Análise: Resident Evil 5 no Switch

Será que o título mais vendido da franquia agradou os donos de Switch?

Resident Evil 5 talvez seja o jogo que mais divide opiniões de toda a série. O jogo possui o título de mais vendido da franquia e chegou a receber uma nota máxima nos primórdios do Última Ficha. Apesar de termos opiniões divididas dentre a redação e colaboradores.

O que sabemos com certeza é que o jogo é um marco para a história da franquia. Uma aposta da Capcom que deu muito certo, financeiramente falando, e um jogo cooperativo de respeito que respeitou os fãs da franquia clássica com seu DLC lançado posteriormente.

E é nessa pegada e responsabilidade que o jogo chega também para o Nintendo Switch, o queridinho dessa geração!

Resident Evil 5  – o jogo que os “zumbis” usam moto

Resident Evil 5 é uma aventura de ação em terceira pessoa com toques de horror de sobrevivência que, assim como em Resident Evil 4 – possui fortes características de um jogo de ação. Outra coisa que foi migrada de seu irmão mais novo foi a sensação de desvantagem a todos instantes. O terror aqui se baseia no medo de morrer pelas ondas de inimigos e não na gestão de recursos ou causa por ambientação e cenários.

O jogo agradou muito na época por seu nível de detalhes em cada frame e capítulo. Nele podemos imaginar facilmente como a população vivia antes da correria e como eram organizados. Some tudo isso a uma experiência cooperativa de dar inveja na concorrência e temos a formula de porque um jogo vender tanto!

Um jogo que DEVE ser jogado cooperativamente do início ao fim

Quando uso a palavra DEVE é porque o jogo realmente precisa disso para ter uma boa experiência e tirar todo seu potencial. A inteligência artificial não é nada boa e pode frustrar em alguns momentos. O lado bom é que ela não fica sem bala… então abuse disso caso esteja jogando sozinho.

No Nintendo Switch a dificuldade para o cooperativo é um pouco maior já que o jogo tem uma queda de FPS brusca quando jogado em tela dividida. Apesar dos gráficos se assemelharem muito a sua versão original, a retirada do action blur (aquele efeito borrado em meio a movimentos rápidos) e a escolha de não travar o FPS tornam o visual do jogo um tanto quanto estranho as vezes – você sente como se tivesse em um console bem inferior a um Xbox 360, por exemplo.

Isso não atrapalha TANTO quando jogando de maneira solo mas se torna inviável quando se pensar em jogar com a tela dividida e dividindo Joy-cons. Jogue com um amigo em um segundo Switch para uma experiência bem melhor ou com o console no Dock – mas tenha em mente que o FPS irá cair bastante de qualquer maneira.

Particularidades e novidades no Resident Evil 5 para Switch

Resident Evil 5 no Switch inclui modos de jogo adicionais e conteúdo para download disponível para o título original . Nesse caso, temos as expansões “Lost in Nightmares” e “Desperate Escape”, o modo “Versus” e o modo “Sem piedade”, além de um modo especial para essas remasterizações, “Mercenários Unidos”, que estende o modo “Mercenaries” original. Da mesma forma, figurinos e outros itens desbloqueáveis ​​estão incluídos e, em geral, o jogo oferece uma boa quantidade de opções para depois de zerado.

A opção de mira também foi introduzida usando o giroscópio ou o Joy-con. Fazendo com que a experiencia seja um pouco diferente para aqueles que já zeraram o jogo no passado e procuram um motivo para jogá-lo novamente. Além disso devemos dizer que o jogo roda bem no modo portátil mesmo com os problemas de performance não resolvidos de sua versão original.

Resident Evil 5 é sem duvidas um marco para a franquia e agora pode ser jogado no console portátil do momento. Seja você um amante do título ou um novo jogador, não deixe este título passar despercebido pela sua Eshop.

Resident Evil 5 - Switch

Visual, ambientação e gráficos - 7.5
Jogabilidade e performance - 6.5
Diversão - 7.5
Áudio e trilha-sonora - 8
Novidades da nova versão - 8

7.5

Compre pela experiência portátil

Resident Evil 5 chega mais uma vez para aumentar seu numero de vendas e mostrar seu potencial como jogo portátil e cooperativo. Uma pena que sua versão de tela dividida não funciona tão bem e esperamos que um patch futuro crave o jogo em 30 FPS para que a performance fique mais suave e agrade ainda mais seus fãs.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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