Análise: Horizon: Zero Dawn impressiona a cada detalhe e tem tudo para ser jogo do ano

Quando Horizon: Zero Dawn foi revelado pela primeira vez em 2015, muitos ficaram impressionados com seu mundo, gráficos e sua jogabilidade. Em contrapartida, alguns também ficaram receosos por estar sendo feito pela Guerrilla Games, que até então, era conhecida somente pela franquia Killzone. Após mais de 5 anos em produção, Horizon: Zero Dawn finalmente foi lançado para o PS4 e traz um mundo impressionante para os jogadores e uma feliz e competente mudança de foco para a Guerrilla Games.

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Seu nome é Aloy

Horizon: Zero Dawn acerta muito não somente no desenvolvimento da personagem Aloy como apresenta outros personagens muito interessantes. No enredo do jogo, a Terra passou por um tipo de apocalipse, onde as máquinas dominaram o mundo e os humanos voltaram a um estado tribal para, assim, garantir sua sobrevivência.

Antes de iniciarmos o jogo como Aloy adulta, somos apresentados a sua fase bebê/criança, em que a vemos passando pela provação de ser uma exilada juntamente com seu tutor. Sem saber o motivo do exílio, ela aprende desde cedo a lidar com o preconceito. Neste mundo, os exilados não podem se comunicar com os membros da tribo. Para poder sair dessa vida infeliz, Aloy treina para ser provada no futuro e virar uma “Valente”. Dessa forma, ela seria aceita na tribo e teria as respostas que tanto busca.

Aqui já temos o primeiro grande destaque do jogo, que é trazer uma discussão extremamente atual: a intolerância com pessoas diferentes, a reprodução deste mesmo preconceito arraigado, e suas punições desproporcionais. Aloy sofre diariamente com o preconceito e é ignorada e hostilizada pelos membros da tribo Nora.

Além dessa temática, existe um comportamento de cunho religioso com relação às máquinas (que chega a ser engraçado). Por elas virem “dos antigos” e as tribos atuais não terem conhecimento sobre a tecnologia, eles acabam louvando o desconhecido e as grandes bestas de metal. Inclusive, é considerado um milagre uma informação automática de DNA incompatível ou um escaneamento de retina que não conste no banco de dados. Para ilustrar esse culto às máquinas, muitos personagens têm em suas vestimentas diversos detalhes de placas metálicas.

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A mais nova Valente

A história de Horizon: Zero Dawn é muito interessante, porém, ela não foca somente na Aloy ou no evento apocalíptico que deu início a tudo, apresentando também histórias e personagens muito interessantes e bem caracterizados.

Como falamos, Aloy inicia sua jornada por um motivo muito pessoal, para entender melhor o motivo de seu exílio. Porém, com eventos inesperados, ela começa a receber mais informações dos eventos que ocorreram na Terra e seu foco é alterado para deter misteriosos cultistas que estão corrompendo as máquinas para seus interesses vis.

Ao adquirir o título de Valente, ela ganha o respeito de muitos de sua vila e começa essa jornada em busca de respostas. Contudo, cabe ao jogador decidir se ele será uma boa pessoa e ajudará os que lhe pedem ajuda, ou se irá ignorar essas missões e seguir somente seus interesses.

Algo que depende somente do jogador – e que fará muita diferença ao longo da jornada – é a busca por informações de cada missão, tanto primárias como secundárias. Caso decida por explorá-las, o jogador poderá entender melhor a motivação de cada pedido e cada personagem. Embora não seja tão profundo como The Witcher 3, o processo criativo para cada missão é extremamente rico (diversas missões têm motivações muito interessantes). Além disso, vale muito explorar as “cavernas dos antigos”, onde se pode encontrar diversos arquivos e áudios que mostram o drama vivido por pessoas da época em que a tecnologia dominava.

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Desafios a cada esquina

Por algum motivo desconhecido, em Horizon: Zero Dawn as máquinas tomaram forma de animais selvagens para habitar o mundo. Sendo assim, ao longo da sua jornada você encontrará diversas adaptações de animais, como cavalos, alces, touros, abutres, jacarés, tigres dente de sabre, Tiranossauros Rex e muito mais. Cada máquina tem uma série de fraquezas e comportamentos deverão ser analisados um a um para que se elabore a tática de ataque.

Dentre as possíveis estratégias, você poderá forjar flechas de fogo, de impacto (que desmontam a parte atingida), e muito mais. Além das flechas, também há um estilingue que lança bombas de eletricidade, de impacto, ou explosivas. Para finalizar o arsenal disponível, também existe uma arma de armadilhas com as mesmas variações mencionadas, além de ataques fortes, fracos e uma arma que prende o inimigo no chão e o derruba. Caso não queira atacar diretamente, há a possibilidade de ataque furtivo ou então de converter o inimigo em um aliado. O interessante é que independente da sua estratégia, o desafio e a chance de morte sempre estarão presentes.

Como exemplo, posso citar minha experiência com o T-Rex. Na minha primeira tentativa, fui massacrado por ele. Na segunda e terceira vez, fui com muito mais estratégia, mas mesmo assim acabei sofrendo. Já na quarta vez (e muito mais preparado) eu lancei flechas estratégicas em suas armas (que pude usar em seguida) e o prendi no chão. Dessa vez, quem foi massacrado foi o T-Rex, já que usei seu lança discos.

Para ajudar na jornada, há uma árvore de habilidades que pode ser usada para para melhorar três vertentes principais. Combate, furtividade e saque dos itens. Eles ajudarão a aumentar sua força de ataque, a ganhar novos movimentos, a conseguir pegar mais itens da natureza e dos inimigos, e outras diversas melhorias.

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O vasto e lindo mundo de Horizon

Todo elogio à Horizon: Zero Dawn é pouco, mas se tem algo pelo qual o jogo se destaca é sua beleza gráfica. Ele inspira diversos momentos em que se fica parado no cenário admirando a bela paisagem, efeito de luz, as gigantes montanhas e muito mais.

E não se limita a isso! A cada cidade ou ponto de controle que você passa, existe todo um trabalho na representação dos personagens dentro desse mundo e de seus eventos. As cidades são fantásticas e são extremamente detalhadas.

Porém, de que serve um mundo grande e bonito se ele for vazio? A Guerrila Games, então, deu uma boa solução para esse problema recorrente em jogos de mundo aberto. Além dos desafios já mencionados, o mundo de Horizon: Zero Dawn disponibiliza diversas missões para explorar o mundo. É notório que existe uma missão principal, porém, há outras missões principais que aparecem ao longo do jogo que dão um peso enorme para o mundo e sua atual situação. Além das missões secundárias padrões, também há tarefas, campos de prova para testar suas habilidades, e Dungeons, chamados de Caldeirão.

Cada Caldeirão apresentará um grande desafio e, consequentemente, grandes recompensas. Ainda, eles permitirão que se possa domar mais feras ao longo do jogo (até o T-Rex). Tudo isso é feito através de um Gameplay muito fluido e preciso. É sempre gratificante aceitar essas missões secundárias para conhecer melhor o mundo, pessoas e ganhar mais pontos de habilidades.

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Conclusão

Como vocês puderam ver por todo este review, eu poderia ficar horas falando bem de Horizon: Zero Dawn. Ele é o tipo de jogo que será lembrado como um dos destaques do console. Tudo o que ele faz, ele faz bem. Sua ambientação é incrível, a beleza do mundo é de te deixar boquiaberto, a história e personagens são muito interessantes e o Gameplay é tão polido que você não cansa de jogá-lo. Para mim, é o melhor exclusivo do PS4 até hoje.

CONFIRA 3H DA CAMPANHA DO JOGO ABAIXO

https://www.youtube.com/playlist?list=PLEkNaPCLpVhHwmoUxcrqmnOLG71WLea1s

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game = [Horizon: Zero Dawn]

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info = [Lançamento: 28/02/2017]

info = [Produtora: Guerrilla Games]

info = [Distribuidora: Sony]

plataformas = [Playstation 4]

nota = [5/5]

decisão = [Compra obrigatória]

texto = [Horizon: Zero Dawn simplesmente acerta]

texto = [e surpreende em todos os quesitos]

positivo = [Gráficos deslumbrantes]

positivo = [História e personagens]

positivo = [Mundo de Horizon]

positivo = [Jogabilidade viciante]

positivo = [Jogo desafiador]

 

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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