[Hands-on] Watch Dogs Legion é extremamente ousado

A Ubisoft revelou o novo título da série Watch Dogs, chamado de Watch Dogs Legion. Com ele diversas inovações foram comentadas, algumas difíceis de acreditar. Mas, a promessa não parece ser falsa. Pudemos testar por cerca de 45 minutos o jogo, com liberdade de tomadas de decisão (porém com o mapa limitado), e os sistemas novos implementados no jogo parecem funcionar. E sim, eles impressionam. Sem duvidas o novo jogo desta série controversa será divisor de águas, devido a tecnologia aplicada de inteligência artificial e criação de conteúdo, de certa forma, infinito.

O jogo se passa em uma Londres pós-Brexit. A proposta inicial, quando o jogo começou a ser desenvolvido, não envolvia diretamente o Brexit. Mas o caso foi perfeito para ser aplicado no jogo. Segundo a Ubisoft, a geração de personagens com características e vidas únicas, é infinita. E realmente, não vimos repetições de personagens por aparência física e muito menos por perfis e história de vida. Cada um tinha uma história completamente diferente e profunda.

TODOS os personagens do jogo, com suas características únicas, podem ser hackeados e recrutados para sua resistência (DedSec). Sim, TODOS! A escolha deve ser feita de forma sábia, utilizando o potencial que cada personagem aleatório tem a te oferecer.

Outra coisa incrível é: o destino de cada personagem é definitivo. Se ele morrer, não terá respawn. Ele ficará morto naquele savegame para sempre. Se ele for preso, ele ficará preso até o final de sua pena ou, caso você queira intervir por ser um personagem muito importante na sua jornada, você poderá montar uma fuga para ele. Pois é, uma inovação atrás da outra neste jogo!

Com isso, o jogo passa a não ter uma narrativa linear. Teremos 5 linhas narrativas diferentes, cada uma responsável por abordar um aspecto diferente do universo. Somando-se todas as possibilidades, além de variações infinitas, a cada new game, teremos um jogo completamente diferente, mesmo abordando-se as mesmas 5 linhas narrativas. Não fica claro se, caso você morra com todos os personagens, acontecerá uma espécie de game over. Acho difícil, pois a temática de game over é rarissimamente aplicada em jogos de mundo aberto como este.

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A jogabilidade se mantém a mesma, com melhorias na física e algumas mecânicas. Mas é definitivamente uma sequencia de Watch Dogs. Se você jogou alguma das versões anteriores, estará perfeitamente familiarizado com o gameplay.

Os gráficos tiveram um grande avanço. Junto com Cyberpunk e Dying Light 2, Watch Dogs Legion teve um dos melhores gráficos apresentados nesta E3, restringindo-se a jogos que mostraram gameplay ou captura de gameplay.

O jogo promete e muito devido as novas implementações feitas nele. Pessoalmente, se bem aplicadas as mecânicas, sem prometer falácias, será um divisor de águas, com jogos no futuro usando a mesma geração aleatória de personagens. Assim como No Man’s Sky inovou (de forma bem quebrada) no passado com a geração infinita de planetas e vida única de cada planeta, a Ubisoft tenta criar um mundo muito mais orgânico e realista. Ousado, mas são ousadias como essas que gostaríamos de ver rotineiramente no mundo dos vídeo games.

Watch Dogs Legions será lançado no dia 6 de Março de 2020 para PC, PS4, Xbox One e Stadia.

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Pedro Nogueira

Formado em Administração e em GunZ: The Duel. Nogueira une estas duas formações para administrar de forma única suas skills em jogos de tiro, adquiridas em anos jogados fora jogando The Duel. Além da supremacia em jogos de tiro, Nogueira é fã de jogos com história bem trabalhada e tem no sangue as habilidades de Dominic Toretto para jogos de corrida.
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