Análise: House Flipper no Switch é relaxante mas sofre na performance

Sempre quis ser um dos irmãos a obra?

Em House Flipper você deve incorporar um desses programas de reforma de casa americanos e misturar com um “faz tudo” simulator. Você terá missões em que deverá limpar uma casa, reorganizá-la, reformar e comprar novos equipamentos. Tudo isso com o intuito de juntar dinheiro e comprar uma casa para revender.

A premissa é simples e tem o intuito de ser um jogo relaxante para os jogadores casuais e amantes desta arte da reforma. Mas será que ele consegue entregar isso de maneira efetiva no Nintendo Switch? Vamos conferir.

Gráficos e missões em House Flipper

Logo nas primeiras missões, encontradas em seu e-mail, você entenderá o objetivo do jogo. Você chega na casa (com um loading até rápido) e haverá lixo, marcas de queimadura e manchas em todos os lugares, todos com os quais você terá que lidar em todas as missões, independentemente de o cliente ter solicitado ou não. Nas primeiras missões isso será basicamente o seu objetivo.

Depois, você aprenderá e terá ferramentas e opções para que você possa construir ou derrubar paredes, pintar, instalar utilitários, comprar e colocar móveis.

Tudo isso com gráficos simples e agradáveis em um primeiro momento. Mas essa é com certeza uma área que deveria ter investido mais. Entrar em uma casa e ver varias latas e caixas com o único objetivo de clicar nelas e “jogar fora” instantaneamente, enjoar e muito depois de certo tempo. Alem de as manchas serem sempre as mesmas. Tudo é muito igual sempre, seja nas missões ou nas texturas e items em si.

House Flipper nos da a impressão que não quer ser levado a sério nem quer ser o motivo isolado da sua atenção. Se tornando um jogo legal para quando se está ouvindo um podcast ou conversando com amigos, seja online num Discord ou no mesmo ambiente.

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A execução de tarefas te dará pontos de habilidade. Você pode usá-los para tornar sua vida um pouco mais suportável. Limpe uma certa quantidade de bagunça de outras pessoas e você poderá gastar seus pontos com um esfregão melhor e com uma taxa de limpeza mais rápida. Pinte paredes suficientes e você poderá aplicar pontos usando menos tinta ou pintando mais de uma seção por vez. Tudo no final ajuda a ganhar tempo e isso é essencial para diminuir a repetitividade nas grandes casas.

O auge do jogo é comprar casas para reformá-las e vender mais caro. Quando você fizer isso com todas as casa, só começando tudo novamente para ter o que fazer. As casa nunca mais voltam para o mercado.

Problemas de performance e controles

Aqui é onde eu tenho minha maior crítica. O jogo nunca alcançou uma taxa de quadros confortável (mesmo com gráficos bem tranquilos para o Switch). Com isso as náuseas foram presentes em alguns momentos… e eu não sou de sofrer com isso.

Além disso eu senti um input lag considerável que me incomodou durante meus primeiros momentos do jogo – depois seu cérebro acaba se acostumando. Isso acaba impactando os comandos do jogo e mesmo as tarefas mais simples do jogo, como limpar uma janela ou até mesmo mirar em uma pequena lata no canto da parede. Mesmo tendo a opção de mudar a sensibilidade, não existe uma opção para a horizontal e vertical, apenas uma em geral.

É muito claro, em todos os aspectos, que este jogo foi desenvolvido com o mouse e o teclado em mente, pois usar um analógico imitar esse esquema de controle. Faltou capricho no port para o híbrido da Nintendo. Curiosamente, House Flipper é um pouco melhor no modo portátil, embora isso não resolva os problemas aqui citados e ainda tenha esquentado, mais do que eu acho normal, o meu console.

Lembrando que esta análise foi feita exclusivamente tendo a versão de Switch como referência. O jogo possui uma versão para PC (na Steam) que pode ou não resolver os problemas de performance.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

House Flipper (Nintendo Switch)

Visual, ambientação e gráficos - 6
Jogabilidade - 4
Diversão - 5
Áudio e trilha-sonora - 5
Performance - 3.5

4.7

Muito Fraco

House Flipper tem uma ideia interessante e uma jogabilidade que pode ser relaxante. Porém, seu port para o Switch não parece ter sido muito bem pensado e o jogo acaba sofrendo muito com o FPS baixo e input lag de comandos. Deixando as tarefas repetitivas muito frustrantes para quem sente o impacto de seus problemas de performance. Espere um patch de correção ou procure saber sobre o jogo na versão para PC.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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