Análise: Bleeding Edge – Um jogo com tremendo potencial, mas precisa melhorar se quiser sobreviver

Jogo disponível também para assinantes do Gamepass

Bleeding Edge é um multiplayer em terceira pessoa que combina as principais características de diversos outros jogos como Overwatch, Team Fortress 2 e etc… Portanto, como sou fã de jogos desse estilo, rapidamente me interessei, pois estava um tanto cansado dos multiplayers que estão em alta no momento.

Vendo os trailers e jogando o beta senti que o jogo teria um  bom potencial e que teria uma base fiel de jogadores suficiente para manter o jogo vivo, principalmente por ele estar disponível no gamepass. No entanto, após algumas boas horas jogando passei a duvidar se o jogo sobrevive nos próximos meses, e eu explico o porque logo mais abaixo nessa análise.

Personagens  

Bleeding Edge possui 12 personagens selecionáveis que se dividem entre as clássicas definições de Tank, Support e DPS, sendo alguns deles personagens com ataque corpo a corpo e outros a distância. Além disso, cada personagem tem 4 habilidades únicas, sendo 3 comuns e um especial/ultimate. 

Não tenho nenhum questionamento quanto ao balanceamento dos personagens, todos eles são extremamente divertidos de jogar e úteis em diversas situações. O que me deixou um pouco frustrado é o fato de os personagens ranged não precisarem mirar para acertar os tiros, basta dar lock no inimigo e segurar o botão de atirar.

As mecânicas dos personagens não são complexas, e o fato de você não precisar nem mirar para acertar os tiros deixa o jogo raso e faz com que a habilidade individual de um jogador não importe tanto. Portanto, as partidas são definidas na coordenação e comunicação do seu time, e convenhamos se você estiver jogando sozinho você não vai ter nenhum dos dois. Com isso, as partidas que joguei não foram nem um pouco equilibradas, ou o seu time dá uma surra ou você toma uma surra.

Mapas e modos

Até o momento o Bleeding Edge possui dois modos de jogo. Objective Control, onde os jogadores tem que capturar os pontos espalhados pelo mapa e Power Collection onde temos que coletar as células de energia e entregar em um local especifico, similar ao Bounty Hunt de Titanfall 2.

Os mapas tem o tamanho ideal para um 4×4, nem muito grande nem muito pequeno. Além disso, possuem diversas mecânicas onde o trem passa e atropela as pessoas, bombas caem e explodem os jogadores, o que deixa o jogo mais interessante e permite que novas estratégias sejam usadas. No entanto, o jogo passa um pouco a impressão de que ainda falta alguma coisa, como se houvesse pouca progressão ao longo de uma partida, pois as batalhas ocorrem no mesmo lugar e todos os pontos do mapa parecem ser iguais.

Customização

Além da tradicional customização da skin dos personagens, que podem ser adquiridas pelo dinheiro obtido no jogo, Bleeding Edge traz algo parecido com as runas de League of Legends, onde é possível customizar os personagem para deixá-los com algumas habilidades mais fortes ou bufar o personagem como aumentar vida ou dano básico.

No entanto, os mods precisam ser adquiridos através da moeda do jogo que você ganha ao jogar. Portanto, para que os jogadores obtenham os mods eles terão que grindar bastante, o que pode deixar um jogo um tanto quanto cansativo.

Problemas com Multiplayer

Como citei anteriormente neste review, o multiplayer precisa de alguns ajustes. O primeiro é que não há limite de classes na partida, deixando livre para que os jogadores decidam o melhor setup do time. Porém, a gente sabe que a maioria das pessoas preferem jogar de DPS. Portanto, é comum que as pessoas joguem com 4 DPS no mesmo time, deixando o setup do seu time totalmente desfavorecido.

O segundo ponto é justamente a busca da partida, que permite o jogador a jogar com qualquer classe. Os multiplayers famosos como LoL, Dota 2, Overwatch já nos ensinaram que para que o jogo fique justo, e mais organizado, é necessário implementar um Role Queue, limitando os jogadores a escolher somente os personagens da classe selecionada antes do jogo começar.

Além disso, seria interessante trazer um pouco mais de competitividade no jogo, trazendo um sistema recompensas e progressões aos jogadores, como a criação de uma Leader Board ou esquemas de rankings e patentes para facilitar o matchmaking na hora de calibrar uma partida. Também poderiam adicionar  missões diárias/semanais para fidelizar o jogo e reduzir a necessidade de grind para obtenção dos mods.

A boa notícia é que a desenvolvedora está ciente dos problemas e está trabalhando para melhorar o jogo, e já prometeu alguns updates como liberar o FPS para PC, localização, melhorar o lag, estabilidade de conexão.

Conclusão

Bleeding Edge é extremamente divertido para jogar com os amigos, mas que pode ser revoltante jogando sozinho. O jogo tem um tremendo potencial, mas precisa de mais conteúdo e ser um pouco mais lapidado se quiser competir com a imensa quantidade de jogos multiplayers existentes.

Graças ao Gamepass o jogo deverá ter bastante jogadores enquanto ainda é novidade, mas não deve ser muito vendido principalmente por estar a venda por R$99,00 reais na Steam, o que eu considero um valor alto pelo jogo. Esse valor piora caso compre na Microsoft Store (Xbox e PC) onde custa R$ 129,00.

Bleeding Edge

Diversão - 6.5
Jogabilidade - 6
Visual, ambientação e gráficos - 7.5
Áudio e trilha-sonora - 7

6.8

Precisa de melhorias

Um jogo divertido e que vale ser baixado para jogar com os amigos caso você tenha o Gamepass, mas que falta conteúdo para justificar sua compra.

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Thiago Lyra

Sonhou um dia ser jogador profissional de e-sports. Tentou Team Fortress2, Dota2, Counter Strike, mas devido a falta de habilidade e a idade avançada, virou redator e animador de festa infantil.
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