Análise em andamento: Sonic Forces

Uma das grandes solicitações de nossos leitores nesta semana está sendo a análise de Sonic Forces que lançou nesta terça para PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC. A SEGA já nos enviou um código para o review, mas como ainda estamos jogando não podemos bater o martelo sobre o jogo. Porém isso não impede de que possamos já dar nossa opinião, que pode ser a mesma da análise final.

Logo no início, somos brindados com a história do jogo. Cansado de tantas derrotas Eggman (saudoso Robotnik) resolve reunir inimigos de todos os jogos como Sonic de Metal, Shadow, Chaos, Zavok e um novo inimigo hiper poderoso, Infinite. Logo de cara Sonic é derrotado e a história nos leva para 6 meses depois onde Eggman está quase dominando tudo. Cabe ao avatar (você) e a resistência (Knuckles, Tails, Amy, etc) combater toda esta maldade e salvar o mundo.

De cara podemos ver que a história se baseia na nostalgia dos jogadores de Sonic por duas décadas utilizando quase todos os personagens principais que passaram pela franquia. Felizmente somente podemos jogar com Sonic e com o seu Avatar. Sim, seria algo ruim poder jogar com 500 personagens e o jogo viraria uma mega salada.

Saindo da história vamos para o gameplay onde tenho minhas ressalvas. Antes de mais nada tenho que dizer que o jogo está lindo em todas as plataformas, não tenham dúvida disso. O Team Sonic fez um belo trabalho na direção das cenas, iluminação e muito mais. Voltando ao gameplay, aqui temos minha grande crítica até o momento. Perdão pela expressão que vou utilizar agora, mas o jogo está muito “dedo no C* e gritaria”, vou explicar. Sonic originalmente é um jogo de plataforma e desafios, por mais rápido que você vá, tem que parar em algum momento e analisar alguns segredos. Enquanto as fases do Sonic clássico tenham essa pegada, que na minha opinião é o ponto alto do jogo, as fases modernas simplesmente é muita correria em alta velocidade e muito simples. O jogo te guia muito mais do que deveria.

Logo no início o jogo pede pra escolher entre a dificuldade normal ou difícil. Curiosamente a difícil já está selecionada e ela acaba sendo bem fácil. Na grande maioria das fases eu consegui a melhor nota possível, S. E por causa de toda essa velocidade excessiva, é bem complicado pegar os segredos, como as moedas/estrelas vermelhas.

Por fim temos o Avatar que é a grade novidade. Ele funciona bem e é inclusive melhor do que jogar com o Sonic por causa de dois motivos. O primeiro é que ele não tem o “Boost roubado” que acelera o jogo e torna Sonic invencível. Isso faz com que você tenha mais tempo de analisar o cenário e fazer desafios de plataforma. Já a segunda vantagem é que é possível equipar uma arma nele e isso muda completamente o gameplay do jogo. Cada arma tem um ataque específico e uma habilidade especial. Cada uma dessas habilidades abre um novo caminho e modo de jogar em cada fase, ou seja, o fator replay torna-se gigante por causa desse pequeno e interessante detalhe.

Como fã posso falar que estou gostando do jogo, mas nem de perto é o melhor jogo de Sonic, até o momento estou colocando ele no bolo de jogos ok. E, ironicamente, jogar com o Sonic Moderno acaba sendo o gameplay mais chato do jogo, enquanto isso o Sonic Clássico e o Avatar se destacam muito mais por causa dos desafios de plataforma.

Micro Conclusão: Até o momento indico Sonic Forces para verdadeiros fãs da série e para quem quer jogar um jogo que seja linear e que não exija muito de você.

Nota provisória: 3/5

Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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