Análise: King’s Bird surpreende como uma boa porta de entrada para seu gênero

Os jogos de desafio plataforma são daqueles que ou você ama ou odeia. Você pode constatar isso fazendo uma pequena enquete entre seus conhecidos sobre Super Meat Boy – talvez o jogo contemporâneo mais famoso desse gênero.

Em King’s Bird temos os desafios já conhecidos de pulo e paredes, somados ao fato do seu personagem voar, ou cair com estilo muitas vezes!

História e jogabilidade, ou melhor… jogabilidade!

A história de King’s Bird provavelmente não irá chamar sua atenção já que ela é praticamente inexistente. Então se você é uma pessoa que costuma fazer suas escolhas de jogos indies baseadas na história contada, talvez você já tenha sua resposta aqui no início desse review. O enredo não costuma ser o foco nem o ponto forte de jogos desse estilo. Porém, os jogos que conseguem fazer os dois funcionarem acabam se tornando grandes clássicos do mundo dos jogos – sim, eu estou falando de Celeste!

Você chegará em um Hub central onde poderá acessar as fases, aqui temos algo parecido com os menus de Rayman (mais ou menos). A conclusão destes níveis irá desbloquear outras áreas e permitir que você mova para outra área de hub – ou mundo, como chamávamos antigamente.

Dentro de cada fase você terá os desafios de plataforma que vão ficando mais difíceis conforme você avança pelos mundos do jogo,

Já o gameplay de King’s Bird é simples e agradável. Em pouco tempo você irá gravar os botões e seus dedos irão se mexer instintivamente depois da quinta fase. Aos poucos os padrões de desafios vão sendo apresentados e mais a frente exigirá seu raciocínio para conseguir desvendá-los de maneira rápida e assertiva.

Por mais que King’s Bird não seja um dos jogos mais difíceis que já joguei, ele mesmo assim cortou minhas asinhas conseguiu se mostrar bem trabalhoso em alguns momentos e frustrante em outros. Porém, como em todo o jogo com dificuldade elevada, ele também tem uma sensação de conquista que realmente vale a pena no final!

Gráficos e modos para todos os gostos

O pessoal da Serenity Forge fez um ótimo trabalho quanto ao design de arte de King’s Bird. Você parece estar planando em pinturas e lindas paisagens enquanto morre de raiva por ter morrido mais uma vez tenta passar por cada cenário. Tudo isso regado a uma ótima trilha sonora que muda levemente quando você usa o botão de voo. Tudo muito bem sincronizado e que ajuda a relaxar nos momentos mais tensos do jogo.

Além disso temos modos e modificações para todos os tipos de players. Os Checkpoints são bem abundantes e isso ajudará você a não passar muita raiva. Mas caso você seja mais hardcore ou já esteja super mestre na mecânica de King’s Bird – existe a opção de simplesmente eliminar os checkpoints do jogo. Em contra partida, o jogo te dá opções para deixar tudo mais fácil! Vou colocar uma imagem aqui pra vocês entenderem. As opções vão desde mais tempos de voo até mesmo colocar o jogo em câmera lenta para não errar aquela curva na hora do voo! Aqui temos um banquete de customização de dificuldade para ninguém colocar defeito!

Alem disso temos o famoso time-attack, colecionáveis em uma quantidade de fases que surpreende – são realmente muitas! Um prato cheio para quem gosta de um bom desafio ou para aqueles que querem entrar mais um pouco nesse mundo dos desafios de plataforma insanos (Mario Maker 2 ta chegando aí minha gente!).

Conclusão

King’s Bird foi uma grata surpresa! O jogo lançou ano passado para Windows mas eu ainda não tinha tido a oportunidade de jogá-lo. Com belos gráficos, trilha sonora e bons desafios – o jogo se torna um dos meus favoritos do estilo. A crítica fica por conta da falta de carisma e personalidade do protagonista – graças a uma história inexistente – e também pelo número, talvez exagerado, de fases. O jogo é longo demais e os desafios não continuam a se inovar. Fazendo com que tudo fique um pouco parecido demais por muito tempo – e as mortes comecem a ficar um pouco menos excitantes.

notas

Publicado
Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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