Análise: Rise & Shine e o desafio do Custo-benefício

A primeira coisa que você vai notar quando jogar Rise and Shine é a beleza do visual que compõe o jogo. É muito lindo. Cada detalhe é único, uma bagunça organizada que te faz querer seguir pra ver o que o cenário vai te apresentar a cada tela. Haverá momentos em que você vai parar só pra admirar os detalhes da arte no jogo, mesmo que seja algo que você quase nunca faz em qualquer outro jogo. 

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Rise & Shine faz referência a outras séries populares de videogames, especialmente The Legend of Zelda, Super Mario Bros. e Gears of War. Um personagem chamado Blink (pegou? pegou?) entrega a você, Rise, um garoto de 10 anos,  uma arma lendária chamada Shine. Isso tudo logo no início do jogo antes de Blink ser morto.  Assim, você ganha a ajuda de Shine e a habilidade de voltar à vida sempre que morrer (como qualquer personagem de video game). O jogo se passa em um planeta chamado Gamearth. Um mundo composto por personagens dos jogos clássicos que poderia e deveria ter sido muito mais explorado durante o game. Enfim, seu objetivo é levar Shine até o Rei de Gamearth e só.

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Podemos dividir a jogabilidade em duas vertentes: a primeira é o famoso “atira e corre”. Você ta andando pela tela e viu uma pilha de pedras? Melhor correr pro cover! Assim como em Gears of War, você vai ficar atrás de sua rocha e os inimigos irão começar a aparecer na sua frente. As mudanças no combate ficam por conta dos tipos de bala que você deve usar (Regulares e Elétricas) dependendo do inimigo. As batalhas de chefes nos deixa com a sensação de que poderiam ter sido boladas de forma mais caprichada. Fugir dos ataques e atirar em pontos fracos apontados pelo jogo pode frustrar jogadores mais hardcore ou que estão procurando inovação nessa nova leva de jogos indies.

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A segunda parte do gameplay são os puzzles. Eles são divertidos de resolver, mas não são algo em que você vai gastar muito tempo, são relativamente fáceis. Se você é o tipo de jogador que gosta de sentar e considerar tudo para resolver o quebra-cabeça, os de Rise & Shine não serão nada para você. Se você é do tipo que gosta de um quebra-cabeça aqui e ali para apimentar a jogabilidade e dar uma pausa do combate, Rise & Shine é o seu jogo!

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Mas e aí? É bom ou não é?

Gostaria de começar esse parágrafo de conclusão dizendo que: A arte de Rise and Shine é uma obra em que os desenvolvedores no futuro devem procurar inspiração. Essa é a opnião mais forte que eu tenho sobre o jogo. Porém, o game conta com um problema sério de custo-benefício. Rise and Shine tem entre 2 e 3 horas de duração (dependendo do seu nível de noobagem) e custa R$27,99 na Steam. Além disso, a história, que começa curiosa e animadora, poderia ter sido muito melhor explorada. Personagens sem explicação e um roteiro sem ritmo fazem com que a narrativa de Rise and Shine seja facilmente esquecida e dispensável.

A jogabilidade do título inova com um cover que nasceu para cutucar os jogos atuais, mas que funciona com a proposta do jogo. E os puzzles quebram um pouco a repetitividade que esse tipo de combate pode trazer. Uma jogabilidade que não surpreende, mas que não contém muitos erros de execução ou muito risco de ser cansativo.

Veja então nosso quadro e tire suas próprias conclusões.
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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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