Análise: FINAL FANTASY X | X-2 HD Remaster, como estressar um título e ainda assim vender muito!

Yuna, Tidus, Lulu, Wakka, Rikku e Auron eu tenho certeza que em algum momento da tua vida gamer você já cruzou com algum desses nomes, e nem precisa exclusivamente ser no mundo de Final Fantasy X, Spira. Pois estes já fizeram varias aparições e palhinhas em outros games da Square.

Final Fantasy X|X-2 já recebeu inúmeras remasterizações, é um jogo de PS2, que apareceu no PS3, depois no PS4, no PS Vita, no PC e agora finalmente embarca nos consoles da Nintendo e da Microsoft, e acredite, toda vez que esse game é anunciado, uma legião de fãs parte para comprá-lo, eu fui um desses, comprei o de PS3 e um ano e meio depois tava com o de PS Vita, não satisfeito to agora com o de switch HA HA HA HA HA (risada do Tidus).

Bom, esse FF nem é meu favorito, mas adoro o equilíbrio entre diversão e desafio que esse jogo fornece, vocês tem ideia do que é fazer a celestial weapon da Lulu? É um guilty pleasure tentar fazer todos os mini challenges desse game, portanto embarco aqui na minha nova jogatina!

Ambientação

O jogo acontece em Spira o mundo de Yuna, Wakka, Lulu, Rikku e Kimarhi, e, também é o mundo de Tidus (protagonista) e Auron, contudo de uma forma diferente, é o futuro do tempo em que Tidus nasceu, entenda.

Tidus é um jogador de blitzball, um jogo tipico da cidade de Zanarkand onde ele mora, e o jogo inicia poucos minutos antes de uma partida importante, que começa, e tudo ia muito bem para o blitzballer, até que um monstro chamado Sin aparece e destrói Zanarkand e tudo junto dela.

Auron como amigo e até tutor de Tidus o ajuda a fugir, mas em determinado momento eles se separam e Tidus acorda em Spira onde sua aventura vai começar, Tidus é salvo por Rikku e após algumas negociações e trocas de favores ficam amigos, mas como o destino de Tidus é sofrer, Sin aparece novamente e o separa de Rikku. Dessa vez Tidus é encontrado por Wakka e seu time de blitzball na ilha de Besaid, lá, Tidus se atualiza um pouco do houve e entende, em partes, que deu um salto no futuro, conhece Yuna, Lulu e Kimarhi e descobre um pouco mais do funcionamento do mundo de Spira.

Sin, é um monstro colossal que aparece com certa frequência no mundo, desde sua ultima aparição, somam-se 10 anos, da ultima vez Sin foi derrotado por Lord Braska, pai de Yuna, portanto todo o mundo de Spira está animado com a noticia que Yuna resolveu seguir os passos do pai e se tornar uma summoner, que nada mais é que uma invocadora. Ser uma summoner em Spira faz com que você automaticamente dedique sua vida a uma peregrinação pelos templos para “coletar” o conhecimento e as bençãos de grandes guerreiros e com estes performar a invocação suprema para suprimir Sin por mais um tempo.

Sim, Sin é imortal e o máximo que podem fazer é suprimir ele por um tempo, e praticamente a maioria de Spira acredita que Sin é uma retaliação dos deuses por conta da tecnologia e abuso do uso dela pelos povos antigos, tanto que existe meio que um preconceito contra povos que ainda usam tecnologia, conhecida como Machina. Logo Tidus que não está acostumado com as novas regras de etiqueta, acaba se envolvendo com Yuna e companhia, assim é convidado para acompanhá-los durante a peregrinação.

A história de FFX-2 é uma continuação direta dos acontecimentos de FFX, portanto para não estragar a surpresa de quem ainda não jogou, não vou abordar. Deixarei aqui somente a observação quanto suas mecânicas.

Mecânica

FFX

Como mencionei acima, o FFX não é um dos meu favoritos, mas não tenho como desdenhar de sua mecânica, essa para mim sim é uma das melhores, comecemos então pela batalha. Aqui temos o clássico, turnos, dessa vez não temos as famosas barrinhas ATB (Active time Battle), no lugar temos a ordem dos turnos no canto superior direito, e isso é super efetivo, pois garante a você o tempo para pensar suas estratégias e acredite, será necessário ara combater os Dark Aeons.

Cada personagem se “encaixa de certa forma” a um job, mas Paulo, o que é um Job? PEQUENO PADAWAN SE VOCÊ ESTÁ JOGANDO PELA PRIMEIRA VEZ EU EXPLICO PARA TI. Jobs são as classes de Final Fantasy, muitos dos jogos da série, permitem que você escolha livremente o Job do personagem, podendo ser, Guerreiro, Mago Branco, Mago Negro, Lanceiro, Ladino entre muitas outras.

FFX não é muito diferente, cada personagem possui seu próprio job, mas cabe a você decidir se o personagem vai seguir a classe ou não, o que determina isso é o Sphere Grid, que é o sistema de progressão de nível desse game, um grande tabuleiro, quando se mata inimigos você ganha AP e a cada X pontos de AP ganha um Sphere Level, a cada nível gasto no Sphere Grid, você anda 1 espaço caso seja um novo espaço ou 4 espaços caso você já tenha debloqueado o caminho.

Mas não é só isso, além de andar pelo tabuleiro, você precisa gastar itens (Spheres) que são classificadas por tipo para adquirir efetivamente os status e habilidades espalhadas, por exemplo ability spheres, debloqueiam os campos de habilidades, as mana spheres, desbloqueiam os campos que aumentam MP dos personagens, mas também as defesas e ataques mágicos e assim em diante, portanto o grind em FFX além ser para o nível (Sphere Level) também é necessário para itens de evolução.

E aqui que retorno a abordar os Jobs, pois o Sphere Grid “guia” cada personagem por um curso específico de habilidades que remete um Job, por exemplo a Lulu começa com magias de Black Mage, e fica próxima de outras Habilidades de Black mage no Grid, enquanto Rikku começa com algumas habilidades de Ladino e também próxima de outras habilidades desta classe, mas o jogo não te impede de seguir um caminho totalmente diferente, a unica exceção são as Summons, que apenas Yuna é capaz de invocar.

E falando em Summon, elas são uma mecânica a parte, diferente dos FFs anteriores, as Summons em FFX são controláveis, elas tomam o lugar da Party e tem ataques próprios, e também Overdrives. Cada personagem possui uma habilidade única, o Overdrive, você pode utilizar cada uma apenas quando completar a barra que fica em baixo do HP de cada personagem. Aqui ainda vale citar que existem “esquemas” com o avanço do game, e cada “esquema “garante formas diferentes para encher a barra de Overdrive, por exemplo, o esquema atacante, garante que o personagem aumente sua barra de Overdrive ao atacar qualquer inimigo, o Healer garante o progresso quando o personagem cura a party e assim em dante.

A party também tem uma mecânica própria, todos os 7 personagens sempre estão disponíveis dentro das batalhas, sim, você pode trocar entre eles livremente, contanto que somente 3 estejam no campo ao mesmo tempo. E aqui o primeiro ponto que eu abordei, a ordem dos turnos, novamente nos ajuda muito, pois sabendo quem será o próximo a agir, você pode por exemplo, escolher tirar de campo um personagem com pouco HP, ou colocar em campo um personagem que possa causar mais dano nos inimigos.

E isso conclui o resumo sobre as mecânicas de FFX.

FFX-2

Aqui o esquema de batalha retoma o ATB, cada personagem possui sua barra individual que quando cheia permite o personagem agir. Mas o BANG aqui está no esquema de Dresspheres, que nada mais, nada menos são os Jobs, sim, eles novamente. Cada Dressphere contém os poderes de um Job, assim como os citados acima na descrição de FFX. Cada personagem pode livremente trocar entre os Jobs contanto que eles estejam “instalados” no Garment Grid equipado.

O Garment Grid é parte dos equipamentos, cada grid é diferente do outro e podem conferir status aos personagens assim como um número diferente de Dresspheres. Para substituir as summons temos aqui as Special Dresspheres, cada personagem possui uma e elas agem exatamente como as summons de FFX: substituem a party e tem animações próprias e ataques devastadores. De resto ele se comporta como um RPG comum, os personagens possuem níveis e as Dresspheres ganham APs (Ability Points) que são usados para ganhar novas habilidades para aquele Job.

É importante ressaltar que o FFX2 possui apenas 3 personagens jogáveis, sendo elas Yuna, Rikku e Paine, e que para ver o “final verdadeiro” é necessário jogar o game 2 vezes, no port ainda foi incluído o modo Last Mission, que é um roguelikezinho aos moldes de Chocobo’s Mistery Dungeon. E essas são as mudanças com relação ao FFX.

Abaixo todas as Dresspheres:

Conclusão

Tirando a cartola de fã, esse é um bom RPG ainda que a história seja super fraquinha e em momentos até mesmo clichê, torno a repetir é um bom RPG, ele mescla as mecânicas principais da série de uma forma maestral. A dificuldade do jogo proporciona um bom desafio para os players mais Hardcore, sem deixar de lado a diversão e desenvolvimento do game para os jogadores que querem apenas se divertir.

É importante citar que a versão portadapara o Switch (onde joguei) é a do PS Vita portanto contém algumas melhorias (coisas bobas) via touch screen, como a possibilidade de diminuir as animações das Summons ou curar a party inteira com poucos toques. Essas melhorias estão presentes no game de Xbox também, contudo, sem a possibilidade usar touch screen.

Confesso que eu fiquei aguardando algumas das melhorias implantadas no FFIX, como aumentar a velocidade do jogo, aumentar o dano para o máximo ou ficar imortal e etc, mas, infelizmente, não houve nenhuma implementação para esse port.

Nostálgico, gostoso de jogar, o modo portátil ajuda muito, assim como me diverti jogando no Vita anos atras, tenho me divertido jogando no Switch e aposto que você também vai gostar!

Câmbio, desligo!

Fiquem com o maravilhoso clipe de YRP (que também e abertura de FFX2) e em seguida nossa galeria de fotos.

notas

Paulo Everton

Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!
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