Análise: Assassin’s Creed 3 Remastered – Procure por Charles Lee em alta definição

Assassin’s Creed 3 foi uma grande aposta da Ubisoft em seu lançamento original, já que a produtora estava trazendo uma nova engine e roupagem para a sua franquia de sucesso, dando um passo grande para a evolução da série. Esse jogo teve um lançamento polêmico, já que muitos fãs estavam receosos com o suposto final da narrativa dos dias modernos e um novo assassino após três games tendo Ezio Auditore como protagonista. Porém, nos dias de hoje o remaster gerou um hype tão grande em sua fanbase que me atrevo a dizer que superou a empolgação de anos atrás. Em adicional, o jogo também traz uma remasterização de Assassin’s Creed Liberation que originalmente foi lançado no PSVita e depois ganhou port HD para Playstation 3 e Xbox 360.

ONDE ESTÁ CHARLES LEE?

Essa é uma frase costumeira que você ouvirá quando estiver desfrutando da história de Assassin’s Creed 3. Neste jogo temos a introdução da família Kenway com uma breve gameplay (tutorial) utilizando Haytham e, posteriormente, seu filho, Connor. Novamente temos a difícil missão de reconstruir o credo de assassinos numa região do mundo, mas agora sobre a visão de Connor ou, se preferir, Ratonhnhaké:ton. Enquanto você confronta os templários, atua na independência americana e caça Charles Lee nos dias do passado, temos a conclusão da história de Desmond Miles nos dias modernos e uma infeliz visita dele no Brasil.

Enquanto isso, em Assassin’s Creed Liberation, temos a história de Aveline sem uma contraparte nos dias modernos. Aveline tem uma luta importante contra os templários para livrar Nova Orleans do controle dos espanhóis.

Nota do redator: A verdadeira luta de Aveline é contra os bugs. Infelizmente Assassin’s Creed Liberation ainda está com bugs. Quem sabe numa quarta versão isso não melhore?

Muito mais que um remaster

Já estamos acostumados com o tipo tradicional de remaster onde pegam um determinado jogo e o deixam bastante bonito para poder ser dito “melhor do que o original”. Assassin’s Creed 3 Remastered vai além disso. Descontando o fato dele ter em adicional o Liberation, ele também conta com adições bastante relevantes:

  • Quando estiver escondido, é possível assobiar para chamar atenção de guardas;
  • Maior multidão de civis na cidade;
  • Assassinato furtivo duplo;
  • Liberdade de mira ao utilizar o arco e flecha;
  • Todo o conteúdo single player das DLCs;
  • Novas skins para Connor.

Por mais que algumas coisas sejam bem irrelevantes, temos adições que ajudam o jogo a não ficar tão distante dos seus sucessores como Black Flag e Rogue. Algo que era negativo e não foi melhorado é o “auxílio” do minimapa, uma vez que este não mostra com precisão o caminho que deverá seguir até o local marcado, muitas vezes te mandando “reto” até o ponto desejado e fazendo você dar de cara com um abismo, local inacessível e etc… Forçando que faça uma muito maior do que seria necessário se não tivesse seguido tal rota.

Ao menos temos em mãos um jogo extremamente bonito, principalmente por sua vida vegetal e animal que é bastante fluida e natural; até mais do que na versão original.

Pontos relevantes

Assassin’s Creed 3 Remastered tem um desempenho técnico muito melhor do que o seu primeiro lançamento seja, de fato, no 3 ou no Liberation. Como consequência disso, o ponto forte do jogo que são suas batalhas navais conseguem ser ainda melhores do que já eram, mas não chegam ao nível do nosso amado Black Flag ou do Rogue. Por outro lado, é inegável que a Ubisoft realizou este trabalho com um carinho a mais do que vimos na coletânea remasterizada The Ezio Collection. Porém, esse carinho todo ficou apenas no próprio Assassin’s Creed 3, já que foram relatados inúmeros bugs em Assassin’s Creed Liberation. Ao menos eram situações engraçadas para Aveline e nada que comprometesse dados do jogo.

Em adicional, devo parabenizar pelo retoque na qualidade do áudio, potencializando ainda mais a bela trilha sonora presente no jogo.

Conclusão

Assassin’s Creed 3 Remastered é de fato um remaster bem feito e que traz aspectos que ajudam a deixar o jogo menos datado. Ele pode ser visto como um divisor de águas entre os fãs, já que seu envelhecimento não foi dos melhores, entretanto, ele é carregado de fatores nostálgicos pegando em cheio a todos sobre o que era Assassin’s Creed e nos dando a oportunidade de nos despedirmos mais uma vez de nosso querido Desmond Miles. Como um fã da franquia, devo dizer que essa remasterização chegou em boa hora e vale apena ser comprada, porém, devem estar cientes que é um jogo da geração passada e que ainda não era capaz de usufruir do real potencial daquela “fase”.

notas

Publicado
Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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