Análise: Ape Out é uma experiência desafiadora, maravilhosa e cheia de Jazz

Que nos acompanha sabe que nós gostamos muito do que a Devolver lança e seus jogos normalmente sempre tem uma história excelente e/ou uma pegada inesperada. Ao ver Ape Out pela primeira vez eu pensei: Bem, acho que será um jogo ok e nada demais, porém, após jogá-lo, vi que tinha muito mais coisa embaixo dessa cara de simplicidade que o jogo apresenta.

Confiram abaixo nossa análise de Ape Out e do porquê dele merecer sua atenção

Os três pilares de Ape Out

Verdade seja dita, Ape Out é sim um jogo muito simples em suas mecânicas. Você deverá guiar o primata por diversas fases ou se escondendo ou matando seus inimigos até chegar na parte final. Embora ele seja simples a primeira vista, ele tem nuances incríveis que falarei abaixo.

  1. Jazz Jamming Session – O que provavelmente irá surpreender mais a todos é a música de Ape Out. Ao invés de ter uma trilha sonora composta, ela na verdade se adapta ao que está fazendo. A trilha, assinada por Matt Boch, traz diversos ritmos frenéticos de Jazz ao longo do jogo que se adapta com suas ações e ao momento. Ou seja, por mais que faça uma fase mais de uma vez, a sonoridade será diferente. Durante minha jogatina, me peguei diversas vezes pensando no excelente filme Whiplash (Whiplash – Em busca da perfeição) que levou algumas estatuetas no Oscar 2014. Para quem gosta desse estilo musical, é simplesmente um prato cheio.
  2. Uma arte única – De longe, Ape Out parece ser visualmente bobo e simplório, porém, ele tem um estilo bem único feito por Bennett Foddy. O jogo é visto de cima lembrando os jogos com câmera isométrica, porém, teve uma sacada que é limitar o campo de visão. Isso faz com que você sempre esteja perdido nesse eterno labirinto. Adicionalmente, diversas vezes o jogo brinca com as cores e iluminação, assim, adicionando mecânicas ao longo das fases. O que inicialmente achei que era um rabisco simples, no final me encantou e caiu que nem uma luva em Ape out.
  3. Inimigos sedento por sangue e fases em procedural – Por fim temos as fases em si que foram desenvolvidas por Gabe Cuzzillo. Divididos em 4 discos com lado A e B, Ape Out te colocará em diversos ambientes onde deverá chegar do ponto inicial ao final sem morrer, podendo levar cerca de 3 tiros até o fim da fase. Porém, os desafios ao longo da partida serão inúmeros! Por estarmos falando de fases procedurais, toda vez que você morrer (e você vai morrer MUITAS vezes), o ambiente interno mudará e será necessário se adaptar a um novo ambiente. Adicionalmente existem vários tipos de inimigos com arma normal, escopeta, metralhadora, bomba, lança chamas e mais. Cada um tem seu padrão e alcance de ataque. Por ser um macacão boladão, será possível empurrá-los contra a parede e esmagá-los. Uma outra possibilidade será pegar um deles como refém e fazê-lo de escudo, isso fará que os inimigos recuem e pensem 2 vezes antes de atirar. Também é possível se esconder, driblar os inimigos tacá-los em pontos para causar incêndio e mais. Aqui abre um leque imenso para que tipo de abordagem vai preferir fazer ao longo do jogo para algo mais agressivo ou mais stealth, dentro da medida do possível.

E tem mais?

Ape Out é um jogo curto em sua essência. Se você tiver muita sorte e passar todas as dezenas de fases na primeira tentativa, irá concluir o jogo em cerca de uma hora, porém, isso é impossível. Como sempre estará tentando de novo e de novo, sendo necessário no mínimo de 4 a 5 horas para concluir o jogo.

E digamos que você tenha concluído o jogo, e ai? Bem, existe duas opções. A primeira é se aventurar no modo difícil, ou seja, se no normal você vai morrer umas 100 vezes, bem vindo ao inferno no modo difícil. Isso irá desafiar os jogadores mais sagazes que buscam por um grande desafio. Adicionalmente é possível também jogar um modo arcade onde jogará até ser morto. Quanto mais rápido e quanto mais inimigos matar, maior será sua pontuação. Com isso você pode se desafiar, assim como pode desafiar seus amigos.

Conclusão

Ape Out tinha tudo para ser um jogo simples, mas sua proposta encanta muito fazendo-o ser uma grande aquisição para o ano de 2019. Ele irá te desafiar a cada nova jogada e não chega a cansar, pois tanto a música como os níveis são procedural, ou seja, novidade a cada nova jogada. E claro, tenho que aplaudir de pé o ritmo de Jazz presente no jogo, é absolutamente maravilhoso como todas as partes do jogo se encaixam e sua música da um toque mais do que especial.

E antes que fale que o jogo é curto e por isso não gastará seu dinheiro, saiba que ele custa somente R$27,99. É só não tomar 3 cervejas na balada que ele ta pago!

notas

Publicado
Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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