Análise: Blade Strangers complementa o ano dos crossovers de luta

Em um ano com vários crossovers de luta, como o rei nesse assunto, Super Smash Bros, Blade Strangers chega com a idéia de uma nova franquia misturando personagens de jogos indies e adorados por vários gamers pelo mundo. Será que o jogo agradará a todos?

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Modos de jogo, personagens e gráficos

A primeira coisa que chama atenção em Blade Strangers, além de uma linda abertura, é a quantidade de modos de jogo que o game traz consigo. Não me entenda errado, não há nada muito novo  – mas todos os modos clássicos estão aqui!

Modo História, Arcade, versus, survivor, desafios, modo treino e etc. Tudo que um bom jogo de luta precisa ter para ser apreciado offline! E parecer ser nessa pegada que  Blade Strangers tenta se encaixar.

O jogo conta com vários personagens conhecidos de jogos como: Code of Princess, Cave Story, Umihara Kawase, The Binding of Isaac, e Azure Striker Gunvolt e o meu preferido, Shovel Knight – e eu acho isso muito legal, sou fã de crossovers, porém a escolha de gráficos e engine não me agradou…

As sprites do jogo parecem ter sido ampliadas até ficarem pixeladas sem qualidade, fazendo com que os personagens pareçam completamente desconectados do cenários e de seus poderes. Amo jogos pixelados, porém o meio termo fica parecendo mais falta de polimento do que algo realmente proposital. Uma escolha infeliz na minha opnião, já que esse “problema” saltava aos meus olhos em cada nova partida que começava.

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Para quem o jogo é indicado?

O jogo tem uma mecânica simples, fácil de entender já que temos até um botão que já sai lançando os poderes de cada personagem. Uma experiência muito acessível para aqueles com pouca intimidade com games de luta e combos fáceis de 3 a 5 hits. Mas isso tem seu preço. Jogadores de longa data, ou com boas horas em jogos de luta um pouco mais competitivos não verão motivos para jogar Blade Strangers.

Como sou um desses com alguma experiência em jogos do estilo, pensei que o modo história seria um boa opção. Infelizmente também não foi dessa vez – O modo história é sem criatividade, raso … meio que só pra falar que tem sabe? O “mundo” de cada jogo é ligado por servidores que sentem uma ameaça e decidem eleger um campeão para enfrentá-la colocando os personagens de cada universo para se encontrar numa espécie de torneio chamado Mortal Kombat.

Cada personagem tem seu “final” e todos são muito parecidos, o único diferentão ( e até um pouco inteligente) é o de Lina. Que até dá algum sentido a história.

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Conclusão

Blade Strangers é um jogo super acessível e talvez uma boa opção para os jogadores de Switch já que o console ainda não possui grandes títulos do estilo (Smash Bros está chegando) e o jogo no modo portátil parece esconder e minimizar os problemas gráficos citados nesta análise. Infelizmente não pude testá-lo no console da Nintendo já que o código cedido foi para PS4 mas fiz meu dever de casa.

Com pouco apelo para o público mais hardcore e experiente, Blade Strangers é indicado para jogadores casuais e mesmo assim quando alguma promoção estiver rolando – já que o jogo no Playstation custa um pouco mais de R$ 140,00.

Importante salientar que a nota abaixo foi dada considerando a versão de Switch em modo portátil que se encontra melhor do que as outras ou se jogado na televisão.

{{

game = [Blade Strangers]

game = []

info = [Lançamento: 28/08/2018]

info = [Produtora: Studio Saizensen]

info = [Distribuidora: Nicalis]

plataformas = [PC, Switch e Playstation 4]

nota = [3/5]

decisão = [Game para jogadores casuais]

texto = [Mesmo assim o preço está elevado]

texto = [então espere uma promoção]

positivo = [Acessibilidade]

positivo = [Modos de jogo]

positivo = [Personagens icônicos]

negativo = [Gráficos]

negativo = [História rasa]

negativo = [Diversão mediana]

}}

Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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