Análise: VA-11 Hall-A: Cyberpunk Bartender Action tem uma história incrível, mas um gameplay muito simplista

Vocês devem estar se perguntando o que seria VA-11 Hall-A: Cyberpunk Bartender Action, certo? Bem, ele é um jogo no estilo visual novel onde posso afirmar que 90% dele é focado em diálogos e história. Você será uma Bartender do bar VA-11 Hall-A (Valhalla) e deverá servir drinks para diversas pessoas que moram na agitada Glitch City, uma cidade Cyberpunk.

E agora deve estar pensando que é um jogo Japonês muito louco, certo? Errado! Na realidade ele é um jogo venezuelano que foi lançado originalmente em 2016 para PC e PS Vita e agora chega para o Nintendo Switch e PS4.

Ficou curioso? Então confira nossa análise!

Muitos personagens e muita história

Como mencionei acima, VA-11 Hall-A: Cyberpunk Bartender Action pode ser considerado um jogo no estilo visual novel, ou seja, é um jogo extremamente focado em história. Por esse motivo, falarei quase nada sobre essa parte para evitar spoilers.

No jogo você será a personagem Jill que deverá servir drinks para os mais diversos e inusitados clientes. Seu objetivo principal será servir os drinks corretos e salvar dinheiro para pagar suas contas de casa – Bem vindo a vida de adulto. Seus principais parceiros serão sua chefa Dana, que tem um braço de metal e a história sobre ele é um verdadeiro mistério (e bem engraçada que envolve ursos e luta livre) e Gillian, seu assistente que será zoado diariamente por todos e tem um passado obscuro com algo que aconteceu na Coréia.

A história é hiper bem feita e os diálogos são muito interessantes. Ele te passa a real sensação que está conhecendo pessoas novas e cada uma tem suas motivações e personalidades. O interessante é que em algum momento elas se encontrarão ou então as histórias se complementarão. Por exemplo, em algum momento chega uma pessoa que tem gostos estranhos e menciona que se sente vazio por dentro e faz coisas estranhas como, por exemplo, pagar para uma pessoa fingir que é sua filha. E quem é que aparece posteriormente? A pessoa que foi contratada para ser uma filha de uma pessoa por um dia!

Ou seja, a história e os personagens são tão bem construídos que sempre irá atiçar sua curiosidade. Ainda mais, pois muitos deles retornarão e contarão como foi um evento de outro dia ou como seu papo a ajudou ou a repercussão nos jornais e por ai vai.

Uma mecânica simplista

Se a análise acabasse aqui esse jogo seria 10/10 sem sombra de dúvida, porém, estamos falando de um jogo que tem que ser jogado, não é? E aqui é o grande ponto fraco de VA-11 Hall-A: Cyberpunk Bartender Action. Embora ele seja uma visual novel, existe uma mecânica de servir os drinks para os personagens e bem, é simples até demais…

Não existe uma dificuldade de fazer os drinks. Não existe um mistério nas receitas. Não existe recursos limitados. Você simplesmente pode errar quantas vezes quiser ao fazer o drink sem perder nada. Errou? Faça outro. Não sabe a receita? Basta ler ela. Eu senti uma falta de um maior desafio no jogo assim como vemos em The Red Strings Club que tem a mesma temática, mas tem um gameplay mais atrativo.

O grande desafio, na minha opinião, é que alguns de seus clientes vão fazer pedidos duplos ou então pedir algo de acordo com o humor deles. Ai caberá a você analisar os drinks e servir o mais próximo do solicitado. Um outro desafio, será ter que lembrar a bebida preferida de um ou outro cliente e pedirá o “de sempre”. Caso sirva um drink errado, isso irá influenciar levemente a história, mas posso afirmar que não vi nenhuma grande influência em minha experiência.

Conclusão

O direcionamento para VA-11 Hall-A: Cyberpunk Bartender Action é muito simples. Se gosta de história, bons personagens e situações inusitadas, compre sem medo. Afirmo que ele te prenderá por muito tempo. Porém, se precisa de um gameplay interessante e desafiador, você poderá se decepcionar.

notas

Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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