um couch-coop ou party game ou jogo da zoeira entre amigos e seu trabalho será coordenar com seus amigos as cores de cada personagem conforme os obstáculos  de cores diferentes que correspondem a cada um de sua equipe. Seu objetivo é mudar esse membro para a frente, para que ele atinja o obstáculo/monstro. Caso contrário, ele morrerá e removerá um coração de seu grupo.

Sobreviver/Jogar pode ser um desafio em si, mas você também poderá pegar joias coloridas ao longo do caminho que podem ser usadas para coisas vitais, como Checkpoints, bem como os troféus que estão flutuando – além disso você pode capturar novos corações que sobem a vida da sua equipe de volta. À medida que os níveis progridem, o desafio aumentará com caminhos alternativos, troféus que exigirão um esforço maior e mudanças de cor cada vez mais rápidas. O desafio durante todo o jogo é a comunicação em equipe já que quem apertar o botão irá para o primeiro da fila, trocando de lugar com o anterior que deverá se virar para entender sua nova posição. Por exemplo: Se você aperta o botão para trocar de lugar no momento que o personagem do seu amigos está pulando, você se teletransportará para o meio do pulo dele – enquanto ele deverá ter uma reação rápida para pular o buraco novamente (ja que foi para o final da fila)

Tudo isso faz com que o jogo seja extramente desafiador e frustrante. Jogar com amigos esquentadinhos pode tornar as coisas bem difíceis!

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Não tem tantos amigos? Melhor pensar bem…

Se você optar por jogar sozinho, o jogo se torna algo completamente diferente. O jogo deixa de se tornar um desafio de comunicação e vira um desafio de coordenação e raciocínio rápido. Isso não torna o jogo necessariamente ruim, porém, ele não parece ter sido criado para esse tipo de experiência. Conforme você chega nas fases mais avançadas a velocidade e transição de cores aumenta de uma forma que fica clara a necessidade de alguém apertar o botão milésimos de segundos depois de você – com isso o jogo se torna bem complicado de seguir. Há quem goste… vide aqueles vídeos de Guitar Hero em dificuldade absurda e surreal. Enfim… forever alones, prestem atenção nesse ponto!

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Conclusão

Joggernauts é um bom party game que peca em algumas coisas e na sua inclusão. O jogo tem um tutorial rápido e que não exige muito dos novos jogadores. Logo após os desafios começam com uma dificuldade considerável, fazendo com que ele possa ser frustrante logo de início. Além disso o jogador que quiser fazer 100% do jogo, coletar todos os troféus e abrir todos os personagens – deve ter amigos com habilidades parecidas/bons no jogo. Fazendo com que novos jogadores ou partidas casuais sejam jogadas apenas com o intuito de dar risada e culpar o amiguinho que ta afundando o time.

Jogos como esse seriam mais interessantes e alcançariam um público maior se tivessem níveis de dificuldade, assim como outros jogos ou até mesmo o Guitar Hero. Onde você pode dosar sua evolução e incluir novos jogadores, parceiros que não são gamers e crianças. A idéia de ser um jogo desafiador é super válida e importante para o gênero. Mas jogos para momentos de descontração devem ser inclusivos ao mesmo tempo que tentam ser hardcore.

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