Análise: Trüberbrook, um pouco nostálgico um tanto sonolento!

Eu não sei nem como fazer a introdução para esse game, acho que o melhor sera fazer um paralelo ao que ele representa… por onde começar… hmmm, ah, já sei. O ano é 1997, eu aos altos dos meus 10 anos de idade com meu primeiro computador um 286 com incríveis 2MB de RAM e muita boa vontade, era uma época onde o PC se resumia a fazer trabalhos de escola e eventualmente acessar a internet de madrugada para ficar no messenger.

Foi nessa época que eu tive contato com a Revista PC. Era possível encontrar em qualquer banca, e ela sempre vinha com um CD REPLETO de games, em sua maioria cópias xexelentas de Tetris, xadrez e majonhg, contudo vez ou outra vinham algumas cópias de games legais mesmo, como Postal, MDK, Crunch Creature, Gabriel Knight, Myst, Monkey Island entre tantos outros (não tenho ideia se eram “legalizados” ou não)  de qualquer forma, cheguei no ponto que eu queria.

Todos os 4 últimos jogos que eu citei tinham em comum suas mecânicas. Todos eram adventures point-and-click que são jogos não muito usuais nos dias de hoje, e Trüberbrook caiu no meu colo para me relembrar desses dias que eu era apenas um otakinho em formação ansioso para chegar em casa e entrar mais e mais no mundo dos games, portanto espere ler e jogar um game point-and-click, coisas leeeeeeentas, um tanto melancólicas e paradas.

Ambientação

Trüberbrook se passa na Alemanha, em meados dos anos 60, durante a guerra fria, e você é Tannhauser, um Físico Quântico que ganhou um concurso para passar um fim de semana na pequena e afastada Trüberbrook, um vilarejo do interior ao oeste da Alemanha.

Tão logo chegando a Trüberbrook, Tannhauzer se depara com a pacata vida dos poucos moradores de lá, ele se hospeda no único hotel do vilarejo e em sua primeira noite, um acontecimento lhe coloca por dentro de um grande mistério que permeia a vila. Descobre então que sua ida não foi por acaso e o fato de ser um Físico Quântico está ligado a grandes mudanças e até no poder de salvar o mundo!

Mecânica

Como dito acima o jogo é uma narrativa, um point-and-click que leva você a explorar cada canto de cada cenário, em busca de recursos que possam te ajudar a resolver quebra-cabeças, e aqui vem uma observação que me deixou um tanto incomodado.

Ao explorar e encontrar um item, ele vai automaticamente para seu inventário, contudo os itens são representados por ícones minimalistas, o que não é problema algum, entretanto, uma vez que o item entra para o inventário, ele não recebe nenhuma descrição tão pouco nome, e acaba que em alguns casos é preciso ficar testando os itens onde é possível, pois “uma hora vai”. Acho que essa parte poderia ser melhor desenvolvida, se ao menos os itens tivessem nome já ajudaria na hora de utilizá-los.

De resto o jogo se restringe em “passear” pelos cenários e ir descobrindo quebra-cabeças para resolver, mas não se engane, a dificuldade é alta e alguns puzzles tem resolução “beeeeeeeem” fora da caixa, portanto o game está a todo tempo desafiando o jogador.

Quanto a movimentação, há muita, mas muita parede invisível no jogo e por vezes eu fiquei preso em algum canto me forçando a girar loucamente o direcional para sair. Não é algo que estrague a experiencia, mas poderia ser muito mais orgânica.

Conclusão

Aqui é válido colocar um link para o site do game, a Headup é um Estúdio poderoso que acumula ótimos nomes nas costas como Binding of Isaac, Super Meat Boy, Darkest Dungeon, Limbo entre outros e no site de Trüberbrook, é possível ver um Making of, sensacional dos cenários do game, que são feitos a mão e em seguida digitalizados. E todo esse processo me deu um apego muito maior ao game, mas o justo é justo.

O game tem uma progressão bem leeeenta, discursos melancólicos, uma trilha sonora que dá sono, de forma alguma é ruim, mas todo esse cenário bucólico pode afastar a maioria dos gamers. Mas se você preza pela arte, esse game é uma ótima compra.

O preço do game ainda está um pouco inflado saindo pela Steam por R$57.99 e na media de R$120.00 nos consoles, portanto, recomendo fortemente aguardar promoções para não se frustrar.

notas

Publicado
Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!

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