Análise: Mortal Kombat 11 está mais Kompleto do que nunca!

Normalmente a gente começa  situando a franquia, como tudo começou e toda essa coisa. Mas estamos falando de Mortal Kombat – que depois dos últimos três jogos não é só mais uma referência para velhos jogadores com cabelos brancos, agora também conquistou muitos da geração Playstation atual. Então acho que não precisamos de apresentações burocráticas, vamos ao que importa.

Aconselho a dar uma lida em nosso Preview em uma nova aba para ver mais detalhes da luta em sí e de alguns pontos específicos que já falamos anteriormente.

Get Over Here!

A NetherRealm tem um orgulho imenso de Mortal Kombat e podemos ver isso nos olhos dos produtores, de seu criador Ed Boon e também nos jogos. Em Mortal Kombat 11 isso não é diferente. Das bordas das opções até os cenários, tudo parece ter sido pensado e repensado até sua versão final. Como exemplo, posso citar a tela de loading em uma partida online ou offline com um segundo player, onde pequenas sombras dos personagens escondidos aparecem já lutando enquanto você espera o jogo carregar. Uma coisa simples como essa já é suficiente para empolgar com o que vem em seguida.

Logo no menu do jogo você ficará impressionado com as opções disponíveis já de cara. Temos modo história, duas opções de torres de desafios, combate entre inteligência artificial (que detalharemos mais a frente), partidas online (que tem seus próprios subgrupos), partidas offline, modo treino, customização de personagens e a Krypta, onde podemos desbloquear vários itens, fatality e etc. Parece muito? É porque de fato é – nem tenho certeza que falei tudo…

Apesar de parecer o número grande até demais, tudo faz sentido em algum momento. Em Mortal Kombat 11 temos modos de jogo para todos! Nele jogadores hardcore, casuais e até quem não leva jeito pra coisa podem se divertir, além do modo Online onde a porrada estanca temos muito, até mais, conteúdo para aqueles que curtem jogar offline/”contra a máquina” ou nem tem habilidades suficientes pra ganhar. Vou dar três breves exemplos de como isso acontece:

Torres – desafios diários/semanais

Em MK 11 temos duas opções de torres: as Torres de Tempo e as Torres Klássicas. Na primeira os desafios tem uma data limite para serem superados e são atualizadas assim que esse período se esgota. Aqui temos modificações, como chuvas ácidas, personagens com mais vida para serem derrotados, meteoros que caem do céu enquanto você luta e etc. Algumas delas até deixará chamar um amigo para te ajudar. Você poderá usar itens consumíveis para facilitar sua vida, estes poderão ser adquiridos na Krypta (com uma bela narração de Shang Tsung) ou em alguns dos desafios diários/semanais que você conquista. Os desafios são metas que você deverá alcançar até o final do dia ou semana – aqui temos coisas como acertar 20 ganchos, dar 10 pulos, ganhar X partidas com um personagem e etc. Nada muito diferente do que vemos em outros jogos.

Na torre Klássica temos a velha torre já conhecida de longa data, onde devemos superar todos os inimigos até chegar ao topo. Aqui o diferencial é o mesmo de quase todo modo de jogo, dinheiro in-game. Cada conquista, cada luta vencida, cada vitória poderá liberar três tipos de moedas. São elas:

  1. Moedas (Koins) – A maioria das atividades do jogo irá te recompensar com elas;
  2. Fragmentos de Alma (Soul Fragments) – Sempre que ganhar uma partida em qualquer modo de jogo;
  3. Corações – Ganhar de um oponente dando um Fatality ou Brutality

Essas moedas poderão ser utilizadas para comprar os mais variados itens nas lojas do jogo, seja ele cosmético, consumível ou colecionável. (veja no canto inferior esquerdo da imagem abaixo)

Modo Treino

Uma das promessas do time da NetherRealm era de realmente ensinar jogadores casuais a “farofarem” menos nos controles (sair apertando tudo) e entenderem como o ritmo de jogo é importante para a diversão e para a evolução de suas habilidades. Com isso eles trouxeram uma opção dentre o menu só para esse público. Nesta temos várias lições que podemos usufruir. Podemos ficar lutando por horas contra a máquina para treinar aquele Kombo bonito, podemos ter ensinamentos da mecânica do jogo para não deixar de usara nada que poderíamos e também podemos treinar Fatality para não ficar sambando e dando aquele soco no ar sem gração, quem nunca?

Isso mostra a preocupação da produtora com seu público e seu intuito de alcançar simplesmente todos que se interessam pelo “mundo” de Mortal Kombat. Temos espaço para todos aqui e o próximo ponto te dará a certeza disso.

Batalha de I.A.

Aqui temos o modo mais inesperado e surpreendente de Mortal Kombat 11. Quando vi pensei que era simplesmente aquele velho CPU vs CPU – mas não.

Na Batalha de I.A. você deverá escolher três personagens (já com suas modificações e Kustomizações) para ser sua defesa. A defesa funciona sem que você saiba ou controle. Outros jogadores poderão desafiar sua defesa com seus times de ataque. Você por sua vez poderá fazer o mesmo, escolhendo três personagens para atacar um inimigo a sua escolha. E então irá assistir a CPU controlando os dois times para saber quais modificações, estratégia e participantes do Mortal Kombat irão prevalecer. Esse modo de jogo também possui seus desafios semanais e terá rankings, K/D e etc. Ou seja, temos aqui quase um “Football Manager” de Mortal Kombat (rs), um modo competitivo onde você não precisa saber jogar, mas ter conhecimento e boa intuição para as customizações fará diferença na hora da batalha.

Modo História

O modo história não é algo que possamos nos alongar muito, pois sempre tem a possibilidade de darmos uma canelada entregando um spoiler. Por isso, falarei o mínimo possível, mas passarei a ideia geral.

A história de Mortal Kombat 11 acontece 2 anos após a História de Mortal Kombat X onde após vencer Shinnok, Raiden fica boladão e sinistrão corrompido e acaba sendo sempre muito agressivo e carrancudo. Sua ideia de proteger o plano terreno não é somente mais protegê-lo, mas atacar seus inimigos antes que o ataquem.

Tendo alterado o curso da história, surge a nova personagem Kronika que é uma Deusa Ancestral que é responsável pelas areias do tempo, ou seja, é ela quem pode alterar o destino de todos. Insatisfeita com o que aconteceu, ela traz de volta ao presente os personagens da época do primeiro Mortal Kombat, onde muitos deles são convencidos a protegê-la enquanto ela reinicia toda a história do mundo (além de ser uma bela desculpa para trazer Shao Khan de volta e muitos outros personagens klássicos).

(Confira mais vídeos de MK11 em nosso canal do Youtube)

Ao longo das quase cinco horas de história será possível ver muitos momentos engraçados, drama, superação e todas as outras emoções com essa galera do barulho. Felizmente a Warner e a NetherRealm trabalharam muito bem com essa mescla temporal (não chega a ser uma viagem temporal) e isso não afetou o decorrer da história trazendo muitas surpresas.

Um destaque que posso fazer é sobre a interação dos personagens. Para não dar spoiler, vou me ater somente ao Johnny Cage onde seu eu do passado era um ator metido e insuportável de Hollywood e o atual é uma pessoa muito mais sensata que já constituiu família. Depois de altas mancadas, o atual chama o novo para cair na porrada e parar de falar besteira.

Kustomizações

Uma mecânica que a cada novo lançamento (entre Mortal Kombat e Injustice) evolui é a possibilidade de kustomização dos personagens. Em Mortal Kombat 11 temos a customização mais extensa até o momento onde existe a parte cosmética e a alteração real.

Todo personagem irá ter 3 slots para colocar o seu mix de golpes criando seu lutador único. Além de poder configurar que poder/especial usará, será possível também customizar diversos tipos de equipamentos:

  • Skin – É possível desbloquear diversas skins para seus lutadores. Alguns serão os uniformes clássicos, outros mudarão o esquema de cores e outros são mais impactantes como, por exemplo, usar um lutador normal/jovem ou corrompido.
  • Skin dos equipamentos – Cada lutador poderá equipar sempre três itens que são a máscara, arma e um tipo de acessório. A verdade é que todos os acessórios são idênticos em seu uso, mudando somente sua característica visual. Porém, ao lutar com o mesmo item, será possível subir de nível e ai equipar melhorias nele.
  • Escolha dos golpes – Cada personagem terá disponível um set específico de golpes onde será possível equipar até três por variação. Caso invista tempo na customização, será possível ter dois personagens com golpes e estratégias completamente diferentes. Adicionalmente, alguns golpes ocupam dois slots, porém, ele traz uma habilidade muito mais forte do que o normal.
  • Melhoria nos equipamentos – Essas melhorias serão achadas através de muita luta no mundo de Mortal Kombat 11. E cada uma dessas melhorias são para cada personagem, ou seja, digamos que ache uma melhoria de ataque para o Sub Zero, ela será restrita para ele e não poderá utilizar no Scorpion. Para equipar no Scorpion, será necessário achar o dele. E por ai vai. No total – com cada equipamento no nível máximo – será possível equipar até 9 melhorias em cada lutador
  • Introduções e fim das partidas – Para fechar as kustomizações é possível também alterar a sua animação de entrada e celebração de vitória. Isso só mostra como a equipe de desenvolvimento se esforçou para abraçar todos os detalhes.

Gráficos, cenários e luta intuitiva

Como já tínhamos dito em nosso preview, o jogo está com uma nova engine, com gráficos realmente muito bonitos e fluidos. Os cenários são de tirar o fôlego e, depois de jogar o modo história, cada um deles terá um significado a mais em cada partida que você disputar. Para os fãs: tentem não se emocionar vendo o cenário “Goro’s Lair”. É simplesmente de tirar o fôlego!

As lutas contam com Kombos curtos e fáceis de pegar e, uma coisa legal, golpes especiais podem ser adicionados ao seu personagem na parte de Kustomização. Não só isso mas alguns Kombos podem ser prolongados se assim você preferir. Você terá 3 slots para serem usados em cada personagens e as modificações tem pesos diferentes. Ou seja, você pode mudar 3 coisas simples e com pouca influência, ou uma ou duas grandes modificações que irão tomar os 3 slots de uma vez (esperando ver o que os Pro players vão aprontar). Além disso, os antigos golpes de raio-x, deram lugar a algo um pouco mais sanguinolento e estão mais presentes em alguns movimentos rotineiros do jogo, até mesmo em interação com o cenário. Essa mudança foi feita de uma maneira dinâmica e o movimento não tem muita firula para não atrapalhar o andamento da partida. Somente o movimento completo, que aparece quando você já levou muita porrada, demora mais e pode ser um grande trunfo para a virada do jogo.

Os cenários (além de realmente lindos) seguem o mesmo padrão dos últimos 2 jogos, onde temos objetos e paredes (e por aí vai) que podem ser utlizados para atacar ou esquivar de possível pressão do adversário. Com a evolução do modo “Raio X”, agora golpes certeiros e itens bem utilizados podem também habilitar um momento de camêra lenta para mostrar os danos massivos sendo causados ao adversário. Deixando tudo muito cinematográfico e empolgante. Vale também pontuar que os danos (dano é apelido carinhoso) feitos no seu oponente ficarão marcados durante toda a luta – podendo ver o sangue e ferimentos feitos no local que seja.

Os novos personagens entraram muito bem na história e na jogatina. Além de serem irados visualmente, seus movimentos são muito característicos e não parecem terem sido reciclados de nada esquecido no passado. Na verdade muito pouco foi reciclado, com exceção de alguns poucos golpes específicos, todos os personagens passaram por atualização e possuem golpes novos ou novas direções. As customizações, introduzidas pelas NetherRealm em Injustice 2, adicionam bastante personalidade nas partidas, deixando o seu personagem favorito o mais próximo do seu estilo de lutar possível. Isso no online (quando habilitado) fará com que você não saiba o que esperar do oponente na primeira luta. O tempo para pegar e entender o jogo do adversário é curto e o jogador que conseguir isso de maneira mais eficiente terá uma grande vantagem!

 

Modo Online (Análise em construção)

Como recebemos o jogo antes de seu lançamento oficial, não conseguimos testar muito do modo online. Mas podemos dizer que tudo já visto nos jogos anteriores está presente. Temos partidas Rankeadas e Casuais, As salas (que para mim é a melhor parte já que posso escolher exatamente alguém do meu nível de Kill/Death para desafiar e ser desafiado), Modos de King of The hill e algumas outras coisas que ainda não estavam disponíveis. Para fins de curiosidade, conseguimos jogar Partidas Online privadas e o modo Batalha de I.A.

Sobre estar online, é importante alertar que alguns modos, mesmo que jogados contra a CPU, precisam ter uma conexão com a internet para um funcionamento completo. Isso vale, por exemplo, para os modos de Torres. Você até consegue jogar o modo de Torre Klássica offline, porém o jogo te alerta que nada será salvo e que você não terá nenhum tipo de recompensa. Então fica o alerta para aqueles que levam o vídeo game pra casa da avó nas férias!

Um jogo para todos e uma lição para muitos

Vemos muitos jogos de luta que não se apegam aos detalhes e se agarram ao fan service, entregando um jogo inacabado, muitas vezes mal feito mesmo… a comunidade de jogos de luta é extremamente exigente e forte. Temos grandes campeonatos neste gênero, nomes importantes na indústria e o atual “Best E-sports Player” pela Game Awards. Os jogadores em geral estão mais exigentes, e ver um jogo como este traz a certeza e esperança de que ainda vamos ter muitos jogos bons de luta competitiva tentando se renovar e entregar a melhor experiência possível!

Dito isto, Mortal Kombat 11 é sem sombra de dúvidas, e em minha opinião, o melhor jogo de luta desta geração até agora. O jogo é extremamente completo, com muitas maneiras de ser jogado e explorado. O foco no Player vs CPU está claro e vem com intuito de chamar as pessoas que se afastaram dos jogos de luta por apanhar muito no online pros sem vida. O jogo possui belos gráficos e uma jogatina cadenciada, onde um deslize ou golpe impaciente pode te custar grande parte da barra de vida.

O fator replay é extremamente importante em jogos de luta, e em MK 11 não faltará motivos para isso. Após terminar o ótimo modo história, as torres e desafios diários te aguardam. Tudo isso lhe dará dinheiro suficiente para alterar seu personagem e participar de batalhas online, offline ou de I.A. – motivando assim todos os tipos de jogadores por bastante tempo.

DLCs com novos personagens estão confirmadas para o jogo e eu já não vejo a hora de acabar de escrever e voltar a jogar! Seja apanhando ou batendo, Mortal Kombat 11 merece ser jogado por todos que não conseguem escutar a musica tema do filme de 1995 sem gritar “Mortaaal Kombaaaaat” – mas não só por estes.

Caso vá comprar o jogo no Switch, saiba que ele está disponível na Loja BR tanto em sua versão normal como a Premium. Ele vem completamente em português e com a skin do Kano Kangaceiro. (Confira aqui nossas considerações para a versão do Switch)

notas

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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