Análise: Beat Cop diverte muito e foca no politicamente incorreto

Estamos na década de 80, Brooklin, Estados Unidos. As gangues tomam as ruas, a “proteção” italiana marca ponto em cada loja e a corrupção corre solta com os policiais que fazem vista grossa para muitas irregularidades. É nessa premissa que jogamos Beat Cop, lançado originalmente para PC em 2017 e portado para celulares em 2019.

Você é o policial Kelly e foi demovido da posição de detetive para um simples policial de rua. Isso aconteceu porque você foi culpado pelo desaparecimento de bens da casa do prefeito em um assalto muito estranho. Será que Kelly é realmente ladrão ou armaram para ele? Se armaram, por que ele?

Nessa premissa temos o inicio de Beat Cop. Logo em seu primeiro dia na rua, Kelly tem seu parceiro assassinado de forma muito estranha e tem que conviver com mais esse problema. O jogo te coloca em situações corriqueiras como ter que multar carros, prender ladrões que furtam algo de uma loja ou causam bagunça, pessoas que estão acabando com a paz e ordem nas ruas e muito mais. Assim como todo bom policial americano, será possível entrar em uma lanchonete, comer rosquinhas, comer aquele cachorro quente de rua e mais.

O que torna Beat Cop interessante, é que ele não é linear. O próprio chefe (babaca) de Kelly, juntamente com seus colegas (ainda mais babacas) deixam bem claro que ele não poderá atender a todas as ocorrências. Será necessário decidir se deverá parar um roubo ou ajudar um cidadão. Terá que ter em mente a necessidade de cumprir suas metas de multa ou agradar uma pessoa específica. O que adiciona mais pimenta nessa bagunça, é que você também deverá lidar com a máfia italiana e com a gangue que sempre está muito agitada. Não obstante isso (como se fosse pouco né?!), mas durante o tempo de jogo, um pouco mais de 20 dias, você deverá descobrir quem armou para você, ou não?

Mais um destaque para Beat Cop, é que é possível escolher seu rumo e suas ações. Você pode escolher se Kelly será um policial honesto ou corrupto. Se ele irá apurar esse caso em que foi teoricamente incriminado ou se juntará dinheiro para comprar uma passagem pro México. Se vai apoiar a máfia ou as gangues de rua. Em suma, Beat Cop irá se moldar a suas escolhas, o que permite diversas histórias e finais. Isso melhora muito o fator replay do jogo onde será possível guiar o personagem Kelly por suas escolhas.

Para finalizar os elogios, temos que falar da ambientação. Por se passar nos anos 80, não existia o politicamente correto. Então espere um jogo muito sujo e pesado em seu linguajar. Kelly será xingado ferozmente por não aceitar propina para não dar uma multa, pré julgamento por raça e cor irá acontecer a cada minuto. Ser xingado será algo tão corriqueiro como dar bom dia. Fazer piadas com o tamanho do peru e quem comeu ou não comeu a esposa do outro é conversa de um cafezinho. Certamente não apoiamos essas atitudes, mas é uma clara representação do que acontecia décadas atrás, e posso dizer que em um ou outro momento dei boas risadas.

Conclusão

Beat Cop é um excelente jogo para jogar em aparelhos mobile. Sua mecânica de point and click cai muito bem para a tela de toque. Além disso, a história é muito boa e surpreende pela quantidade de opções que pode se tomar dentro do jogo, o que eleva e muito o fator replay. É um jogo recomendado para todos que querem perder horas em seus celulares e tablets.

notas

Publicado
Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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