Análise: The Last Remnant Remastered é a chance de jogar um clássico contemporâneo

Lançado inicialmente em 2008 para Xbox 360 e PC, deixando o console da Sony de lado, The Last Remnant trouxe uma história envolvente e um sistema de batalha com características bastantes singulares. Contudo, sua fama não se espalhou tanto quanto os outros RPG da consagrada Square Enix, ainda mais naquele inicio de geração. Agora, dez anos depois, temos uma versão remasterizada do game sendo lançado exclusivamente (até quando?) para o Playstation 4. Mas será que o jogo envelheceu bem? Vamos descobrir.

Um mundo de fantasia medieval

The Last Remnant Remastered conta a história do protagonista Rush Sykes que teve a sua irmã raptada por criaturas aladas e em busca de salvá-la, deparou-se com um confronto entre reinos. Envolvido na batalha, o jovem confunde uma das generais, Emma, com a sua irmã e vai atrás desta. A partir desse ponto a vida de Rush toma um rumo bastante inesperado ao ter que se aliar com o marquês David Nassau para ter alguma chance de encontrar Irina, sua irmã.

Aquilo que aparenta ser uma narrativa básica se revela uma história mais profunda do que se mostra, pois inúmeros elementos são adicionados na trama e a Rush recebe um desenvolvimento promissor juntamente de seus companheiros.

Algo que bastante pertinente neste jogo é a cultura desenvolvida consegue misturar medieval, tecnológico e místico com uma roupagem bastante própria. Além disso, as diversas raças que são bem diferentes dos humanos e trazem consigo suas características únicas.

Um mundo a se explorar

Em The Last Remnant Remastered não veremos um mundo livre para você sair andando a bel-prazer, pois aqui as coisas são um pouco mais limitadas. Podemos selecionar as áreas que iremos explorar e deste ponto sair andando pelo mapa, enquanto as cidades são divididas em áreas mais limitadas para exploração, mas em todas as regiões urbanas o jogador poderá ir até a guild onde completa quest e recruta novos integrantes para a sua party, inúmeros mercadores que estão espalhados e da pousada em busca de novas aventuras.

Por mais que essa seleção de cenário limite, eles são liberados de acordo com o seu desenvolvimento da narrativa e às vezes pode acabar encontrando cenários “ocultos” por encontrar uma saída alternativa da área que estava percorrendo.

Sistema de batalha desafiador

O maior brilho de The Last Remnant Remastered é o seu sistema de batalha de turnos que possui inúmeras características bastante singulares. Inicialmente o fato que você não controla um personagem por vez, mas sim esquadrões que são compostos por até cinco membros da sua party e pode selecionar um conjunto de ações pré-estabelecidas para que eles executem por turno. Deste modo, é importante conhecer a capacidade dos membros de sua unity e comandar a ação que melhor se aplica para aquele momento ou inimigo. Com o tempo, é possível que o jogador controle até cinco esquadrões no que totaliza em 25 personagens.

Para ampliar o nível das estratégias, está disponível (e pode liberar mais) posicionamentos dos membros da tropa, onde cada um traz consigo sentidos diferentes para favorecer x situações e/ou ampliar status.

No momento do combate suas tropas são colocadas num cenário contra as tropas inimigas, você pode selecionar suas ações e esperar que elas sejam executadas. No meio disto, outro fator importante começa a ocorrer: Os “encontros”. Quando duas tropas rivais se encontram começa o “Deadlock” indicando que o foco dos combatentes entre é eles, deixando os outros a escanteio.

Se você seleciona sua tropa para ir de encontro com uma, contudo, outra entra em seu caminho acontece o “Interference”, podendo prejudicar a sua estratégia se acaso esses inimigos não tiverem desvantagem contra as ações que você selecionar. Você também entra em “Deadlock” nessa situação. E obviamente, o seu alvo anterior está livre para atacá-lo como bem entender.

Quando você ataca uma tropa inimiga que se encontra em “Deadlock” com outra tropa sua (ou você está em “Deadlock” e é atacado por outra tropa inimiga) acontece o “Plank Attack” que deixa o alvo mais exposto aos ataques por ter sido pego de guarda baixa, já que este está visando o rival do “Deadlock”.

A primeira vista é complicado, contudo, quando se pega o jeito nota que não é um bicho de sete cabeças, porém, é algo do jogo que deve aprender para ter sucesso em seus combates.

O que temos de novo?

Novidades dentro do gameplay em si são nulas, contudo, The Last Remnant passou da unreal engine 3 para a 4, tendo uma melhoria notável em seus gráficos e texturas. Além disso, diversos efeitos foram adicionados e a performance melhorada, uma vez que no Xbox 360 ele sofria com alguns problemas.

Conclusão

The Last Remnant Remastered é um RPG incrível que merece muito ser adquirido por aqueles que nunca jogaram a versão original e também por quem deseja matar a saudades deste clássico contemporâneo. Se tiver um defeito a citar é um leve desequilíbrio da dificuldade em relação aos inimigos do jogo onde temos alguns deveras fáceis e outros bem difíceis compartilhando do mesmo cenário e fazendo com que o jogador tenha que descobrir na marra. Fora isso, só elogios.

notas

Publicado
Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *