Análise: Achtung! Cthulhu Tactics, o XCOM de terror, sem terror!

É isso mesmo pessoal, a Ripstone, acredito eu que mais conhecido pelo seu ótimo game Stick it to the Man, resolveu trazer essa fusão de XCOM com o mundo de H.P. Lovecraft, e como eu AMO absolutamente tudo o que envolve o mundo de Cthulhu, por isso fui o escolhido para por as mãos nessa belezinha. ACT é um jogo tático no mais comum sentido de jogo, você tem um time, cada um com um tipo de arma ou habilidades, todo mapa terá um objetivo e alguns umas sidequests, sendo assim, com essa premissa eu embarco nessa aventura.

Ambientação

O game se passa em meados da Segunda Guerra Mundial, por volta de 1940, e você e seus companheiros ficam presos atrás das linhas inimigas e seu objetivo é descobrir o que os Nazis estão planejando e se manter vivo. A história é bem profunda se você tiver interesse de ler, pois a maior parte da história do game é contada em textos que não necessariamente estão completamente in-game. Portanto todo o restante que Cthulhu representa para mim, não tem relevância alguma no game, em momento algum haverá tensão, não terá horror, pois a mecânica não favorece.

Cthulhu para mim sempre foi o medo de algo que está por vir, mas que nunca chega, é saber que alguma situação ruim VAI ficar pior e não ter armas para combater isso, é aquele suspiro no pé da orelha dizendo que tudo está indo bem até demais para ser verdade, portanto Cthulhu sempre me deixou numa esperança desesperadora, você sempre está a merce dos deuses, sem mesmo saber se eles existem ou não, e por isso acabei me frustrando um pouco com o game.

Mecânicas

Tá Paulo, mas o que você esperava para um jogo de ação que mescla RTS(Real Time Strategy) com Tactics? Bom, é uma pergunta um pouco difícil de responder, mas imaginei que o jogo deveria ter além da mecânica de combate, uma boa mecânica de exploração, o que não acontece, explico.

Todas as fases são basicamente divididas em duas partes, sendo elas uma de exploração e uma de combate. A de combate é uma mistura do que vemos em XCOM e Valkyria Chronicles, cada personagem tem suas ações individuais, cada um manipula um tipo de arma diferente, tem suas forças e fraquezas, por exemplo, uma shotgun é extremamente não efetiva com alvos longes, portanto a precisão dela é bem baixa, enquanto um rifle é muito mais efetivo.

A movimentação e as ações custam ability points, cada personagem tem o seu individual, muitas vezes é algum numero próximo de 12,  cada passo consome por volta de 2 e ações como atirar ou recarregar tem custos diferentes dependendo das armas equipadas, então a estratégia já começa aí, pois é necessário administrar todos os personagens, garantindo que todos atacarão e estarão seguros até o fim do seu turno. Os recursos são por batalhas, então é possível usar um recurso que foi gasto, numa batalha seguinte.

Por estratégia é importante ficar ligado nos lugares que é possível se esconder e pegar cobertura, então o posicionamento dos personagens faz muita diferença, e ainda há as ações “globais”, que são ações que tem um custo que saem da mesma pool de energia para todos os personagens, estas ações são decisivas e em alguns casos devastadoras. Por exemplo, por custo 1, é possível utilizar um pistola para dar um fim aquele inimigo que você atirou com a arma principal e não matou, as habilidades especiais de cada personagem também custam pontos globais, como por exemplo o aumento de campo de visão, ou o dano mágico a longa distancia, sendo assim dando uma outra camada a estratégia.

E a fase de exploração é bem simples, andar no mapa, encontrar pontos de interesse, que são as “sidequests”, ler alguns textos bem rasos de uma ou duas frases e seguir para um novo combate, em meu ponto de vista algo bem desnecessário que demanda mais tempo que traz diversão.

Conclusão

ACT é um bom jogo de ação, se você anda com saudades de XCOM é uma alternativa válida, as batalhas funcionam bem e fluem de forma orgânica. A única ressalva fica pela exploração que as vezes cansa, pois os mapas são grandes e a movimentação na fase de exploração é bem lenta. Um jogo legal para uma promoção, pois atualmente custa mais de R$70 e achei um tanto salgado pela experiencia.

notas

Publicado
Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!

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