Análise: Skully é simples e divertido

Jogo mistura puzzles com pulo de precisão

Quando recebemos o jogo Skully da Modus Games para análise, não sabíamos muito o que esperar. Afinal sua proposta era ser uma caveira rolante! Até como o próprio jogo brinca no início é possível pular e se mover e é isso.

Certamente Skully é um jogo simples, mas isso significa que ele é ruim? Muito pelo contrário. Ele apresenta inúmeros desafios ao longo de suas 6 horas de jogatina e tem uma diversão pura/inocente. Confiram abaixo nossa análise.

Briga de família

Embora possa não parecer, Skully tem uma história bem legal por trás dele. Você será criado/revivido por Terry um ser com poderes de terra. Logo de cara você solta sua primeira risada onde ele mesmo fala que está faltando o resto do corpo, mas tendo só a cabeça já dá para ajudar.

Aqui você embarcará em uma aventura onde 4 seres super fortes que representam os 4 elementos (terra, ar, fogo e água) estão brigando a eras e Terry está cansado dessa briga de família. Caberá a vocês dois visitarem e reunirem toda a família para acabar essa briga e a tentativa de um tomar o poder do outro.

Ao longo do jogo você passará por ambientes muito coloridos e com uma bela iluminação. Como deve estar pensando, o jogo contará com ambientes e desafios focados em água, vento e fogo, uma vez que você está com o irmão do elemento terra e está entrando no domínio dos outros seres.

É bem divertido ver os diálogos e a personalidade de cada membro que é única fluindo entre mais temperamental até o mais desequilibrado e zoeiro possível.

Três formas, puzzles e pulos

Como falei, Skully é um jogo simples, mas dentro de sua simplicidade ele contém um bom número de mecânicas que irá entreter vocês. O gameplay básico é você pegar a simpática caveira e sair rolando por ai. Subir elevações rochosas, pular em pontos específicos no meio da água, desviar de inimigos, ser empurrado pelo vento e até rolar em alta velocidade em curvas fechadas irão desafiar muito sua concentração e precisão.

Já dando lugar a correria e puxando para o puzzle, o jogo com o tempo lhe dará três formas de barro. A primeira é forte podendo abrir passagens e tem um poder de dar um ataque no melhor estilo “Hulk Smash”. A segunda forma é bem rápida podendo correr em alta velocidade dando longos pulos. Além disso é possível controlar algumas pedras de forma horizontal. Por fim, a última forma lhe dará acesso ao maravilhoso pulo duplo. Você também terá o poder de controlar algumas pedras de forma vertical.

Ao longo do jogo você deverá escolher sempre a melhor forma para resolver os puzzles além de utilizar a velocidade da simpática caveira e até combar os poderes de suas formas para avançar no jogo.

Adicionalmente, em cada fase será possível pegar centenas de flores amarelas que são os colecionáveis do jogo. Ela nada muda no seu personagem, mas libera diversas artes e conceitos do jogo.

Cuidado para não cair na lava Skully!

Conclusão, Skully é simples e divertido

Essa foi uma análise rápida, pois Skully remete a jogos de plataforma que joguei na década de 90 sendo simples, divertido e direto. Mas mesmo sendo simples, ele consegue ser desafiador com suas mecânicas fazendo uma boa mistura entre puzzles e pulos de precisão.

Não existe nenhuma contra indicação ao jogo e é verdade que muitos não o jogarão. Mas caso o veja em uma promoção, vale a pena comprá-lo e se divertir.

Skully é simples e divertido

Visual, ambientação e gráficos - 8
Jogabilidade - 8
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 8

8

Ótimo

Embora seja simples, Skully consegue juntam uma história divertida e com bons personagens e aplicar inúmeros desafios de plataforma e pulos de precisão que lhe dará uma ótima experiência.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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