Análise: Katamari Damacy Reroll é idêntico a sua primeira versão

Muita gente deve estar se perguntando: Que diabos é Katamari Damacy? Pois bem, durante a era PS2 um jogo que coloco na categoria de “Jogo japa maluco” foi criado para o console. Este ganhou um segundo jogo ainda no PS2, teve versões portáteis para PSP, PS Vita e até mobile, assim como um jogo para o Xbox 360 e um para o PS3.

E agora o Nintendo Switch e PC ganharam um Katamari para sua biblioteca. Vamos falar abaixo dessa insanidade de rolar tudo que se passa pela frente!

O rei do cosmos e suas estrelas

A premissa do jogo é extremamente simples. O rei de todos os cosmos fez uma pequena besteira e acabou destruindo todas as estrelas e constelações do universo. Sendo um pai relapso, ele manda seu filho, o pequeno príncipe, para reconstruir todas as estrelas do universo. O detalhe é que o príncipe não tem nem 1 metro de tamanho.

Em meio a uma história bem cômica e comentários muito sem noção do Rei, você deverá passar por dezenas de fases “rolando” tudo que verá pela frente em sua Katamari para poder produzir novas estrelas. O jogo é feito em low poly e tudo é bem simples, embora seja um mundo bem povoado.

Por fim, vale mencionar que ao longo do jogo você acompanha a história de duas crianças que ficam ligada na história do desaparecimentos das estrelas enquanto a mão deles os ignora completamente. Tudo com uma veia bobinhas/cômica.

A arte de rolar absolutamente tudo

Aqui chegamos ao ponto central e ao que faz Katamari Damacy ser tão divertido. Para retornar as estrelas ao universo, o pequeno príncipe terá uma esfera chamada de Katamari. Essa Katamari tem o poder de grudar em tudo que passa e ir aumentando seu tamanho.

Tentando colocar isso na prática, digamos que ele comece muito pequeno e consiga rolar coisas como botão de camisa, tachinhas, uma peça de lego e por ai vai. A medida que vai somando itens aleatórios, a Katamari irá aumentar de tamanho e poderá rolar coisas maiores como um pires e uma xícara, por exemplo.

Cada fase é composta por um objetivo de tamanho e um cenário específico que você normalmente poderá sair dele após atingir um certo tamanho. O engraçado é quando você fica muito grande e começa a rolar coisas como animais, carros, pessoas e por ai vai. É uma certa forma de “dar o troco” uma vez que quando você era menor, eles te ignoravam ou te “chutavam”. É o bom e velho, a caça virou o caçador.

Mas não ache que é simplesmente rolar e ser feliz. Como mencionei acima, você precisa ficar cada vez maior para rolar itens que não poderia antigamente. Ao bater nesses itens, você pode perder alguns dos itens que já havia pego e tem que parar tudo para assimilá-los novamente a sua Katamari.

E acompanhando essa loucura de rolar tudo (chegando a rolar mundos em algumas fases), Katamari Damacy tem uma trilha sonora MUITO BOA.

É apenas um port/remaster

Até esse momento, tudo oque falei, pode ser considerado para a versão de PS2. Eu devo dizer que me decepcionei um pouco ao ver que nenhuma melhoria foi feita no jogo original, tirando as texturas que agora estão adaptadas para o Full HD.

Não existe sequer um leaderboard online para competir com seus amigos pela maior Katamari. Não teve nenhuma adição ao jogo original e nem a inclusão de outros jogos da franquia.

E, por fim, não teve nenhuma melhora nos comandos que em certos momentos sofrem ao passar por uma parte específica ou pela física peculiar do jogo. Nada disso tira a graça do jogo, mas ficou o desejo de ver algo melhorado.

Conclusão

De forma resumida, Katamari Damacy Re-roll é um port sem tirar nem colocar nada do primeiro jogo da franquia que foi lançado para o PS2 com um tratamento para o Full Hd. Particularmente gosto muito do jogo e ainda consigo me divertir com ele, mas faltou um empenho maior por parte da Bandai de adicionar mais coisas e/ou mais conteúdo ao jogo.

Na minha opinião vale sim comprá-lo caso goste de japices muito loucas.

notas

Publicado
Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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