Análise: Life is Strange 2, peca em texturas, mas traz uma história envolvente!

Jogamos o primeiro episódio de Life is Strange 2, vejam nossas impressões:

Life is Strange é uma franquia da Square Enix em parceria a Dontnod, é um game onde suas decisões afetam diretamente a história, e já nos emocionou muito com seu primeiro game e a história de Chloe e Max, o terceiro game (considerando Life is Strange: Before the Storm como segundo) não foge muito a essa fórmula que fez sucesso.

Em LiS 2 somos apresentados a família Diaz, composta por Esteban (pai), Sean(16) e Daniel(9), que vivem uma vida completamente normal em Seattle. Controlamos Sean (no episódio 1) e temos diversas interações com Daniel, somos apresentados ao universo em que ele vive, sua melhor amiga Lyla e podemos descobrir mais sobre ele ao pesquisar em seu celular e arredores, contudo um evento um tanto quanto catastrófico, obriga os Diaz a sair de Seattle e ir em direção ao México, e é aí onde o game começa.

Graficamente falando o jogo está lindo, com algumas ressalvas. O mundo em si, os objetos, a “organicidade” com que as coisas interagem entre si, enfim, tudo que não está relacionado a textura dos personagens, pois estes parecem ter sido retirados diretamente de algum filme da Pixar, o que, me entendam, não é ruim, mas em minha opinião, ficou um pouco destoante do resto. Alguns glitches e bugs contribuem para que essa percepção seja acentuada, como por exemplo estar falando com um determinado personagem e ele sumir, e ao virar 360º com a câmera encontrar ele ali como se nunca tivesse saído. Ou enquanto Daniel explora o mundo, ele fica preso em alguma parede invisível para simplesmente sumir e aparecer no destino e mesmo quando o personagem está falando com alguém e acaba virando a cabeça para uma direção que não é a direção onde está seu interlocutor.

As conversas entre os personagens fluem de forma totalmente comum, como se realmente estivessem batendo um papo, e, mesmo nos momentos de escolha entre as respostas é possível sentir que não é uma conversa mecânica. Aliás as decisões são um tanto mais difíceis de se tomar, pois o jogo te coloca em posições onde a razão e a emoção estão totalmente afloradas, o que cria uma atmosfera totalmente envolvente e uma preocupação crescente com os Diaz.

Confira o trailer de lançamento:

SPOILER ALERT
A partir daqui falo um pouco mais sobre meu envolvimento com a história do primeiro episódio então pode conter spoilers, se você preza pela experiência, por favor pule esta parte.

Particularmente LiS, o primeiro, é um dos grandes games que já joguei na vida, me envolvi tanto na história que sequer consegui fazer o capítulo final, pois quero me lembrar dessa história para sempre, e LiS 2 me surpreendeu logo no primeiro episódio onde já tenho apego ao Daniel e Sean. Quero protegê-los, sofri junto deles quando precisaram deixar Seattle, me emocionei com Sean criando um ambiente seguro para Daniel e entrando “na brincadeira” justamente para garantir que seu irmãozinho não fique traumatizado com a morte “acidental” do seu pai.

Eu estaria aterrorizado se estivesse na posição deles, sem ter a quem recorrer, não podendo confiar em ninguém, numa “situação” de fugitivos, sem dinheiro e sem abrigo, eu realmente não tenho ideia de como eu agiria nessa situação e isso me deixou extremamente próximo do Sean, que mesmo neste desespero, não se deixa abater e está procurando a melhor saída para resolver seus problemas junto de Daniel. Outra coisa que me deixou completamente bestificado é que o Daniel “aprende” com Sean e seus exemplos, sendo assim, além de se preocupar com todos os pontos citados acima, você também precisa se preocupar com a educação de Daniel e isso é fantástico, fiquei de queixo caído quando Daniel me revelou ter feito algo simplesmente por ter visto que em um momento de decisão eu fiz X em vez de Y.

Conclusão

Enfim, o jogo é sobre isso: companheirismo, cuidados, desapegos e decisões, deixar tudo para trás, casa, conforto, amigos, vida e mesmo assim seguir em frente, com uma grande responsabilidade que é cuidar da saúde mental e física de uma criança de 9 anos. As interações com o Daniel vão desde pequenas ordens, a mostrar coisas ou criar situações e a veracidade das atitudes e como os personagens reagem, me deixou completamente fascinado por esse drama, criar novos laços, conhecer pessoas, confiar nelas, ser traído, são todas experiencias possíveis dentro do jogo.

Junto a história, cada momento me fez ter certeza que esse será um outro grande game que entrará para meu top 10, mesmo com seus bugs, que às vezes, até, são engraçados.

Espero que tenham gostado do Review, e aproveitem para jogar esse game que está fantástico! Pois eu vou re-jogar e tomar novas decisões para ver como isso afeta no desenrolar do game!

Câmbio, desligo!

notas

Publicado
Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!