Análise: The Ambassador: Fractured Timelines

Gregor é um aprendiz de mago e talvez por isso ele só tenha um poder.

Em The Ambassador: Fractured Timelines você assumirá o controle de Gregor, um mago aprendiz que estava se preparando para se tornar um embaixador do tempo e se deparou com um ataque poderoso em sua capital e linha temporal. Do campo de treinamento, Gregor assiste tudo e acaba sobrando como um dos únicos sobreviventes de tal ataque. Agora está encarregado de salvar a sociedade dos magos, Tamaris.

O enredo de The Ambassador: Fractured Timelines é bem simples e objetivo, servindo apenas de fundo e motivação para suas fases e jogatina. Você ainda pode encontrar algumas informações sobre sua história mas eu não me apegaria muito a isso.

Mundos, fases e jogabilidade

Temos no jogo quatro áreas para serem conquistadas e recuperadas: a floresta, a montanha de gelo, Tamaris e uma secreta que só se abrirá após você concluir todas as outras. Os mundos são divididos em quinze níveis diferentes e uma dificuldade progressiva, o que funciona muito bem. Ao passar das fases você ganha novas armas comuns e mágicas para seu gameplay se manter sempre atualizado.

The Ambassador: Fractured Timelines é um twin stick shooter, ou seja, um jogo onde você deve andar com um analógico, mirar com o outro e apertar o botão de tiro. Seu “diferencial” é a possibilidade de diminuir/parar o tempo ao seu redor por um breve período de tempo. Algo que poderia ter sido explorado mais ou sido trabalho de uma forma um pouco mais criativa. É uma habilidade que deixa, principalmente as primeiras fases do jogo, bem fáceis.

Você possui seus corações de vida, um estoque de comida que servem como poções e uma barra de mana para usar sua segunda arma mágica. Cada arma tem uma habilidade um pouco diferente uma da outra e se agarre a isso para conseguir ir até o final do jogo, pois todas as outras dinâmicas não mudam muito, ou nada, com o decorrer das fases.

Combate

O combate é bem simples. Você deve mirar na direção dos inimigos e lançar sua arma. Elas funcionam meio que como um bumerangue em sua maioria e não senti muita diferença no alcance entre elas. Importante falar que elas só dão dano na ida, com exceção de alguns tipos de armas mágicas.

Você deve eliminar todos os inimigos de uma área para seguir para próxima até chegar no chefão daquela área e, enfim, voltar para Tamaria e seguir para outro mundo e tempo.

Os inimigos possuem ataques diferentes mas nada que mude muito a dinâmica do jogo. Basicamente você deve abusar bastante de sua habilidade de parar o tempo. Alguns inimigos são tanques e você só consegue atacá-los quando estiverem com sua guarda baixa e com o indicador de uma espada em cima de sua cabeça. Caso contrário, quando você atacar, um sinal de escudo irá aparecer e ele não sofrerá dano.

Se esse é seu foco no jogo, desafios de combate, The Ambassador: Fractured Timelines possui um modo chamado Bloodhenge – basicamente é um modo horda. Você deverá matar inimigos, conseguir dinheiro e ir comprando novas armas e novas salas.

Problemas de performance e bugs

Eu encontrei alguns bugs enquanto jogava The Ambassador: Fractured Timelines. O único que de fato me incomodou muito foi com um inimigo que dá um salto para perto de onde você está. O inimigo acabou caindo em uma ilha isolada do mapa onde eu não estava a uma distancia que faria ele voltar a me atacar e voltar para seu devido lugar. E como era um inimigo tanque, meus ataques não surtiam efeito.

Outra coisa curiosa é que, apesar de ser bem leve, com gráficos simples e mundos relativamente tranquilos e pré-renderizados, o jogo parece ter seu FPS travado e em alguns momentos eu até senti a queda de framerate. Algo que não deveria acontecer usando uma GTX 1080 em um jogo como esse.

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Um jogo que poderia ser bem mais

Nada se destaca de verdade em The Ambassador: Fractured Timelines. Seus gráficos são agradáveis para quem é Old School como eu, seus comandos tem tudo para deixar a jogatina rápida e frenética – mas ele simplesmente não chega lá.

Talvez se você pudesse voltar no tempo, ou saltar no espaço tempo com mais inimigos na tela, no melhor estilo Enter the Gungeon, talvez as coisas fossem melhores. Mas sem isso o jogo acaba se tornando um pouco monótono e metódico demais. Os inimigos só vão até você quando já numa distância bem curta, com isso é fácil enfrentar um ou 2 de cada vez.

Mesmo assim eu me diverti em alguns momentos do jogo e a todo momento pensei que o jogo poderia ter sido um pouco mais ganancioso. Uma coisa que temos que agradecer e aplaudir é a tradução PT-BR que o jogo possui, mesmo sendo um jogo indie (mesmo que a tradução não seja perfeita). Isso ao contrário de seus diálogos onde todo mundo tem a mesma voz – até mesmo as mulheres do jogo.

Em um mundo cheio de jogos do estilo The Ambassador: Fractured Timelines não parece querer por seu lugar na biblioteca dos aficionados pelo gênero.

O jogo está disponível para Switch, Xbox e PC via Steam.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

The Ambassador: Fractured Timelines

Visual, ambientação e gráficos - 7
Jogabilidade - 5.5
Diversão - 6
Áudio e trilha-sonora - 5

5.9

Fraco

The Ambassador: Fractured Timelines não possui muitos erros, tirando a falta de ganância em se tornar algo realmente único ou até mesmo memorável. O jogo trabalha bem o que se propõe mas com tantos jogos do gênero disponíveis, fica difícil gastar o tempo com este.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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