Análise: Fate/Extella Link mostra o que é aprender com os seus erros

Fate/Extella Link é a sequência de Fate/Extella Umbral Star que prometeu trazer uma melhoria significativa em questões de gráficos e jogabilidade em comparação ao seu antecessor. Com dois servos totalmente inéditos e outros que até então não faziam parte do universo “Extra”, a variedade de personagens também foi ampliada. Contudo, muitos ficaram a se questionar pelos trailers se o jogo realmente melhorou ou se só recebeu uma nova roupagem estética. Vamos descobrir se esse jogo ficou realmente melhor ou se está apenas um “musou” mais bonito.

DIAS DE PAZ NUNCA DURAM PARA SEMPRE

Após o final de Fate/Extella Umbral Star vemos que o último mestre do Cellmoon, Kishinami Hakuno, finalmente pode viver em paz ao lado de seus servants, contudo, essa calmaria durou pouco tempo. Retornando para casa após um passeio com a pequena Altera, eles são atacados e um novo aliado surge, Charlemagne o servo da classe Saber, para salvá-los. Após esse acontecimento, o novato jura lealdade a Hakuno.

Posteriormente o novo inimigo surge sendo capaz de controlar e clonar servos para cumprir com os seus planos. Ele é maligno? Infelizmente não. Esse antagonista deseja acabar com conflitos ao assimilar a vontade de todos numa única e fazer com que confrontos parem em troca da perda da individualidade e livre arbítrio

Diferente do antecessor que existia quatro histórias que se interligavam resultando numa trama completa, desta vez temos três rotas (a terceira sendo liberada após as duas primeiras) com começo, meio e fim em cada uma delas. O conteúdo extremamente menor em comparação ao Umbral Star e, além disso, vemos que o protagonista de Fate/Extella Link não é o mestre, mas Charlemagne, já que Hakuno tem uma participação bastante secundária.

COM O MEU SELO DE COMANDO, EU ORDENO QUE FIQUE UM BOM JOGO

Fate/Extella Umbral Star não era exatamente ruim, contudo, existia inúmeras características que vários jogadores desgostaram ao máximo. Por exemplo, o modo história só permitir a utilização do servo principal daquela rota e um único auxiliar do qual você podia alternar entre os outros dentro da partida ou o fato que para usar o Noble Phantasm (o ataque mais poderoso) deveria percorrer a fase em busca de três itens.

Em Fate/Extella Link podemos escolher qual servo queremos usar nas fases independente de quem seja o foco da história, bastando apenas que o personagem já esteja liberado. Foi retirada o “switch” de alternar entre o servo principal e de auxílio durante o jogo, contudo, agora você leva consigo dois auxiliares que vão percorrer áreas distintas para te ajudar na conquista do mapa completo. Além disso, com eles é possível proceder os “LINK State” que são ataques em conjunto num único alvo inimigo. E falando em inimigos, o número das hordas está bem maior e temos shadow servants que servem como um pequenino desafio a mais para não deixar o jogo monótono antes do boss.

Outra adição bem vinda foi a de Active Skills, o jogo anterior já possuía um número limitado delas e que não podiam ser alternadas. Agora em Extella Link, pode ser equipadas até quatro habilidades e alternar com outras que você libera no decorrer do seu progresso em elevar o nível do servo. Isso possibilita deixá-lo mais agradável ao seu estilo de jogo.

O Extella Maneuver, ataque especial que acaba com hordas e causava dano num servo inimigo, foi substituído por duas temáticas diferentes: Rush Attack e Drive Skill.

O Rush Attack acontece quando você acerta um Active Skill que lança o inimigo no ar, deste modo surge uma tela indicando para você apertar um determinado botão e, consequentemente, o seu servo começará a bater no inimigo sem parar. Se estiver com seus aliados próximos, eles vão auxiliar no espancamento. O Drive Skill é um ataque especial que causa dano considerável e somente utilizado quando você ativa o seu Moon Drive (seria uma liberação de poder, algo que lhe deixa mais forte).

E, por fim, o Moon Drive agora ganhou uma importante função: Quando você derrota e ataca inimigos utilizando ele, enche uma barra para o seu Noble Phantasm, substituindo a necessidade de caçar os odiados Phantam Circuits.

QUER NOVIDADES? AQUI TEM NOVIDADES

Um novo sistema que foi implementado no jogo é o de afinidade com os servos. Você ganhará um aumento de afinidade ao usá-lo, colocá-lo como auxiliar ou cumprindo as side quests que são pedidos como matar um número x de inimigos e coisas do tipo. A partir da afinidade você consegue obter maior número de slots para colocar as “instal skill”, que são nada mais que equipamentos para aumentar status do seu servo ou dar alguma vantagem. Além disso, o aumento de afinidade garante novas habilidades instaláveis, roupas e conversas com os servos.

As Extra Mission são combates a parte, totalizando 40 pequenas histórias que não são contadas no modo principal. Aqui você pode optar pelo servo que achar melhor de utilizar e travar combates bem mais complicados.

O modo online é presenteado com um multiplayer insano de quatro jogadores vs quatro. Se acaso não der para preencher a sala antes do tempo acabar, as vagas que sobraram serão completadas por bots. Nesse modo uma equipe deverá conquistar os setores e alcançar uma determinada pontuação para decidir o vencedor. É algo insano e frenético onde vemos inúmeras expressões e efeitos especiais, porém, consegue ser divertido desde que a sua equipe não seja vacilona.

Infelizmente o jogo se limitou nas adições que poderiam ser feitas vinda do próprio universo do Fate/Extra e buscou personagens originais de outras séries do Fate. E algo que ficou em branco foi algum motivo dado para o redesign do Archer Nameless ao presenteá-lo com uma nova roupa e com longas madeixas que não ficaram bacanas no personagem.

CONCLUSÃO

Fate/Extella Link não é só mais bonito do que seu antecessor, ele também é muito melhor. Não é apenas um bom musou, mas um bom jogo. Por mais que seu modo história não seja tão amplo quanto do Umbral Star, aqui vemos melhorias significativas em vários aspectos. A comunidade foi ouvida e temos uma evolução nítida. Minha maior crítica vai para as batalhas finais que por mais que sejam épicas, não conseguem trazer o ar ameaçador que o inimigo final de Umbral Star conseguiu transpassar ao jogador. Fora isso, Extella Link é algo capaz de agradar os fãs e apreciadores de Fate.

notas

Publicado
Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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