Análise: Resident Evil 4 para Nintendo Switch

Para quem ainda não conhece Resident Evil 4 (shame on you!), a história de Resident Evil 4 segue o agente especial do governo dos Estados Unidos, Leon S. Kennedy, que é enviado em uma missão para resgatar Ashley Graham, filha do presidente americano, que foi raptada por um seita sinistra. Ele viaja para uma área rural da Espanha, onde luta contra hordas de moradores violentos.

Planejado desde dezembro de 1999, Resident Evil 4 foi submetido a um longo processo de desenvolvimento, durante o qual quatro versões propostas para o jogo foram descartadas. Inicialmente desenvolvido para o PlayStation 2, a primeira produção foi dirigida por Hideki Kamiya depois que o produtor Shinji Mikami pediu-lhe para criar um novo título para a série Resident Evil. O resultado seria o aclamado Devil May Cry. Paralelo a isso, foi decidido iniciar o desenvolvimento novamente. O jogo foi destinado a ser um exclusivo do GameCube como parte do Capcom Five, mas uma versão para PlayStation 2 foi anunciada antes do jogo ser lançado no GameCube. Depois de seu lançamento principal Resident Evil 4 foi lançado para simplesmente todas as plataformas seguintes, aparecendo até mesmo em versões para Android e iOS, sendo agora lançado para o console híbrido de sucesso da Nintendo.

Conclusão, Resident Evil 4 é um marco para o mundo dos games, sendo considerado por muitos um jogo disruptivo por sua câmera. Além disso o jogo possui muitos fãs que defendem seu título de melhor Resident Evil, apesar de eu não concordar muito com isso. (Resident Evil 2 all the way!). Vamos ao port!

Versão do PS4 e Xbox One

Um dos últimos ports de RE4 foi para esta geração, sendo lançado para o PS4 e Xbox One. Esta é a versão base para o Nintendo Switch!

O jogo funciona muito bem se comparado com suas versões anteriores, gráficos condizentes com a versão HD, poucas quedas de FPS e loadings rápidos chamam atenção na pequena tela do Switch. No dock as coisas chegam a melhorar, a resolução parece chegar aos 1080p sem perder qualidade processual e trazem a experiência de plataformas mais parrudas. Porém algumas coisas tem de ser pontuadas antes de você decidir sua compra.

Jogos 3D normalmente não envelhecem bem

Antes de correr e comprar Resident Evil 4, saiba o que você está comprando. O jogo foi lançado em 2005 (há 14 anos atrás) e não teve um remake ou algo do tipo como o Resident Evi 2 recentemente. Não espere controles atualizados, saiba que você não consegue andar e mirar ao mesmo tempo e uma série de outras limitações. Não me entenda errado, estes não são pontos negativos – são apenas características deste clássico que podem desagradar novos jogadores e desavisados.

Outro ponto que temos que levar em consideração é a ausência de controles por movimento. Se você é um amante de consoles da Nintendo e jogou Resident Evil 4, sabe que essa funcionalidade de mirar com os controles tornou a versão do Wii super famosa e considerada por muitos a melhor experiência jogando Resident Evil 4. Nesse ponto acho que faltou um pouco de atenção e carinho por parte da Capcom – que vem mandando bem em seus últimos lançamentos. Claro que portar a versão mais recente e atualizada seria o mais sensato e barato. Mas estamos falando do console que mais vende no momento. Investir um pouco em um diferencial poderia trazer ainda mais jogadores, carentes de seus último lançamento da franquia (Resident Evil 2 Remake).

Para quem?

Resident Evil 4 para Switch será melhor aproveitado pela imensa quantidade de fãs que não largam o jogo até hoje e agora vão ter a possibilidade de levá-lo para simplesmente qualquer lugar a qualquer momento! Além disso o jogo também pode ser uma boa pedida para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de jogar este clássico da Capcom – mas tenha em mente o que foi falado na análise. Os controles não acompanharam a evolução dos jogos atuais e você precisará se acostumar bastante para passar pelos desafios do jogo, principalmente nas dificuldade mais altas.

notas

Publicado
Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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