Análise: Brothers: A Tale of Two Sons, novidades em um grande sucesso agora pra Switch

Um grande jogo. Uma grande história. Uma grande e emocionante aventura. Todas críticas recebidas lá em 2013 quando o jogo foi originalmente lançado pela 505 Games. Agora temos a oportunidade de jogá-lo no Nintendo Switch, isso mesmo um jogo lançado praticamente no início da atual geração volta agora no final da mesma. Mas para fazermos a análise gostaria de informar ao leitor três diferentes formas de vermos esse lançamento, que nos dá um gancho muito importante para tratarmos de um assunto sério que foi pouco desenvolvido na época (segundo minhas pesquisas) mas que abordaremos aqui. Falaremos do “port” para o Switch obviamente, do jogo em si e da capacidade desse jogo em desenvolver sua coordenação motora onde promove a total independência da mão esquerda e direita ao controlar (single player) cada personagem com uma das mãos. Vamos a análise:

O Jogo

Para quem não jogou ou não se lembra essa obviamente será a primeira vez que jogará o game, portanto análise é baseada nos tempos atuais e não no que ele foi ou representou em 2013. Explico. Por exemplo um jogo de 3 horas e pouco pra 2013 não era considerado pequeno. Outro exemplo, os quebra-cabeças oferecidos no jogo na época eram bem interessantes e hoje já se tornam cansativos e repetitivos, é preciso separar bem as coisas para que o leitor que é fã do título não encare o review como “falar mal” de uma grande obra de arte da época, porque não é isso. Pontuarei o que tem de melhor e a sensação de jogá-lo de novo hoje.

A história dispensa comentários, é muito bonita. Dois irmãos partem em uma aventura para ajudar o pai que sofre de uma doença grave. Não posso ir além disso, porque como mencionei, muitas pessoas podem não ter jogado e seria uma grande spoiler revelar algo, mas vale muito a pena ir nesse jornada com eles. Lindo.

A mecânica é bem interessante também, pois no modo de um jogador você controla os dois personagens ao mesmo tempo, o que exige uma boa coordenação motora. Os quebra-cabeças são bem fáceis, e praticamente não há desafio no jogo. É bem tranquila a campanha, mas é muito claro que o foco é a narrativa e a história, apesar que mesmo sendo fácil, os desafios são interessantes justamente por essa “independência” do controle dos personagens, então diverte sim enfrentar os obstáculos do jogo.

E No Switch?

A grande novidade desse “port” pro Nintendo Switch fica por conta do modo de dois jogadores. No console da Nintendo você pode passar um controle para um amigo e compartilhar a jornada. Mas claro que torna tudo um pouco mais fácil, pois o grande desafio era justamente a alta concentração exigida para controlá-los independentemente. Os gráficos estão lindos, tanto na telona (TV) quando no modo portátil (telinha). Encontrei um ou dois bugs na campanha, personagens flutuando ou presos e foi necessário reiniciar do último ponto de controle (o que em tese não deveria acontecer em um jogo datado).

A Neurologia e a Coordenação Motora

Isso é bem legal de se falar. Nosso cérebro é dividido em dois hemisférios, esquerdo e direito. E a medida que envelhecemos as ligações entre os dois hemisférios tendem a aumentar, é inversamente proporcional, quando mais o cérebro “se trona um hemisfério só” mais temos dificuldades para separar e trabalhar de forma isolada nossa coordenação motora. Isso explica porque uma criança tem muito mais facilidade em aprender um instrumento musical como de percussão por exemplo, é mais fácil separar a parte motora dos membros esquerdos e direitos e torná-los independentes para tocar uma bateria por exemplo. Esse jogo explora bastante isso e é altamente recomendado para treinar essa independência. Pode ser bem aproveitado para os adultos treinarem e melhorar o desempenho motor. Uma boa neuróbica (atividade de treinamento cerebral).

Conclusão

Ótimo jogo, ótimo port e muito importante fazer parte do universo da Big N, pois agora mais pessoas terão acesso ao jogo e principalmente, as crianças que nasceram próximo a 2013 terão oportunidade de jogar e se emocionar com o jogo, que é um exemplo de amor, companheirismo e muitos outros predicados que envolve a formação, caráter e moral de uma pessoa. Muito indicado para todas as idades.

notas

Publicado
Saudosista apaixonado por quase tudo que é antigo: games, música, costumes, ele mesmo e o único titulo brasileiro do time de coração Atlético-MG. Fã de RPG e jogos de luta, jura que fazia fila no fliperama na década de 90.

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