Análise: Mutant Year Zero: Road to Eden chega ao Switch com grande downgrade

Mutant Year Zero: Road to Eden é um jogo de RPG tático que lembra muito o famoso X-COM, mas inovando a fórmula já batida. Ele foi lançado originalmente em Dezembro de 2018 e agora chega ao Nintendo Switch sido lançado no dia 30 de Julho de 2019.

Originalmente nós já falamos e fizemos o review completo em nosso site quando ele lançou (confira aqui o review original) e, portanto, vou me concentrar em falar somente de como está a versão do Switch. Mas isso não quer dizer que falarei somente 2 linhas né? (poderia, mas não vou)

Uma breve introdução ao mundo e suas mecânicas

Em Mutant Year Zero: Road to Eden, o mundo passou por uma guerra nuclear e grande parte dele está destruído. Os humanos que sobraram no mundo acabaram sofrendo grandes mutações e muitos deles se parecem com animais ou então simplesmente enlouqueceram. Graças a cidade chamada Arca, a esperança não foi perdida e cabe aos exploradores trazerem comida e itens quase que diariamente para não deixar a Arca morrer.

Seu grupo de até três pessoas irá explorar o mundo procurando por recursos, matando inimigos e se esquivando de conflitos desnecessários. E é aqui que o jogo brilha demais. Como mencionei acima, ele segue o estilo de RPG tático como vimos em X-COM. Existe limitação de ações, só pode andar até um certo ponto, pode buscar proteção no cenário, usar habilidades e muito mais. Porém, ele tem um diferencial muito interessante que da nova vida ao estilo.

Mutant Year Zero: Road to Eden te possibilita simplesmente explorar o mapa e você irá optar se e como entrará em conflito! Ao andar, você estará carregando um lanterna que iluminará o ambiente, porém, é possível desligá-la para entrar no modo furtivo. Entrando nesse modo é possível posicionar cada um dos personagens aonde quiser (fora do alcance dos inimigos obviamente). Além disso, é possível estudar bem o cenário de batalha para ver se tem inimigo escondido ou algo similar. E a partir dai é possível atacar com armas silenciosas deixar seus personagens escondidos e mais.

Para fechar essa introdução, ao retornar a Arca você poderá fazer upgrades nas armas, comprar itens e mais. Além disso, toda vez que seu personagem subir de nível, você poderá ir na árvore de habilidades e melhorar características de seus personagens.


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Jogando no Switch

Vou ser muito sincero, quando iniciei o jogo eu tive a mesma sensação que tive jogando Mortal Kombat 11 no Switch. Achei incrível o jogo estar 100% portado com todas as funcionalidades, história, dublagem e mais. Porém, visualmente o jogo deixa a desejar.

Assim como fizeram em MK11, em Mutant Year Zero: Road to Eden tem um frame rate estável e é absolutamente incrível poder levá-lo com você para todos lugares, porém, o visual dele está simplório demais com menos texturas e efeitos visuais. Também vale dizer que o jogo não possui nenhuma funcionalidade para o touch screen quando jogado no modo portátil.

Felizmente esse jogo é muito mais para ser jogado pensando em seu gameplay do que uma grande exibição gráfica. Ele agrada tanto quanto sua versão de PC/Consoles e a vantagem de levar para qualquer lugar é imbatível. Adicionalmente a versão do Switch já acompanha a mais nova expansão Seeds of Evil que adiciona um novo território com novos personagens e missões.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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