E3 2018 Preview: Cyberpunk 2077 nos impressionou a cada minuto

Um dos jogos mais antecipados para esta E3 certamente era a revelação mundial de Cyberpunk 2077 que seria mostrado depois de tanto tempo, onde sua única informação havia sido um teaser feito em 2013. E a pressão sobre a CD Projekt RED era imensa, afinal havia ganhado todos os prêmios possíveis com Witcher 3 e ela deveria manter o nível lá em cima.

Antes de entrarmos para ver o jogo, nós ficamos em uma ante sala onde já eramos climatizados a um mundo Cyberpunk. Era possível ver diversos elementos desse mundo ao nosso redor com um bar futurista, um painel vivo da cidade e muito mais. Depois de climatizados, fomos convidados a uma segunda sala (o segredo era absoluto, afinal nenhuma imagem poderia ser vazada).

E assim eu e outros jornalistas fomos os primeiros do mundo a ver o gameplay de Cyberpunk 2077. Curiosamente, o rapaz que estava jogando, estava sentado do meu lado. E logicamente eu mandei a piadinha: “Se precisar de ajuda ai pra passar de fase, é só me dar o controle”.

Introduções e piadas a parte, vamos falar do jogo. Meus amigos e amigas, há tanto o que falar e dizer neste gameplay que durou cerca de 50 minutos que é até difícil saber por onde começar. Antes de mais nada, já foi revelado que o jogo será um fps e que a mecânica será de tiro (falarei mais a frente dos detalhes). Porém, antes de trocar os primeiros tiros, a CD Projekt RED fez questão de mostrar o peso do criador de personagens. Além de poder escolher se seu avatar será homem ou mulher, será possível fazer uma customização muito massiva para que ele seja único. E não estamos falando somente de cor de olhos, pele e estilo de cabelo, estamos falando de muitos detalhes mesmo como o peso de seu personagem, tatuagens e até a cor de cada tatuagem.

Aquele cosplay de respeito
Aquele cosplay de respeito

Depois de criar seu personagem, ele (a) se chamará V e será nada mais do que um (a) caçador (a) de recompensas. Logo na primeira missão, foi possível ver uma troca de tiros mais simplificada onde somente uma habilidade seria usada, algo que lembrava um bullet time onde o tempo diminuía e você ficava mais ágil. Ao longo desse tiroteio um detalhe já me impressionou, a destruição do cenário. Dependendo da parede era possível disparar por ela, os tiros que pegavam nas colunas iam destruindo o reboco/concreto e por ai vai. Depois de matar os bandidos, eles acharam uma mulher que estava na banheira e podiam optar entre chamar ou não a unidade de resgate de médicos (uma espécie de SAMU futurista). E desde esse momento, tínhamos que tomar diversas escolhas como acessas o banco de dados desta pessoa, se entregaríamos ou não ela, como a entregaríamos, se tentaríamos arrumar briga ao longo do caminho e por ai vai.

Isso foi uma pequena amostra do que estava por vir, o RPG nu e cru onde suas ações vão moldar o jogo. Duas coisas foram deixadas bem clara pelo time de desenvolvimento. O primeiro é que suas ações irão impactar o desenrolar do jogo e seu progresso. O segundo é que você não irá escolher uma classe logo de cara, você irá desenvolver seu personagem e irá fazer escolhas e melhorias e seu estilo de jogo que irá definir o que você será e não uma escolha inicial.

Pois bem, depois dessa mini missão, nós fomos oficialmente apresentados a cidade de Night City e seus Mega Buildings. Enquanto a ideia em The Witcher era ter um mundo massivo para ser explorado horizontalmente, em Cyberpunk 2077, a ideia é ter prédios massivos e vivos para ter cada andar explorado. É até difícil colocar em palavras o que eu vi e o quão vivo parecia esse prédio, assim como a cidade. E outra coisa interessante é que o time de desenvolvimento frisou que o jogo não terá loading de tela. Isso é absurdo!

Não irei transcrever a próxima missão, pois ela demorou cerca de meia hora e me perderia, mas vou condensar os pontos altos dela. Nela, fomos contatados por uma conhecida e importante figura deste mundo onde somos incumbidos a reaver uma tecnologia militar. Mais uma vez temos uma tonelada de opções como fazer upgrades para nos ajudar na missão (e aqui uma pausa para aplaudir de pé. Ao invés de selecionar os upgrades e simplesmente eles pipocarem em você, é possível ver a “cirurgia” dessas melhorias sendo anexadas ao seu corpo). Outra opção é entrar em contato com um contato dado dentro da empresa que poderia lhe ajudar. Em certo momento você pode conseguir os créditos para comprar esse equipamento, mas também é possível simplesmente sumir com o dinheiro. É possível em diversos momentos tentar uma solução pacífica ou então uma agressiva. E como em todo bom RPG, é sempre possível trilhar o seu caminho único.

Por fim, farei os últimos destaques (se isso é o preview de uma hora de gameplay, nem quero imaginar o review do jogo final). O primeiro destaque vai para a possibilidade de dirigir carros. É simplesmente muito legal e na hora que entraram no carro, me senti dentro do mundo de Blade Runner. Não só a quantidade de detalhes do carro impressiona, mas como da cidade também. É importante dizer que a direção será algo grande e importante dentro de Cyberpunk 2077 (e será possível dirigir motos também). O segundo destaque vai para as armas. Existem 3 tipos de armas disponíveis (e cada uma com sua raridade): Smart Weapons, em que pode-se, por exemplo, rastrear o movimento dos inimigos para que suas balas possam ajustar as suas trajetórias para os mesmos. As Tech Weapons podem ser carregadas para atingir inimigos através de suas coberturas. Por fim, há as Power Weapons, que têm balas tão poderosas que podem ricochetear pelas paredes. E o terceiro e último destaque vai para a parte tecnológica. Por ser um mundo Cyberpunk, é normal que as pessoas tenham muitas melhorias tecnológicas em seu corpo. Com isso, será possível hackear as pessoas (assim como ser hackeado) e descobrir segredos, interrogar eles e muito mais. Caso esteja em uma área hostil, será possível se conectar a rede em que essa pessoa esteja conectada e com isso, será possível influenciar o ambiente.

E é isso pessoal, tentei ao máximo passar os detalhes que Cyberpunk 2077 trará. Ele é sim muito promissor e tem tudo para ser mais uma obra de arte da CD PROJEKT RED. Tanto fãs de RPG como do universo Cyberpunk irão amar o que estar por vir.

Cyberpunk 2077 será lançado para PS4, Xbox One e PC. Sua data de lançamento ainda é um mistério e como nos foi dito “ele será lançado quando ficar pronto”.

Cyberpunk 2077 E3 (4)

Publicado
Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.