Análise: RemiLore, beat’em up com elementos de RPG e pouco carisma

Nicalis, a desenvolvedora de grandes jogos como Binding of Isaac, Cave Story e Code of Princess ataca novamente em uma outra vertente, o Beat’em Up, RemiLore: Lost girl in the land of Lore é um game que claramente quer abocanhar uma fatia de público nova para a Nicalis.

É sabido que os games anteriores da Nicalis já saíram até para geladeiras bluetooth (hipérbole hein), e com RemiLore eu consigo ver que eles planejam um novo passo com seus games, este game tem todo o pack para um game Mobile, seja a movimentação, as skills, os displays , textos etc, tudo tem uma ~carinha~ de jogo mobile, o que não é de modo algum, um problema.

Ambientação

RemiLore é um jogo Rogue-lite beat’em up, que não se preocupe com história. Ela vai ser contada de forma corrida ao inicio de casa “fase”, basicamente você será Remi. Não temos background algum além dela ser uma auxiliar numa biblioteca enquanto, em certo dia, limpava a biblioteca Remi se depara com um livro diferente, que, para seu espanto começa a falar, revela ser Lore e a teleporta para outro mundo.

É isso, Remi está presa em outro mundo com um livro falante e gostaria de voltar para seu próprio mundo. Lore explica para ela que ele pode devolver Remi a seu mundo, contanto que o ajude com relação a um problema que aflige seu mundo, androids! Eles infestaram Ragnoah, portanto o trato entre ambos é que Remi ajuda Lore com os Androids e ao fim Lore devolve Remi para seu mundo.

Mecânicas

Aqui também nada novo, é um Beat’em Up tradicionalíssimo, ataques fracos e fortes que se alternam e criam combos devastadores. Temos armas, aqui é bom uma atenção, as armas são completamente diferentes, possuem um ranking próprio de A a F, quanto mais próximo do F mais fraca a arma é, a variedade é bem engraçada, temos desde Vassouras, a conchas (o talher), espadas de treinamento, tacos de golf etc, cada uma com seu poder individual.

Remi também pode usar Lore para conjurar mágicas. Aqui temos mais variedades, são mágicas de dano direto, de suporte ou mesmo de defesa, tanto a habilidade com as armas quanto com as magicas tem seus níveis próprios que devem ser upados de forma separada, com doces, que é a moeda correte de Ragnoah.

Por vezes o ambiente se torna um Bullet Hell, o que demanda certa estratégia, mas morrer bastante no começo vai compensar ao receber doces o suficiente para subir alguns níveis de algumas habilidades.

Conclusão

Um jogo bom para passar tempo, mas aconselho esperar uma promoção. Tive alguma diversão jogando, mas realmente me faltou um pouco de carisma nos personagens, por grande parte do jogo será somente Remi e Lore, o que é meio monótono, apesar de todo Smash buttons.

Um ponto legal – não sei se exatamente positivo – é que ele tem um sistema co-op local, 2 players podem se aventurar em Ragnoah. Isso influencia na dificuldade, o que as vezes já é meio desbalanceada, mas tive bons momentos.

Outo ponto é a customização da personagem Remi, para quem gosta desse universo de “skins” é um prato cheio.

notas

Publicado
Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!

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