Análise: Bloodstained Ritual of the Night, a melhor sequência que poderíamos esperar!

Ajude o ÚltimaFicha de forma gratuita, clique aqui e inscreva-se no nosso canal do Youtube

Quando eu ouvi rumores que Koji Igarashi estava planejando fazer um sucessor espiritual de Castlevania, meu coração parou, minha respiração ficou pesada, meu coração acelerou, o dinheiro na minha carteira já começou a pular, e, creio eu, que muitos dos gamers mais saudosistas de hoje em dia também se sentiram assim, né nom?

Tá Paulo, mas quem é Koji e qual a relação dele com Castlevania? Jedis, vos digo, Koji é um dos criadores do supra sumo do sidescrolling, ele criou a obra prima que é Castlevania: Symphony of the Night meus amigos, e, se por algum acaso, alguém não conhece esse game, não perca tempo, compre, e jogue AGORA!

Só para recapitular, a fórmula é bastante simples, explorar um cenário de fluxo contínuo com diferentes ambientes, buscar melhorias para seu personagem e retornar a pontos que habilidades diferentes eram necessárias, o personagem possui atributos e level o que também remete ao RPG, e com essa premissa, Bloodstained conseguiu muito mais que me entreter, ele me consumiu com toda sua gama de quests, side-quests, caçadas ao tesouro e muito mais! Vamos lá:

Ambientação

Bloodstained é trevoso e gótico, se dá no século XVIII na Inglaterra, onde demônios invadiram a terra na busca de carnificina, para impedir o avanço das tropas infernais, alquimistas fizeram inúmeros experimentos em orfãos na esperança de conseguir fortificar os humanos com sangue dos demônios. Apenas 2 crianças foram capazes de sobreviver.

Mirian e Gebel, ambos foram capazes de sobreviver, mas não sem cicatrizes (algumas profundas demais) Gebel guarda um grande ressentimento da humanidade por tê-lo transformado em uma “aberração”, sim, Mirian e Gebel levam consigo uma maldição que faz com que manifestem poderes demoníacos.

Sua sede de vingança foi tamanha, que ele se aliou aos demônios para poder acabar com a humanidade, Mirian então é convocada para por um fim na obsessão de Gebel, e agora Mirian tem um enorme dilema em suas mãos: Acabar com os planos de seu amigo de infância, que passou pelos mesmos terrores que ela, salvando assim a humanidade… OU tentar salvar seu amigo, mas sem nenhuma garantia.

E esse é o plano de fundo para nosso game.

Mecânicas

Nossa, tanta coisa, mas tanta coisa que eu nem sei por onde começar haha, mas vamos tentar ir pelo básico. Bloodstained é um plataforma sidescroller com boas doses de RPG. Miriam tem nível, é capaz de equipar armas diferentes que são classificadas em grupos, tem atributos e também é capaz de conjurar poderes demoníacos e mais um bocadinho de coisas que me aprofundo abaixo.

O nível determina os atributos básicos de Mirian, força, defesa, defesa mágica, sorte etc, todos estes atributos ainda são somados ao equipamento, armaduras, acessórios, cachecol e capacete. Aqui temos um detalhe sutil, mas que me fez ansioso para buscar todos os equips, quando você equipa acessórios para a cabeça, como capacetes, óculos e mascaras, todos são visíveis em Miriam, e isso dá um charme especial, no caso de armaduras, apenas uma muda toda a vestimenta (mas tenho certeza que temos muito mais por vir em DLCs).

Fora equipamentos, ainda é possível aumentar seus atributos fazendo refeições, que vão de snacks a coisas mais requintadas, os monstros dropam itens que podem ser usados, por exemplo (há outras utilidades para os drops, mas abordo mais a frente). Um NPC, chamado Johanness, no vilarejo central é um alquimista e vai te ajudar e criar novas formulas para você, e uma vez que tenha feito uma comida, basta consumir e terá algum bônus PERMANENTE em algum atributo, as próximas vezes que consumir, apenas recuperará HP.

Johanness é responsável também por transmutar os drops dos monstros em armas, equipamentos e itens, a gama é gigantesca e te faz querer caçar os drops mais raros para conseguir finalmente aquela espada que pode te ajudar com algum desafio em específico.

Para as armas, tenho de elencar o ponto que mais me excita, temos uma gama de armas muito grande, podemos equipar botas, adagas, rapiers, espadas longas, espadas grandes, lanças, chicotes, escudos e mesmo carabinas, todas bem singulares, a ponto de terem técnicas especificas para cada uma, e não ache que será somente o clássico hadouken + ataque, aqui o Iga bateu a cabeça e pensou nas mais diversas formas de habilidades.

E chegamos a parte mais legal, as magias, ou “manifestações demoníacas”, ao matar os inimigos pelo cenário além do drop de itens, os monstros podem dropar “shards”, que são fragmentos do seu sangue cristalizado, que garantem a Mirian poderes mágicos, os fragmentos atuam como uma segunda camada de equipamento.

Garantindo poderes ofensivos, defensivos, passivos, familiares e mesmo transformações, é possível ter 5 fragmentos equipados e um sexto fragmento é como uma relíquia que fica ativada por default, sendo pulo duplo, pulo alto, inversão de gravidade entre outros, para os outros 5 existem categorias. Conjuração, Manipulação, Direcional, Passivo e familiar, para facilitar são divididos em cores.

Os fragmentos também podem ser melhorados de 2 formas, a primeira é pegando mais  fragmentos do mesmo monstro e a segunda é usando o Johanness para melhorá-los com itens, e acredite fazer ambos, dá uma baita diferença, no dano e no efeito.

Além de Johanness, temos Dominique uma exorcista que se alia a Mirian em sua saga, Dominique é a responsável pelos suprimentos, com ela podemos comprar itens, uma vez que o item é construído junto a Johanness, Dominique poderá vendê-lo.

Ainda é possível pegar algumas quests na cidade, uma senhora faminta fica lhe pedindo algumas comidas específicas, uma viúva raivosa lhe pede para exterminar alguns demônios em especifico e uma freira entristecida procura por itens para enterrar junto aos cidadães falecidos.

E tudo isso torna o game extremamente viciante e divertido, além claro de DIVERSOS, DIVERSOS, DI-VER-SOS easter eggs que o Iga resolveu espalhar pelo mapa, contudo nem tudo são flores, o game é assombrado com muitos e muitos bugs, alguns inclusive que obrigam você a reiniciar a saga inteira, abordo sobre eles na conclusão, já aviso de antemão que pode conter spoilers, então se quer aproveitar ao máximo desse game sensacional, pule a conclusão e vá jogar!

Conclusão

Cara esse é uma game para um 10 suave, suave, contudo, entretanto, todavia, a quantidade de bugs e glitches que se pode explorar pode ser uma experiencia meio complicada, eu mesmo abusei de alguns glitches para entrar em áreas que não poderia chegar sem o pulo longo ou pulo duplo, consegui entrar em algumas paredes sem querer, mas em momento algum tive um problema real.

Existem bug fixes planejados, mas ainda não lançados até o momento desse review. E esse é meu único motivo para não dar um 10 para o game, infelizmente.

Acho importante declarar aqui o amor do Iga ao Symphony of the Night, alguns efeitos sonoros, alguns cenários, e mesmo algumas habilidades são legado dessa obra-prima, sem falar em um personagem em especial, o OD, caras, impossível não olhar para ele e não se lembrar do nosso crush, Alucard.

A decisão de gráficos pode não ter sido das melhores, e o jogo em alguns momentos pode parecer menos bonito ou pouco trabalhado, mas entendo a decisão, animar pixel é muito mais complexo que animar modelos 3d, mesmo com a repaginação que ele sofreu poucos dias antes do lançamento, não é possível dizer que seja um deleite para os olhos.

Contudo outro ponto delicinha, e que é super importante ressaltar, é que o estúdio 505 e o Igarashi, são players que se importam com a experiencia de players, portanto anunciaram assim que o jogo foi lançado, um pack de 13 DLCs totalmente gratuitos para o jogo! Se você estava lavando o cabelo e perdeu esse anuncio, confere aí em baixo!

O jogo possui diversas pequenas referencias a SotN, as portas, a forma de passar de uma área para a outra, armas, inimigos e tanta coisa mais – é uma grande Ode a essa saga, e eu pouco me importaria de ser conhecido como Bloodstained Symphony of the Night 2.

notas

Publicado
Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *