Análise: The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia é uma ótima adapção

The Seven Deadly Sins, também conhecido por Nanatsu no Taizai, é um anime e mangá que conta a história de Elizabeth, uma princesa que busca encontrar os lendários cavaleiros sagrados conhecidos como “Os Sete Pecados”. Em meio a sua aventura, a jovem encontra um anão que na verdade é o líder deste grupo e se chama Meliodas. Em busca de salvar o reino de Liones, os dois partem em busca dos outros seis integrantes do grupo.

Lançado pela Bandai Namco, o jogo que carrega o título de The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia promete ser uma excelente adaptação da série animada.

Se aventure no reino de Liones

Seguindo a história do anime, The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia coloca o jogador para vivenciar todos os eventos apresentados na primeira temporada da série animada e alguns envolvendo a sua segunda sessão que está sendo exibida de forma inédita no Japão. A maior diferença é algumas aventuras paralelas as quais não adiciona nenhuma informação importante para o enredo central. Fora isso, o jogo, em seu modo história é composto por um mapa de Liones onde podemos nos locomover livremente utilizando o enorme porco verde no qual o bar de Meliodas se encontra construído em cima deste (wtf?) e parar em suas principais cidades e localizações.

O jogo se divide em dois tipos de missões, onde temos as principais e as famosas “side quest”, enquanto as principais contam os eventos do enredo, as outras apenas servem para passar o tempo e conseguir equipamento para os seus personagens.

Em meio ao mapa, também encontraremos desafios de enfrentar uma quantidade x de inimigos com algum personagem pré-selecionado ou entrar num combate contra uma horda inimiga ou um único oponente que faz parte do cast de personagens relevantes.

Hack’n Slash & Versus

A jogabilidade de The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia é uma só, contudo, consegue facilmente ser dividida em dois tipos: hack’n slash e luta em cenário 3D. O sistema de combate deste game tem várias características familiares com a série Naruto Storm, porém, existem fatores próprios como o jogo de câmera, cenários destrutíveis e a influencia que esta destruição causa ao liberar itens e eventos de causar dano nos combates.

O seu sistema de combate se resume em ataque fraco (este serve para linkar combos), ataque forte, magia e salto. Você pode se aproximar facilmente de seu inimigo ou até surgir atrás deste e começar um combo, apertando R1 + quadrado, triangulo ou bola, poderá lançar um dos seus ataques especiais que ao ser utilizado com sabedoria consegue facilmente se encaixar numa sequencia de ataques e fazer um dano deveras alto.

A maior e única diferença em comparação do modo versus com a batalha contra hordas de inimigo é que na segunda opção você terá um cenário mais aberto e a obrigação de confrontar vários inimigos fracos.

Também possuindo modo multiplayer que pode ser jogado quanto online quanto offline, aqui os jogadores poderão participar de batalha 1×1 ou cooperativas, ambas seguindo o mesmo esquema apresentado no single player. Porém, aqui vai uma singela critica em relação ao uso de “equipamentos” nos quais são utilizados para aumentar status dos personagens: Isto acaba obrigando as pessoas a jogar as side quests em busca de obtê-los para não sofrer uma desvantagem enorme no multiplayer, já que os oponentes estarão fazendo uso destes e apenas ser habilidoso no jogo não ajudará tanto em superar esta desvantagem.

Infelizmente nem tudo é perfeito e o jogo peca em não ter um modo arcade para ficar lutando a bel prazer contra rivais valiosos.

Uma ótima adaptação

O jogo consegue reproduzir de forma bastante fiel aquilo que é apresentado na série, como a reação dos personagens, os cenários e a caracterização do gameplay e sistemas presentes no game. É bastante divertido ver umas telas onde podemos acompanhar as “taradices” do Meliodas ou o jeitão de cara mau do Ban. O layout presente nos menus consegue incorporar muito bem o mesmo presente no mangá.

Por mais que tenhamos todo o espirito do anime/mangá no jogo, ficamos um pouco decepcionado, pois em diversos momentos de conversas, ficamos esperando uma animação mais bem trabalhada ao invés de telas fixas com os personagens pouco se movimentando. Talvez estejamos pedindo demais por causa do que a série Ultimate Storm fez com a franquia Naruto, mas certamente valeria a pena ver toda essa caracterização e momentos épicos com uma animação mais interativa.

Conclusão

The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia é um jogo divertido e que não fará você sentir arrependimento em adquiri-lo, contudo, seus gráficos se encontram abaixo da média em comparação com outros games de anime que saíram nos últimos meses ou que ainda vão sair. Sua jogabilidade divertida consegue recompensar isso, mas infelizmente a falta de um modo arcade pode deixá-lo descontente da mesma forma que a obrigação em fazer as side-quest para ter lutas justas no modo online. Se gostar do que foi dito aqui, basta entrar no Bar Chapéu de Porco onde todo mundo ama a cerveja, mas odeia a comida.


notas

Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.
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