Análise: Fairy Fencer F Advent Dark Forces, se possível não jogue no Switch!

Fairy Fencer F é uma franquia de JRPGs da mesma publisher de Hyperdimensional Neptunia e é possível ver muitas, mas muitas semelhanças entre os games, o design de personagens, os dubladores, as mecânicas de combate por um momento até achei que poderiam se passar no mesmo mundo, mas não é o caso.

Fairy Fencer F, foi lançado originalmente em 2013, para PS3, em 2015 para PC e a expansão Advent Dark Forces, foi lançado para PS4 no japão em 2015, posteriormente em 2016 para o restante do mundo e agora em 2019 para Switch.

Eu não joguei o jogo anteriormente, mas já tinha jogado jogos da série Neptunia então não tive dificuldades em desfrutar do jogo sem precisar me apegar aos tutoriais, que aliás já é um ponto negativo para o game, os tutoriais costumam ser longos e repletos de textos, impossível prender o jogador a eles.

Ambientação

Uma guerra entre um deus maléfico e uma deusa benéfica gerou as “Furies” que são armas mágicas que hoje em dia selam o poder destes deuses, as “Furies” podem ser uma variedade de armas, espadas, lanças, machados etc.

Aqueles que empunham uma “Fury” automaticamente são chamados de “Fencers“. Existe um rumor que aquele que for capaz de coletar todas as “Furies” terá um desejo garantido. Além disso existem as “Fairies” que são espíritos que garantem poder para as “Furies“, elas agem como suportes garantindo habilidades especiais para quem as equipa.

Você é Fang, um herói esfomeado que acaba esbarrando em Eryn uma “Fairy” e sua “Fury“, juntos, vão embarcar numa aventura para encontrar as outras armas divinas e outros “Fencers“, tanto benignos quanto malignos. Fang é o tipico adolescente problemático, irônico e cômico. Ele no começo tem uma marra forte contra se tornar um “Fencer“, pois isso significa mais trabalho para ele que apenas está esfomeado (o tempo todo).

A história do jogo é bem simples mesmo, um herói que não queria ser herói, mas que vai acabar envolvido em uma trama muito maior se envolvendo inclusive a batalha épica dos deuses citada acima.

Mecânicas

Bom, para quem já está acostumado com o sistema de batalhas da Compile Hearts, não muda quase nada, é um RPG de turnos, baseado em arenas.

Os inimigos sempre estão visíveis na tela e quando se aproxima um ícone no seu personagem indica que você pode iniciar um ataque ou tentar esquivar e seguir seu caminho, se resolver atacar e o fizer antes do inimigo te perceber, você ganha o primeiro ataque da batalha, caso o inimigo te perceba, ele vai correr na tua direção se ele te alcançar, o primeiro turno será do inimigo.

Dentro da arena de combate você pode se movimentar dentro do range que o personagem possuir, é possível atacar qualquer inimigo no alcance, com ataques normais ou mesmo skills e magia, no caso destes, quando se seleciona um aparece uma “área de ação”, para você saber quais serão os inimigos que serão afetados ou mesmo para poder mirar melhor.

Alem disso temos o “Fairize“, é uma habilidade especial que funde os personagens com suas “Furies” e “Fairies“, é como se o personagem ganhasse uma armadura, isso amplifica o dano, as defesas e habilita alguns ataques especiais, tudo sempre carregado de efeitos visuais e explosões.

A movimentação pelas dungeons segue um esquema normal auxiliado por um mini mapa, que mostra os inimigos ao redor, contudo não mostra itens e objetos destrutíveis, então fiquem ligados quando navegando. Isso pode incomodar um pouco, aliado ao fato que o jogo renderiza em tempo real, é bem comum você estar vendo coisas bem embaçadas a frente que vão focando ao passo que se chega próximo.

No mais, temos uma mecânica de sintetizar itens para conseguir outros, combinar poderes das “Fairies” para conseguir melhores habilidades, nada muito fora do comum para um RPG.

Uma coisa importante a citar e nem é muito sobre mecânica, mas a afeta diretamente, é que a versão do Switch vem com alguns DLCs, são armaduras para equipar no personagem, que deixa seus status épicos, demora um bocado até que os inimigos consigam causar algum dano a ti.

Além de algumas cartas de “Fairies” nível S (sim elas tem tiers, de E a A e o melhor que é o S), algumas skins, um tanto quanto apelativas dos personagens de toalhas e mais alguns equipamentos, e tudo isso afeta a mecânica pois facilita demais os primeiros níveis de grinding.

Conclusão

Aqui eu preciso elencar algumas ressalvas do jogo, tipo, eu curti bastante como um RPG, mas tem algumas coisas que não dá para deixar passar.

Em primeiro, sim eu sei que o jogo é de 2013, o mundo mudou bastante de la para cá, mas ainda é visível um machismo perene no jogo, seja nas brincadeiras que alguns personagens fazem entre si assim como na maneira que alguns personagens fora desenhados. A Tiara com seus peitos balançando em cada oportunidade, a Haley com seu top que não cobre metade do corpo, Ethel com seus 16 anos e roupas super cortadas e justíssimas, tudo isso me fez criticar bastante o game, pois da forma com que está sendo exposto, torna tudo muito machista.

Em segundo, eu joguei a versão mais recente, q é a de Switch, e nossa, como eu sofri com as quedas frequentes de FPS, em alguns momentos eu posso jurar que tava vendo um PPT do power point. Geralmente não me importo com essas coisas, mas esse port claramente não foi otimizado para a engine do switch.

Terceiro, o jogo não tem autosave, isso me causou uma perda de progresso gigantesca quando eu comecei a jogar, pois eu tava jogando, deixei o console no mode Sleep, quando liguei novamente tinha uma atualização do Switch para fazer e não dava para abrir o jogo sem atualizar, mandei o console atualizar e me f$%&¨, pois meu save anterior era de muitas e muitas horas, não foi fácil retomar o passo de jogo depois disso.

No mais, é um JRPG com cara de JRPG, se você assim como eu é um fag para jogos de turnos, você conseguirá se divertir bastante se colocar todos estes pontos negativos de lado.

Confira nossa galeria após a Nota.

Câmbio, desligo.

notas

Publicado
Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!

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