Análise: LEGO DC Super-Villains: Um divertido plot twist na histórias de superheróis!

Eu realmente nunca fui um fã da franquia Lego, digo dos jogos, pois as pecinhas de encaixar eu amo de paixão (alias aceito de presente aquele conjunto de lego antigo sem função guardado aí no teu armário ou jogado nos cantos), mas como vida de gaymero não é só fazer aquilo que se quer, as vezes precisamos colocar a mão na massa e reaprender antigos costumes, fui “convidado (me voluntariei)” a fazer esse review pois era um modelo de jogo que eu ando sentindo falta desde Crash Bandicoot, e acreditem eu me surpreendo em como eu me diverti.

Tivemos a oportunidade de entrevistar Matt Ellison, produtor Sênior da DC, e já abordamos um pouco as novidades do game, você pode conferir aqui:

Enredo

O jogo é sobre exatamente o que o seu nome delata, vilões, a cidade de Gotham foi tomada por vilões após uma fuga em massa orquestrada por Lex Luthor, que resgata um vilão capaz capaz de “neutralizar” a Liga da Justiça em prol dos vilões, infelizmente nem tudo ocorre como foi planejado e eles se vêm frente um grande dilema, e para garantir o sucesso da missão eles vão recrutar possivelmente todos os Vilões do mundo da DC, você vai encontrar desde o Coringa, até Superman Bizarro, que vão precisar trabalhar em conjunto para que tudo volte ao “normal”.

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E como a cidade ficou desprotegida, um novo grupo de heróis aparece para salvar o dia, e são eles, o Sindicato da Justiça, e nesse clima de confusão os vilões tomam conta do pedaço com dezenas de baderneiros soltos as ruas.

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Review

Mecanicamente o jogo se mantem fiel ao modelo já estabelecido, destruir peças, coletar “dinheiro”, construir maquinarias etc, mas acreditem isso é muito viciante. A cada vez que eu ouvia o barulho das moedinhas eu queria mais, portanto procurava mais coisas para destruir e praticamente tudo no game é destrutível a unica exceção fica por conta das estruturas que não são feitas de lego (abordo isso logo abaixo), então tudo o que eu via eu tava atacando. Os combates são bem simples, mas vão ficando mais intensos com o progresso do game além de haverem alguns inimigos que necessitam de algumas estratégias básicas, portanto não adianta só atacar sem dó, mas o que mais me convenceu a jogar esse game foi a criação de personagens. Matt já havia nos falado sobre, mas eu ainda não havia testado, e fiquei bobo com a quantidade de customizações possíveis, e claro eu não poderia deixar de fazer a minha linda vilã e para isso homenageei nada mais nada menos que a Sia:

Passei horas só buscando combinação de cores, cabelos, armas, poderes, sim você pode até customizar os poderes, quais as cores, os efeitos etc, um show de possibilidades!

Terminada essa parte extensiva, bora jogar! Ele é muito colorido, muitos efeitos acontecendo na tela ao mesmo tempo, que por momentos eu até ficava um tanto confuso, pois você sempre estará no minimo em dupla, o que também é um ótimo atrativo para o multiplayer, e essa mecânica de parcerias serve principalmente para dar uma camada de dificuldade extra para o game, pois cada personagem tem certas habilidades que podem ser usadas em determinados momentos. Lex Luthor por exemplo, pode soltar projéteis e planar, o Coringa pode convencer os baderneiros a entrarem para a gangue dele, a Harley possui seu fiel Martelo para quebrar coisas e assim vai, cada super vilão parece ser um personagem único, mas como nem tudo é maravilhoso, essa profundidade acaba rápido quando você percebe que alguns vilões são misturas de outros, claro sempre vai haver uma habilidade unica. Já o Charada por exemplo, tem o mesmo comando do Coringa para baderneiros e consegue explodir estruturas como a Harley, sobrando para ele o combate e a resolução de algumas charadas como poder único.

A câmera é uma coisa que me incomodou um pouco, pois como tem muita coisa acontecendo no cenário, muitas vezes eu estava perdido e sem entender o que estava acontecendo, muito brilho, muita explosão e muita cor, com o tempo até acostumei com isso, mas tem outro problema com a câmera, bem, nem tanto com a câmera em si, mas com o desempenho do game. Quando você alcança algum objetivo, e a tela mostra o efeito deste, como por exemplo, apertar um botão para abrir um portão, o jogo te coloca automaticamente na frente do portão, e se você ainda precisava explorar a área que estava para quebrar algo ou coletar dinheiro, você terá de se deslocar até o ponto novamente, e isso 1 ou 2 vezes é até ok, mas todas as vezes, incomoda e muito.

Sobre a cidade, a cidade está gigante, sério, muito grande, e é muito gostosa de explorar, mas eu tenho uma grande ressalva. Eu queria que os prédios e construções fossem de lego, alias são as únicas coisas que não são de lego, pois os carros, pontes, portas, portões e botões são. Claro eu sei que é uma decisão de design que facilita em muito o complexo trabalho de dar vida a uma cidade inteira, mas eu queria mais.

A história é bem simples e logo no inicio te deixa a par dos acontecimentos, a trama se desenvolvem em volta do Sindicato da Justiça e sua visão de Justiça bem peculiar, não temos grandes plot twists ou assuntos profundos, é um jogo que tem uma função que cumpre muito bem, que é a de divertir.

Conclusão

Se está atrás de diversão e um álbum de figurinhas maneiro, este jogo é para você, tem muita coisa colecionável, desde os próprios vilões até peças para compor seu vilão único, vale a pena para distrair, vale a pena para jogar sério, não foge muito da franquia Lego, mas foge muito do modelo de histórias que estamos acostumados a ser o bom moço!

notas

 

Paulo Everton

Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!
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